Enfim, com o apoio de Torres a Jairo e a definição do PSOL, os competidores olímpicos tomaram posição na reta de largada, embora ainda faltem os vices, até mesmo na de Neto. Ronaldo neste ponto largou na frente, já está com a máquina em campo, enquanto os adversários ainda vestem o uniforme. O que não quer dizer que não haverá trabalho. Afinal, o desgaste do governo é significativo e está longe de ser a unanimidade que já foi.
Comprem os ingressos e vamos ver como cada um arma sua trincheira.
É assombroso saber que o esquema de roubo liderado pelo ex-ministro do Planejamento chegava a cobrar 70% de taxa de corrupção. É, sem dúvida, o recorde olímpico deste governo. Merece as algemas de ouro que o MP pediu.
O assalto coletivo em um fila de desempregados com dois baleados é apenas um sinal dos dias que vivemos. E se a crise não reverter, vai piorar a segurança.
Superfaturamento, uso de verbas sem licitação para concluir as obras, direcionamento de licitações, problemas na segurança, na Vila Olímpica, no trânsito, na despoluição da Baía de Guanabara, enfim, uma significativa lista de problemas, todos velhos conhecidos de nossos vícios.
Entretanto, considerando o tamanho do evento, a magnitude das intervenções, o Brasil não sai tão mal, embora acabe ficando em padrão inferior ao das demais organizações. Agora, é torcer, sim, pelos brasileiros. E por todos os atletas que investem seus esforços na busca de uma medalha. Que os Jogos comecem.
O relatório do senador Anastasia, elaborado de forma consistente, metódica, joga por terra a propaganda enganosa de que Dilma não sabia de nada e a torna diretamente responsável pelos fatos. Há até vídeo, em que ela está presente discutindo e autorizando o uso de recursos no Plano Safra. A situação é irreversível. Talvez por isso Dilma tenha feito acusações ao PT por ter se lambuzado de verba pública.