Era evidente e cruel a degeneração neurológica de Biden, vergonhosamente escondida pela grande imprensa americana mais empenhada em fazer campanha do que contar a verdade aos eleitores. O debate entre Trump e o presidente escancarou o que era evidente: a impossibilidade intelectual de Biden ser o candidato e comandar a nação mais poderosa do planeta especialmente por mais quatro anos. Biden, no entanto, recusa-se a desistir da candidatura em prol de um substituto do partido apesar das pressões o que favorecia Trump.
Com
o atentado a tiros do qual escapou por milagre, Trump, tem mais um elemento para usar
em sua candidatura sabendo que o humano sempre é envolvido por movimentos de
generosidade ao redor de quem é vítima de uma tragédia e escapa. Evidente que muitas
variáveis entrarão ainda em jogo-esclarecimento do atentado, postura do
ex-presidente, manutenção da candidatura dos Democratas-- mas o candidato
Republicano tem, evidentemente, um trunfo nas mãos para alimentar sua candidatura!
Não se chega a um fracasso sem uma longa omissão. A tragédia
que devastou o Rio Grande do Sul, deixou mais de 170 vítimas e um número incalculável
de trágicas histórias vai aos poucos sendo revelada. Ela demonstra o fracasso das
escolhas do governador do estado, Eduardo Leite. Além da enchente um ano antes
agora ficamos sabendo que estudos já revelavam a possibilidade da enchente.
Ao ser questionado por repórteres o governador respondeu: “Bom,
você tem esses estudos, eles de alguma forma alertam, mas o governo também vive
outras pautas e agendas. (...) A agenda que se impunha ao estado era aquela
especialmente vinculada ao restabelecimento da capacidade fiscal do estado para
poder trabalhar nas pautas básicas de prestação de serviços à sociedade gaúcha”.
Pautas e agendas. Ao que fica demonstrado a única habilidade
do governador é escolher a pauta e agenda errada e legar vidas perdidas e
destruição ao seu estado. Não é pouco.
Um dos raros avanços jurídicos desse país de atrasos da Justiça foi a delação premiada. Ela nos permitiu conhecer o monumental projeto de poder sustentado pela corrupção que foi montado por Lula e que teve seu modus operandi revelado no Mensalão e Petrolão. A delação permitiu que milhões fossem devolvidos aos cofres públicos e nos revelou o departamento de propinas da Odebrecht com seus inesquecíveis apelidos.
A delação também permitiu que Mauro Cid, braço militar de Jair Bolsonaro, revelasse toda preparação golpista do ex-capitão expulso do Exército e sua afinidade com a venda clandestina de jóias.
Mais recentemente a delação permitiu que fosse descoberto o mandante do crime de morte da vereadora Marielli, do RIo de Janeiro.
Agora, sob a inspiração do nefasto , delatado, suspeito, Arthur Lira, presidente da Cãmara, um projeto incrível que nasceu sob inspiração de um deputado petista há oito anos e agora renovado por um deputado bolsonarista, foi aprovado para tramitação em regime de urgência. Ele proibe a delação premiada de presos.
Como se pode ver, para além do jogo de cena, Lula e Bolsonaro, caminham com interesses comuns para dificultar o combate aos crimes de corrupção. É abjeto!
A enchente do Rio Grande do Sul é uma tragédia que muda
futuros, dilacera memórias, amputa destinos, que precisam ser reinventados. Ela
vai muito além dos mortos. Por isso, é preciso contenção, mais que exibicionismo;
respeito, mais que aproveitamento político.
A nomeação de Paulo Pimenta, canidato a governador, como ministro Extraordinário
para o estado, por Lula, soou mal pelo excesso de oportunismo político em
momento tão terrível. Não é apenas a questão do apoio material e financeiro ao
estado, mas a proximidade humana, a preocupação primária com o sofrimento
duradouro. Ao invés disso, Lula, serviu palanque. A nomeação desagradou a
grande imprensa e até a esquerdista Folha o criticou. Foi um ato desnecessário
de Lula.
“O governo Luiz Inácio Lula da Silva contaminou a tarefa de
lidar com a tragédia climática do Rio Grande do Sul, já complexa ao extremo,
com um lance de oportunismo político rasteiro”.
“Ao escolher como
titular da pasta o agora ex-ministro-chefe da Secom Paulo Pimenta, Lula não
escondeu que pretende explorar politicamente a tragédia daquele Estado. Para
que não restassem dúvidas, o demiurgo petista transformou o anúncio das medidas
num comício obsceno, em que anunciou até que vai disputar ‘mais dez eleições’”.
“A nomeação de Pimenta, candidato potencial ao governo do
Rio Grande do Sul pelo PT sem experiência na gestão de catástrofes, transparece
mais oportunismo político que preocupação genuína com a população que perdeu
tudo e, mais que nunca, depende da ajuda do Estado”.