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09 de Novembro de 2016 | 13h 41
Humor
Hillary não discursa, mas vaza e-mail reconhecendo vitória de Trump
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08 de Novembro de 2016 | 11h 49
Depois da forte vitória em Feira, Ronaldo, criou musculatura para tentar um voo mais alto em 2018. As vagas disponíveis no cenário, mais vistosas, são de governador, vice-governador e de senador. A de governo tem Neto, a de vice-governador serve para enfeitar currículo, ocupar tempo livre, mas não vale uma cidade com orçamento de R$1,2bi, talvez mais, até lá.
Descartadas aquelas, restam as de Senador, mas o cenário é concorrido. Tem o PMDB, com uma vaga certa. A outra terá de ser disputada com o PSDB, que se não tem tanta força na Bahia, tornou-se o partido mais fortalecido nacionalmente nesta eleição, e tem, até aqui - nos atuais limites da Lava-Jato-, o candidato mais forte a Presidência e que, ACM Neto, certamente, se eleito governador, não vai querer contrariar. Claro que política, como dizia o ex-govenador Magalhães Pinto, é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou. No Brasil, atual, as nuvens mudam com as operações da Polícia Federal.
Ronaldo, com certeza, não pretende entregar barato esta vaga e ficar confinado a comandar Feira por mais quatro anos, oferecendo mais do mesmo e do mesmo, o que não lhe acrescentará popularidade, e o consolidará biograficamente, apenas, como um líder local. Não é pouco, mas não é tudo.
Então, os encontros com os prefeitos da região fazem parte do jogo. Neste meio, depois de extenso jejum, eis que o prefeito almoçou com Rui Costa (PT), em Salvador, e, na mesma semana, recebeu uma generosa nota 7 pelo seu governo, do deputado Zé Neto, longevo líder da oposição, além da promessa de ajuda.
Rui disse que é o governador de todos e ninguém falou qual foi o cardápio, mas dá para imaginar. Parece um almoço entre um prefeito eleito e o governador do seu estado, mas é um almoço entre um candidato a reeleição e um prefeito movendo o xadrez em busca de um lugar maior ao sol.
Tem o que parece. E tem o que é.
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05 de Novembro de 2016 | 12h 54
O Brasil vive uma crise de investimento, dívida pública que chega a 68% (nem tão longe assim do resto do mundo), juros insustentáveis, perda de 12 milhões de vagas de trabalho que afetam quase 50 milhões de pessoas, e uma série de indicativos ruins. Diante disto o governo está propondo uma PEC que vai limitar gastos, impor restrições, para tentar alcançar um ajuste fiscal.
A população entende que vai sofrer, pagando pela contabilidade criativa, o populismo e os desvios do governo Dilma. Acontece, que até agora só a população está sendo chamada para pagar a conta. O Executivo não cortou seu custeio, cartões corporativos, cargos comissionados; o Legislativo continua gastando dinheiro na farra administrativa de TVs e reformas de apartamentos funcionais, festival de assessores, plano de saúde familiar ilimitado, cotas parlamentares, passagens, e até o inacreditável auxílio-paletó, entre tantas outras benesses; e o Judiciário continua com sua farra de carrões, auxiliares a granel, reajustes indexados, aposentadorias nababescas.
Enfim, nenhum dos três poderes sinaliza qualquer sacrifício, qualquer contribuição para minorar as dificuldades econômicas Alguns alegam que estes cortes tem pequeno impacto econômico diante do problema. Não é verdade, mas pouco importa. Há medidas que são tomadas diretamente pelo tamanho do impacto financeiro e outras que são tomadas como exemplo, como sinalização de respeito ao cidadão, mas a nossa classe dirigente continua se apropriando do estado e gastando de forma perdulária.
Na situação atual o povo vai ficar com o arrocha e os Poderes da República com a devassidão.
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04 de Novembro de 2016 | 15h 29
Goste-se ou não do juiz Sergio Moro é preciso reconhecer que desde a chegada de Cabral a Justiça brasileira não dava um salto para diante de forma tão significativa. Eficaz, com 97% de suas decisões ratificadas pelos tribunais superiores, ele elevou o padrão de funcionamento judicial acostumado ao marasmo e tolerância, colocando em evidência, inclusive, a ineficiência do STF em condenar os culpados do foro privilegiado, esta aberração jurídica que protege mais de 20.000 mil autoridades.
Comandando a operação Lava-Jato ele condenou politícos, desmontou esquemas, recuperou verbas, encarcerou empresários frequentadores contumazes dos notíciarios de fraude e que jamais sonhamos em ver presos e condenados, e modificou nossa percepção do que deve ser a ação da justiça. Evidentemente que está sujeito a críticas e elas devem ser feitas. Em uma operação com a envergadura da Lava-Jato seria quase impossível não haver alguma eventual ação que gerasse embate juridico, o que deve ser ententido naturalmente. Aliás, até acho que deve haver alguma lei que limite o abuso de autoridade, embora não aquela patrocinada por Renan e seus asseclas.
O que estamos vendo, no entanto, é que a medida que a Lava-Jato se aproxima das lideranças políticas mais destacadas, com cacife presidencial, nos diversos partidos, acentua-se as acusações e tentativas de desgastar e apear Moro de seu cavalo de batalha. O ataque nasce quando cada um vê ameaçado seu projeto de poder. Agora, a novidade, é acusar Moro de ser político e candidato, o que o juiz nunca sinalizou. No entanto, se o fosse, desde que afastado da magistratura, não haveria nada de ilegal, nem invalidaria nenhuma de suas ações. O argumento serve apenas como sofisma para justificar as reações e escolhas pessoais de poder.
O que os políticos delatados tem de justificar são seus crimes, que lesam os brasileiros e o país. Moro, por sua vez, deve buscar o rigor da lei e não sair de sua margem. Aliás, sou contra uma parte das 10 medidas contra a corrupção que ele defende exatamente porque acho que vai além do papel do estado, como o tal do " teste de honestidade", mas nem por isso vou deixar de reconhecer o monumental trabalho e exemplo que ele está legando a esta esfacelada e saqueada nação.
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01 de Novembro de 2016 | 19h 07
O resultado do segundo turno desta eleição confirma a devastação do projeto de poder baseado na corrupção, liderado pelo PT, em consórcio partidário, inclusive com o PMDB do atual presidente interino.
A população, exausta do nós contra eles, da imposição ideológica, do protagonismo das minorias, dos discursos utópicos, sustentado pelos impostos do cidadão, mas especialmente do caráter universalizado da corrupção que levou o país a falência da Petrobrás e um grande rombo em outras estatais e fundos de pensão, gerando a crise atual com 12 milhões de desempregados, mostrou que que não está disposta a fazer concessões ao PT, praticamente varrendo-o do poder.
Evidente que haverá um espaço a ser ocupado pela esquerda, ainda definido, visto que o candidato mais reluzente e e apoiado pela elite branca intelectual do Rio de Janeiro levou uma sova exemplar, perdendo, acreditem, para o ex-bispo Crivella.
Há, um aspecto, entretanto, tão ou mais significativo do que a derrota da esquerda, que foi o crescimento da abstenção, atingindo indíces com mais votos que vários eleitos.O fato vem se repetindo em todas as eleições. O sinal é claro e indiscutível: o cidadão não está satisfeito com com a prática política e os políticos que temos. Em duas grandes cidades: São Paulo e Belo Horizonte os vencedores usaram o discurso da gestão empresarial e da rejeição a ser político. O cidadão quer gestão eficiente, aplicação precisa dos recursos, que melhorem os serviços públicos e atendam suas demandas. O Congresso , no entanto, faz ouvidos de mercador: não anda com a reforma política, continua produzindo negociatas, e gastando de forma perdulária.
A população não está suportando mais este modelo atual. É preciso que se reconheça o recado que veio das urnas, o não a incompetência e ao roubo, e se tome as medidas necessárias para responder e recuperar o interesse político do cidadão ou sofreremos as consequências, que são o surgimento de aventureiros ou a perda do controle social. As ruas gritam, os políticos continuam fingindo-se de surdos.