O tempo entre o afastamento da presidente e a votação definitiva é um absurdo. O país fica entregue ao desatino, sem estabilidade, e o presidente interino apenas um refém de todo tipo de chantagem como está acontecendo. É preciso encolher estes prazos, agilizar o processo, pois o custo que a bandidagem exige do governo é acima do suportável.
Do mesmo modo, o tempo entre o fim da eleição e troca do cargo de prefeito, governador, presidente, é outro absurdo. Serve apenas para que o perdedor destrua, ou saqueie, tudo que houver pela frente. Não deveria ser mais que duas semanas.
Não há explicação que explique o inexplicável.
A delação de João Santana, ex-marqueteiro do PT, foi demolidora para Dilma. Fica claro que o dinheiro que a elegeu foi de propina. Agora, a investigação chega a gráficas suspeitas, mostrando como o dinheiro circulava na sua campanha e, por último, as delações dos empreiteiros mostram que Dilma foi eleita com dinheiro ilegal na campanha. Ou seja, nada resta à ex-presidente, exceto orações, que possa evitar seu afastamento.