O ministro do STF, Flávio Dino, exigiu, de modo correto, que o Congresso esclarecesse quem iria receber R$4,2 bilhões das emendas que o governo ia liberar, cedendo a chantagem, para aprovar o pacote fiscal de meia-tigela. O processo é comandado pelo indefectível Arthur Lira- o predador das Alagoas- que tem elevado a arte de sacar dinheiro em emendas sem transparência ao seu auge, embora sejam verbas públicas. Assim como era indecente existir um "orçamento secreto" no governo Bolsonaro também é indecente essas emendas Pix na qual não se conheçe o destinatário da pirataria. Dino pediu que a PF investigue a quem era destinada essas emendas e como se faz para driblar a Constituição. Evidente que Arthur Lira e David Alcolumbre ( useiro e vezeiro em denúncias ) irão agir para retomar a imoralidade do processo que cria sorrisos e fortunas para senadores e deputados de pouco senso étic0..
Este é um momento que o Brasil não pode deixar de apoiar o pedido do ministro do STF ao menos para conter a sangria desatada e o enriquecimento ilícito que devasta a democracia.
Ao apagar das luzes a Sustentare suspendeu a coleta de lixo, prestadores de Saúde estão sem receber, a empresa que faz a matrícula de alunos suspendeu o atendimento e o deficit da Previdência ficou em R$80 milhões, entre outras despesas. Foi um final de governo que deixou desgaste e impressão de ineficácia na administração dos recursos. A centralização do poder em um supersecretário parece ter gerado dificuldades operacionais. Espera-se, evidente, que o novo prefeito arque com esses compromissos, mas claro que é uma necessidade que o aliado e sucessor não esperava.
A medida que se aproxima o fim da gestão do prefeito Colbert Martins fica claro que a Secretaria de Educação fez o trabalho de maior destaque do governo pelo impacto social que o setor representa. O trabalho de Anaci Paim, secretária municipal de Educação, mostra-se realmente uma intervenção determinante e qualificadora. Segundo informações foram quase 80 escolas construídas e reformadas dentro do padrão mais moderno de necessidades educacionais, incluindo a escola cívico-militar.
Nos últimos dias, em
impressionante maratona de inaugurações ela entregou 21 quadras poliesportivas
e novas escolas. Algumas ficaram encaminhadas para serem concluídas. Foi o resgate de um déficit histórico e que atrasava o aprendizado. Há, também, bastante
material educacional e pedagógico modernos que facilitam as intervenções de
ensino. O trabalho foi coroado pela inauguração do monumental centro
educacional e prédio da secretaria de Educação, instalado no local onde
funcionou o Feira Tenis Clube, corretamente tombado pelo prefeito Colbert.
Anaci, com a experiência
de ex-Reitora da UEFS e ex-secretária de Educação estadual, fez uma gestão
marcante do ponto de vista de reestruturar o setor educacional do munícipio,
retirando-o da mesmice funcional e estrutural. Afasta-se com a satisfação do
dever cumprido. Cabe ao novo secretário, Pablo Roberto, manter o ritmo, o
dinamismo e a compreensão pedagógica do processo de ensino-aprendizagem para
que Feira, enfim, avance nos índices do IDEB.
Celebramos o Natal, não pela esperança do que virá, mas por
termos vencido a perigosa travessia que a vida moderna anda nos oferecendo, tentando
mudar nossos valores, nos impondo a tolerância com o intolerável e a intolerância
com o que deveria ser tolerado. Estamos aceitando apertar a mão dos corruptos
como se ela não fosse um crime hediondo que mata, amputa, destrói todo esforço
do humano para ser correto, trabalhador e bom. Querem que aceitamos como parte
do jogo o que é inaceitável em qualquer dos três poderes. Por outro lado, estamos
intoleráveis, treinados em ódio que somos, com o vizinho do som, o motorista do
trânsito, o professor da escola, o motorista do aplicativo, o torcedor do time adversário.
Rugimos com os pequenos e nos calamos diante dos grandes.
Não, não podemos aceitar essa completa inversão de valores.
Nós não podemos ser massa de manobras para ganhos de exploradores políticos, oportunistas de ocasião, totalitários
travestidos de membros da lei, do governo, aproveitadores de politicas woke, ou, simplesmente, gente sem caráter que hipnotiza com quinquilahrias seus seguidores nas redes sociais e templos de aluguel.
Nós somos mais, nós podemos mais. É preciso que cada um de vocês resgate dentro de si o cidadão honesto, correto, trabalhador, que pode ser. Que deixemos que a generosidade, a tolerância, a amizade, sejam os valores que nos aproximam e nos façam compreender o outro. Que amemos a vida verdadeiramente a ponto de defendermos a vida de todos. Que compreendamos o valor que a família tem e como ela é nosso legado, nossa imensa luta para mudança do universo. Sejamos exemplo e exemplos arrasntam.
Assim, usemos o Natal, não para comprarmos e comermos o
possível e o impossível, mas para fincarmos os pés no humano que somos e lutarmos
por mais compreensão, parceria, integridade, em nossas relações.
Quando nos fazemos, nós fazemos também o outro.
É estarrecedora a queda de uma ponte sobre o rio Tocantins, na divisa entre Maranhão e Tocantins, tirando vidas, prejudicando a economia, contaminando o rio com 76 toneladas de ácido sulfúrico. Diversos avisos já tinham sido realizados, a corrosão era visível em 14 dos 16 pilares da ponte. Apesar disso, o DNIT, o Ministério dos Transportes, a PRF, nada fizeram. Os que perderam a vida não terão sua história reparada.
O superintendente do DNIT , no Tocantins, é Renan Bezerra de Melo. Ele deveria ser responsabilizado pela tragédia. Renan já foi preso pela PF, em 2017, suspeito de desviar R$ 200 milhões do BNDES, mas nesse Brasil a folha corrida policial é uma espécie de ganho curricular que não impede que figuras como essa ocupem cargos públicos.
A omissão, incompetência, corrupção, desprezo pela vida
humana, nunca cansam de mostrar sua cara no Brasil.