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César Oliveira - 24 de Novembro de 2016 | 19h 51
A mulher do ex-governador Sérgio Cabral, do Rio, a advogada Adriana Ancelmo, foi usada como a gerente da propina dele. E torrou dinheiro em tudo que pode como se não houvesse amanhã: farra no mais caro Hotel de Paris, o Ritz; os famosos sapatos Loubotin, de sola vermelha, sonho de consumo de dez entre dez socialites, que custam em média R$5mil o par; vestidos de R$10 mil reais; e muitas outras despesas pagas em dinheiro. Agora, a diretora da joalheria H Stern, uma das mais caras do país, disse que levava jóias a casa do ex-governador e mesmo aquelas de custo de R$100.000 reais eram pagas em dinheiro. A advogada também havia sido presenteada em Monaco com um anel de R$800mil reais pelo empreteiro Fernando Cavendish, da Construtora Delta, uma gigante das obras sem licitações, do Rio.
Mansão em Mangaratiba, helicóptero, lancha, e, ainda assim, ela declarou que não sabia de nada, certamente imaginando que era tudo pago com o dinheiro do salário do marido ou do seu sucesso fenomenal como advogada, afinal, várias empresas beneficiadas com perdões de multas e incentivos fizeram contratos com o escritório dela, em nítida lavagem de dinheiro.
Agora, a Lava-Jato encontrou R$10 milhões de reais em sua conta. E, ainda assim, ela continua solta. Por muitos menos Moro e o MP mandaram prender outros envolvidos.
É inexplicável sua liberdade. Será a Lava-Jato uma operação machista e as escaramuças devem poupar as mulheres?
Teremos um duelo ao pôr do sol?
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23 de Novembro de 2016 | 10h 32
Apesar das distorções e mudanças nas propostas - algumas positivas, outras não- as 10 Medidas Contra a Corrupção representam um avanço no combate a corrupção que dilacera o país, amputa a população de serviços, gera um caos social e instabilidade na economia. O endurecimento faz-se necessário e oportuno, para combater os desmandos do Legislativo, administradores, e, políticos em geral.
Cabe, no entanto, aproveitando a situação e o clima, que o Judiciário, incluindo MP, também apresentem propostas que se aproximem do rigor com que vão tratar os demais, dando exemplo: respeitando os salários dentro do limite constitucional, férias de 30 dias, supressão dos penduricalhos no contra-cheque como meio de burlar a lei, e o fim da aposentadoria integral de juízes condenados por crimes.
Sem isso fica parecendo aquela recomendação inadmissível aos outros dois poderes:faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
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21 de Novembro de 2016 | 14h 08
O ímpeto hormonal e o enfretamento político são duas margens importantes do movimento estudantil, muitas vezes ocupando fronteiras que a Sociedade deixa passar em branco. Verdade que durante o governo do PT os movimentos estudantis estiveram silenciados pela generosidade das verbas que alimentaram a UNE e afinidade ideológica que tolerou toda a corrupção do governo petista e cúmplices.
Agora, com a queda de Dilma, os estudantes recuperaram a memória e voltaram a lutar congra as medidas do governo Temer. Não cabe discutir, neste texto, se o movimento é justo ou não, se é alimentado por partidos ou não. O que cabe discutir é se a ocupação tem o direito de condicionar o funcionamento da Reitoria, com pagamentos, convênios, processos em andamento, que estão sendo impedidos de serem executados, conforme notícia na Tribuna Feirense.
Esta atitude é absolutamente inconcebível, inaceitável. Inadmíssivel que uma Universidade tenha seu funcionamento administrativo impedido por protestos de alunos. O Reitor que havia apoiado a ocupação de um equipamento público- apesar de ser seu gestor- esvai-se em negociações para que a Universidade funcione e os processos sejam retirados de lá, o que os estudantes não permitiram.
O MP já cobrou a desocupação ao Reitor, que segue, sem tomar uma atitude mais firme, levando seu mandato ao desgaste e enfraquecimento. O protesto é um direito, precisa ser assegurado, mas impedir o funcionamento da Administração da Universidade é abuso. A desocupação, nos termos da lei, terá de ser feita e o Reitor não poderá adiá-la até o infinito.
Pois, como diz o ditado: quem muito se abaixa, os fundilhos aparece.
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César Oliveira - 20 de Novembro de 2016 | 21h 03
O acaso fez de Temer presidente, um atalho em que ele tomou o lugar daqueles de quem foi avalista, em um processo legal, ressalte-se. Apesar dos questionamentos e do Fora Temer, o presidente interino teve o crédido incial da Sociedade, em crise econômica, e que enxergava a venezuelização no horizonte.
Temer tomou uma série de pequenas medidas acertadas, desde a liberação dos aviões da FAB para transporte de orgãos, passando por mudança na política externa, à reorganização da economia. Anunciou a reforma do ensino médio, empacada desde o governo Dilma- sem protestos-; a reforma da Previdência, inevitável; a PEC do Teto de Gastos, com defeitos, mas necessária; apesar de duras. Acontece que Temer deve parte de seu sucesso aos velhos amigos- ou cavaleiros do apocalipse-, se preferir: Jucá, Geddel, Moreira Franco, Padilha. Todos já citados na Lava-Jato, sendo que um deles, Jucá, teve de renunciar ao cargo de Ministro.
Temer, refém e cúmplice, em igual proporção, prefere agir como amigo dos amigos. Acaba de nomear Jucá líder do governo, e, faz-se de morto, com o escândalo da demissão do Ministro da Cultura por pressão de Geddel para liberar a construção de um imóvel em sítio histórico da Barra, em Salvador.
Além disso, o interino, tem apoiado subliminarmente as ações contra a Lava-Jato no Congresso, permitiu a farra áerea dos Ministros com avões da FAB, aumentou os gastos nos cartões corporativos e não fez nenhuma ação para cortar as despesas do governo central.
Temer está fazendo roleta russa com a sobrevivência política. A população irritada, tensa, demonstra intolerância com a corrupção e exige respostas maiores do que o Presidente sinaliza. Assim, esgota-se rapidamente o limitado capital de boa vontade que parecela da Sociedade lhe oferecia. E os riscos de Temer levar o país a uma convulsão se acentuam.
A vaidade pessoal e os compromissos de grupo não podem ser maiores que a oferta do destino, para Temer
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17 de Novembro de 2016 | 18h 27
Governos não produzem dinheiro. Toda verba é retirada dos cidadãos, por isso é necessário que o recurso público seja administrado com esmero e rigor. O recente cruzamento de dados do Ministério Público Federal que encontrou 2000 mil empresários feirenses recebendo bolsa-família é uma destas exibições públicas de nossa limitação gerencial.
Em verdade o que havia era uma leniência geral, em todo Brasil, com a fiscalização, em todos os níveis, e o sistema de cadastro que está sob responsabilidade das Prefeituras. Assim, o rigor não era o dado mais importante. Às Prefeituras interessa porque é mais verba circulando no município; aos beneficiados, porquê o negócio ficava ao Deus dará e todo mundo conseguia uma boquinha; e, a todos, porque ela serviu no país todo a uma função política, onde até doador de campanha apareceu como beneficiário.
Seja como for, por fiscalização inadequada, falta de rigor cadastral ( e a Prefeitura poderia ter sido mais rigorosa), o que não deixa de espantar é que 2000 mil pessoas, ao menos, com atividades empresariais, tenham se aproveitado da oportunidade para receber este benefício prejudicando pessoas carentes.
O humano não cansa de nos envergonhar.