A sobrevivência de Cunha na presidência da Câmara é um atestado da indecência coletiva e cúmplice que envolve governo, partidos, deputados, no sórdido ambiente político atual do Congresso.
A crise da saúde ameaça tornar-se dramática. Várias prefeituras já atrasam os repasses e a migração de usuários de planos para o SUS irá sobrecarregar um sistema que fechou leitos, encurtou a rede e sucateou serviços. O povo já sofre e vai morrer nas filas. É esperar para ver.
A crise na hemodiálise é um destes gargalos. Há exatos três anos sem reajuste da tabela, o setor já tem vários serviços fechados no país. Atualmente, algo em torno de 60 pacientes estão nos hospitais em Salvador, aguardando vaga em clínicas satélites. São leitos que ficam bloqueados quando poderiam ter rotatividade maior.
Em Feira ainda há salas em prédios sendo vendidos a R$8.800,00 o metro. É muito entusiasmo imobiliário ou a crise não pulou do Contorno pra dentro.
José Maria Marin, ex-CBF, é daqueles que rouba até medalha em evento público. Um destes elementos em que o dinheiro, a impunidade, a longa carreira de crimes contra os cofres públicos, deu poder, influência, ousadia, e vida boa, algo muito comum nos criminosos nacionais do colarinho branco. Marin, aos 83 anos, foi preso na Suíça, durante um evento da FIFA. E não saiu mais da prisão. Agora, vai ser extraditado para os EUA onde será julgado. É assim que a Justiça deve funcionar. Fosse aqui no Brasil já teriam apelado para a idade, os jornais trariam logo que ele sofre de hipertensão, espinhela caída, ou qualquer doença para despertar nossa coitadismo e sentimentalismo barato, fazendo com que fosse logo solto. Foi assim com Juiz Nicolau, com Maluf, entre outros. Criminoso rico, por aqui, só cumpre pena em domicilio e, se for idoso, fica inimputável, embora tenha juízo suficiente para roubar, matar e tudo mais. Mais que impunidade, esta é uma questão conceitual da lei e de nossa leniência moral. Por isto só restar torcer para a cavalaria americana chegar a tempo de punir o bandido.