O temporal em São Paulo arrasou o litoral do estado,
destruindo as casas dos pobres e inundando condomínios de ricos, como o
Acapulco, no qual Neymar, Robinho e outros milionários têm casas.
Enquanto nos bolsões de pobreza acumula-se 36 mortes e a
perda do mínimo – um fogão, uma cama, uma geladeira –, nos bolsões de riqueza
pululam BMW, Mercedes, Audis, alagados e submersos. Entretanto, não é por serem
ricos que devem ter seu patrimônio ameaçado ou destruído. O dinheiro – em sua
maioria – é legítimo. O que queremos ressaltar é a falha do poder público em
regular empreendimentos e organizar o uso do solo.
Nos bolsões da pobreza, além de mortos, desabrigados,
desamparados, o que se torna mais escandaloso é estarmos no estado mais rico do
país como se estivéssemos no mais pobre – o Maranhão, do ex-governador Flávio
Dino, costuma disputar esse lugar com afinco.
Entre estes, fica mais evidente a responsabilidade do poder
público. Como mostrou o colunista Josias de Souza: "Bolsonaro passou na
lâmina 94% do orçamento federal para projetos de contenção de encostas em 2023.
Caiu de irrisórios R$ 53,9 milhões para insignificantes R$ 2,7 milhões. Lula
subiu a R$ 156,7 milhões. Sob Bolsonaro, cortavam-se verbas da Defesa Civil e
liberavam-se emendas secretas do centrão. Sob Lula, destinam-se R$ 156,7
milhões para a contenção de encostas e R$ 3 bilhões para Arthur Lira distribuir
a deputados novatos".
Não é acaso. É escolha.
O alinhamento do governo estadual com o federal (PT) não é
novidade, mas dessa vez com a retomada do poder com Lula e um governador com
ligações bastante próximas com Feira de Santana o partido deve olhar a cidade
com uma cobiça especial tentando reverter uma longa série de derrotas
capitaneadas pelo deputado federal José Neto. Evidente que o partido deve
buscar vencer nas grandes cidades de onde tem sido alijado como Feira, Itabuna,
Ilhéus e Conquista, mas a longa invencibilidade da oposição por aqui torna o
desafio significativo. E pode se tornar uma questão de honra para o governador.
O jogo da sucessão já está sendo jogado embora as peças do
tabuleiro não estejam definidas. Feira reproduz- guardadas as devidas
proporções- um fenômeno estadual. Aqui, a imagem de José Ronaldo está
impregnada, consolidada, incorporada, ao imaginário do feirense, do mesmo modo
como a imagem de Lula está para o baiano. A prova disso é que em torno de 20%
dos votos de Lula foram casados como ACM Neto.
É natural que Ronaldo seja candidato para defender seu
legado, até porque a escolha de um outro nome é de elevadíssimo risco, como
mostrou a eleição anterior. É claro que muitos acontecimentos da política nacional
e estadual, desempenhos, podem influenciar essa decisão, mas não parece haver
no momento alguma outra alternativa a não ser que apareça algum outsider
inesperado.
Do outro lado, a grande incógnita é se José Neto será o
candidato mais uma vez- e até hoje ele não abriu mão disso- ou se o partido irá
oferecer alguma alternativa, buscar outra composição – usando o peso do
governador e do presidente-, para tentar, enfim, tirar a prefeitura do grupo
Ronaldista.
O certo é que passado o carnaval, arriadas as malas na
quarta-feira de cinzas, o jogo começará para valer. Feira torce para que os
dois lados transformem a disputa pelo poder em um canteiro de obras realizadas
e não apenas prometidas. Dessas, já estamos cheios!
Em recebe visita a Argentina o presidente Lula ( PT) elogiou
a economia do país dirigido pelo esquerdista Alberto Fernández. A fala não tem compromisso
algum com a verdade já que Fernandez é líder com a maior inflação entre os
cinco últimos presidentes da Argentina. É acima, inclusive, de seu péssimo antecessor , Macri, que saiu
do poder em 2019 com inflação de 295%. A inflação acumulada da Argentina chegou a 98,8% ao
ano em janeiro de 2023. Com isso Fernandez chega a 324% de inflação durante seu mandato. E ainda restam oito meses. É
uma receita trágica de fracasso esquerdista e não de sucesso.
Apesar dos analistas com consistência mental de uma geleia
apontarem o isolamento do ex-juiz da Lava-Jato o senador Sérgio Moro conseguiu
27 assinaturas no Senado para desarquivar o projeto que analisa a prisão em
Segunda Instância - que sempre vigorou
no Brasil até ser liquidada por Gilmar Mendes e parceiros. Agora o processo irá
ao plenário e se for aprovado por maioria simples voltará a ser discutido.
“Agora temos um
desafio maior, que é levar o projeto de lei ao Plenário e ter aprovação. Mas é
preciso estudar o melhor momento político para isso. Essa pauta é uma
reclamação da sociedade. A impunidade, não só de corrupção, mas de outros
crimes, é algo que afeta nosso sentimento de justiça. Algo que leva o país para
trás. Vamos persistir nesta pauta, ainda que leve tempo”, afirmou o senador.
Foi uma vitória o ministro conseguir as assinaturas e cabe à
Sociedade pressionar por essa aprovação que permite reduzir o grau de
impunidade e imoralidade judicial que vigora no país!
O presidente Lula anunciou, nesta quinta-feira (16), o aumento de 40% nas bolsas de mestrado e doutorado concedidas pela Capes e pelo CNPq, além de reajuste de 200% para iniciação científica – bolsa destinada à estudantes do ensino médio – e de até 75% para às de formação de professores.
As bolsas estavam sem
reajuste desde 2013, tendo atravessado o segundo governo Dilma, o de Temer e o
de Bolsonaro sem nenhuma melhoria. No governo Bolsonaro, o desmonte levou à
diminuição do número de bolsas. Essa política desastrosa acaba resultando na
imigração de cérebros, prejudicando a ciência do país.
Eis os reajustes:
Mestrado: de R$ 1.500 para R$ 2.100 (40%)
Doutorado: de R$ 2.200 para R$ 3.100 (40%)
Pós-doutorado: de R$ 4.100 para R$ 5.200 (25%)
Iniciação científica no ensino médio: de R$ 100 para R$ 300
(200%)
Formação de professores da educação básica: os valores
variam de R$ 400 a R$ 1.500 e serão reajustados em 40% a 75%
Bolsa Permanência para universitários em vulnerabilidade: os
valores variam de R$ 400 a R$ 900 e serão reajustados em 55% a 75%
O governo também divulgou a expansão da oferta de bolsas em todos os níveis. Sem dúvida, esta foi uma excelente ação do governo.