A rotatividade de bordel no Ministério da Educação, o comprometimento ideológico e a submissão à agenda sindical, têm sido fatores que comprometem o desenvolvimento da educação, que segue obtendo péssimas avaliações nas competições internacionais.
Da mesma forma, a educação estadual e municipal, patinam, não conseguem se mover no IDEB. Quando há investimento é sempre em estrutura física – importante, não se nega -, mas sem corresponder a uma intervenção, ou peso, no professor, para combate ao absenteísmo, a qualificação, a avaliação permanente de desempenho. É mister ainda uma administração educacional capacitada, educação integral verdadeira e não mera maquiagem escolar com abertura em dois turnos. Isto sem falar no projeto pedagógico, no currículo nacional que modifique o perfil acumulativo de informações, que tendem ao infinito e estão frequentemente desconectadas da realidade. Precisamos, urgente, revermos nossa educação com um projeto de prazos, modelos e metas definidas.
A longevidade no poder oferece ao detentor a rara chance de planejar, executar e colher resultados de seus projetos. Em compensação, seja o DEM em Feira, o PT, na Bahia e no governo federal, ou o PSDB em São Paulo, estão todos sem qualquer chance de justificativa ou desculpa para metas que não tenham sido alcançadas, avanços que não tenham sido concretizados, problemas cuja resolução não tenha sido sequer iniciada.
O grupo da operação que inclui o ágil e eficaz juiz Sérgio Moro construiu até agora o mais significativo movimento de mudança que já vi no país. Condenando alguns dos empresários mais ricos da nação - algo que nunca conseguimos imaginar - além de políticos e outros agentes criminosos, eles impactam positivamente na população e abrem caminho para uma revisão de nosso dilapidado conceito de moral e ética.
Pequenos enganos em ação de tamanho porte são inevitáveis. Mas o conjunto da obra é majoritariamente espetacular. Toda a sociedade brasileira deve manter seu apoio incondicional ao juiz, à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Com a citação de doação de R$23 milhões a Serra e R$10 milhões ao PMDB de Temer, pela Odebrecht; os US$34 milhões dados ao PSDB de São Paulo pela Alstom; as várias citações a Aécio, entre muitos outros fatos, já passa da hora da PF e Justiça investigarem o PSDB e outros partidos.
Não podemos aceitar que a Justiça se comporte de forma diferente diante de cada partido, pois ela precisa ser universal. Nem militante nem omissa.
Até as águas do Subaé - a lagoa que não é lagoa- sabem que Ronaldo tem um eleitor solidificado, que confia no prefeito e não quer mudanças, preferindo repetir seu voto, mas elas carregam também a informação que parcela significativa da população feirense anda cansada do modelo administrativo-personal do prefeito e busca mudança, um fenômeno natural devido a longevidade do atual mandatário.
É certo, também, que há mais gente disposta a votar em Ronaldo do que aprovando seu governo e para saber isto não é preciso estas secretas pesquisas que corrrem aí pela cidade. Isto retrata uma situação local bem específica: parte do eleitorado não encontra em quem votar ou não confia na oposição petista. Um dos sinais foi dada na eleição passada com a surpreendente votação de Jonhatas, do PSOL.
Evidente que até as águas da lagoa Salgada- aquela que vem sendo sempre invadida-, sabe que parte do eleitorado descontente com Ronaldo não confia na esquerda petista e o PSOL. È um eleitorado mais ao centro, que se sentiria mais confortável votando em um candidato com o perfil de Jairo Carneiro.
Com a campanha começando tardiamente, com limitações estruturais, sem ser o candidato preferencial do governo do estado e desconhecido pelo eleitorado mais novo, a perguntar é quanto Jairo poderia atrair da rejeição de Ronaldo ?
Desta capacidade é que se faz a esperança oposicionista e o olhar do governo do estado.