Nós temos o dever de resistir a toda dominação, censura, limitação do pensamento livre; imposições ativistas, cancelamentos ideológicos e identitários, totalitarismos judiciários e manipulação de grupos e consciências.
Nós temos o dever de resistir em
defesa da liberdade de opinião, do devido processo legal, da ampla defesa, da
propriedade privada e do ensino sem doutrinação. Devemos enfrentar a
manipulação mercantilista, os assediadores do poder, os oportunistas dos cofres
públicos e aqueles que desejam nos impor servidão mental.
Nós temos o dever de resistir aos
controladores da informação e da mídia que vendem sua opinião; aos
influenciadores que trocam princípios por conveniência econômica e não possuem
estrutura moral, cultural ou filosófica para guiar pessoas; aos exploradores da
saúde e da beleza; a intelectuais que preferem a cegueira conveniente das
benesses à liberdade de crítica sem direcionamento; a artistas que não passam
de marionetes com mentes cativas e aos incoerentes que não sustentam o que
falam.
Nós temos o dever de resistir
àqueles que usam migalhas momentâneas como instrumento de manipulação do voto,
condenando o povo à miséria, à subserviência e ao coronelismo de “plástico”.
Devemos exigir respeito à liturgia do cargo e ao dinheiro dos impostos que são
arrancados brutalmente dos que produzem.
Nós temos o dever de resistir. E
ir adiante!
O governador Jerônimo Rodrigues, em ação exemplar, concluiu uma das mais longevas obras em execução no munícipio: o Auditório da UEFS. O teatro está belissimo, com arquitetura moderna, padrão refinado no ambiente interno e um paisagismo que o coloca como o mais belo e funcional da cidade. Uma obra impactante, bem executada e há muito merecida e esperada por todos os integrantes da UEFS. O teatro permitirá que as formaturas sejam realizadas em um ambiente adequado, digno, e que Congressos e outras atividades sejam realizados no espaço. O governador está de parabéns pela conclusão da obra.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF),
colocou sob sigilo absoluto o processo de fraude de R$12 bilhões, do Banco Master. O contexto dessa decisão se
torna ainda mais controverso quando se considera que Toffoli viajou em jatinho particular, do empresário e político
Luiz Osvaldo Pastore para assistir a um jogo de futebol do Palmeiras, no
exterior, acompanhado por um advogado do banco. Além disso, ano passado,
Toffoli participou de um evento jurídico patrocinado pelo Banco Master, em
Londres. Jamais esclareceu quem pagou as despesas da viagem. Essa situação levanta sérias questões sobre a
imparcialidade do juiz e afeta a moralidade
e integridade de todo STF. A questão da imparcialidade é fundamental, pois, é um dos
pilares do direito processual.
A decisão pode ser vista como uma forma de proteger
interesses financeiros que, em última análise, podem estar alinhados com
práticas corruptas. O STF, como guardião da Constituição, tem a
responsabilidade de zelar pela justiça e pela legalidade, e decisões que
parecem favorecer instituições financeiras em detrimento da ética e da
moralidade pública podem ser interpretadas como um sinal de conivência com a
corrupção. A percepção de que figuras poderosas e instituições podem operar
fora das regras é alarmante. Quando decisões judiciais são tomadas em
circunstâncias questionáveis, alimenta a sensação que a Justiça falha.
Além de tramitação sob sigilo de Justiça, Toffoli impôs o
nível três de segredo, um degrau abaixo do patamar máximo. A relação entre
ministros do STF e empresários tem se relevado promiscua e são incompatíveis
com o que se espera de um ministro da Suprema Corte do país. Toffoli anulou
penas de empresas e réus confessos da Lava Jato, de forma monocrática,
ampliando a sensação de impunidade e comprometendo violentamente a imagem da
Corte.
Na delação do corruptor Marcelo Odebrecht, o ministro foi
referido como sendo "o amigo do amigo do meu pai". Agora, é o "amigo do amigo do
jatinho”
Há duas formas pelas quais o
cidadão cria identidade com sua cidade: a memória e a beleza. É através delas
que se estabelece a sensação de pertencimento e conexão com o espaço urbano.
Ninguém ama alguém apenas por sua utilidade; o amor surge do encantamento. Nas
cidades, dependemos do significado histórico — a memória — e da beleza urbana-
o encantamento.
Fiódor Dostoiévski, um dos grandes
nomes da literatura russa, afirmou que "a beleza salvará o mundo". A
beleza urbana é mais do que uma questão estética; desempenha papel fundamental na vida dos cidadãos. Especialistas
destacam que a estética de uma cidade reflete sua história e cultura,
contribuindo para a formação de uma identidade forte e coesa. Ambientes urbanos
agradáveis estão diretamente relacionados à saúde mental e ao bem-estar,
promovendo qualidade de vida por meio de espaços verdes e arquitetura
harmoniosa. Cidades bem cuidadas atraem investimentos e aumentam a valorização
dos imóveis, beneficiando a economia local.
Infelizmente, a memória de Feira
de Santana foi brutalmente comprometida pelo avanço imobiliário, que resultou
na falta de preservação de muitos imóveis históricos. Juraci Dórea, uma
referência cultural, registrou esse
horror em seu livro "Feira de
Santana: Memórias e Remanescentes da Arquitetura Eclética". Por outro
lado, das mais de 100 lagoas existentes, mais da metade foi aterrada sem que
sua beleza natural fosse devidamente explorada.
O urbanismo em Feira de Santana
apresenta falhas significativas que comprometem a beleza e, consequentemente, o
pertencimento dos cidadãos. Entre os principais problemas estão o descuido com
espaços públicos, o eterno e inconcluso projeto Centro, sinalização extremamente precária,
desordenação de passeios, entre outros. Não se pode apontar uma praça em Feira
que tenha um urbanismo impactante e atraente, ainda que sejam úteis. A desarmonia visual é um traço marcante da
cidade, tornando-a pouco atraente. Os parques são escassos e inconclusos, as avenidas mais antigas e importante carecem
de modernização e embelezamento. Georgina Erismann, no hino da cidade, já
sinalizava que Feira era "descuidosa
de sua beleza".
Diante desse cenário, é urgente
que gestores públicos e a sociedade civil se unam para revitalizar a
estética da cidade. A beleza urbana é
essencial para a criação de cidades vibrantes e acolhedoras. O descuido com a
estética em Feira de Santana prejudica não apenas a imagem da cidade, mas
também a qualidade de vida de seus cidadãos. Como disse Dostoiévski, a beleza
pode, de fato, salvar o mundo. É hora de Feira de Santana ouvir esse chamado e
transformar sua paisagem urbana em um espaço que além de útil celebre a beleza
e o pertencimento.