-
16 de Fevereiro de 2023 | 06h 20
Uma das maiores insanidades (e legado) da desastrosa era
Bolsonaro foi a redução da cobertura vacinal, movida pela campanha frontal que
o presidente fez, em recusa à vacinação.
Aquilo que começou como uma campanha contra a vacina que
combate a Covid-19 se estendeu a outros imunizantes, resultando na mais baixa
taxa de cobertura vacinal dos tempos atuais. E isto permitiu o ressurgimento do
sarampo e da poliomielite.
É preciso apagar essa memória perversa que foi deixada para
os brasileiros. Pais devem levar os seus filhos para completarem seus esquemas
vacinais. É seguro. A proteção de um é a proteção de todos!
-
14 de Fevereiro de 2023 | 18h 40
O governador Jerônimo esteve em
Feira de Santana para inaugurar viadutos da BR116. O fato gerou alguma
discussão pela obra ter sido iniciada no
governo Bolsonaro, o que é uma bobagem, assim como Bolsonaro inaugurou obras
começadas por seus antecessores.
O que importa é que aos poucos
vão sendo ampliadas as possibilidades de intervenções em Feira. Além dos já
citados Auditório da UEFS, Centro de Convenções, recuperação do Amélio Amorim,
o governador voltou a falar sobre o Aeroporto de Feira. Como já mostramos em
uma edição especial do Tribuna Feirense sobre o Aeroporto ele é viável de
acordo com um estudo feito no governo Dilma, pela ANAC, com um potencial de
200.000 passageiros ano. Não cabe mais, portanto, repetir que é a proximidade
que impede sua ampliação porque isso soa desrespeitoso e ofensivo à
inteligência do feirense. Acredito que o governador terá uma outra visão sobre
a importância desse equipamento para a logística de Feira.
O que tem soado como promissor
são as falas sobre a conclusão da Lagoa Grande, a Ceasa, uma possível ferrovia.
É preciso avançar nas questões de saneamento básico para uma cobertura
civilizada, central de segurança, entre outras questões. O Hospital
Universitário é uma campanha e pauta que defendemos por muito tempo, descentralizando
o atendimento de um único núcleo o que implica em deslocamento, fluxo maior de
veículos, distância de atendimentos, elementos que fazem parte do planejamento
estratégico de uma cidade e de seu plano diretor. A implantação de Polo de Logística,
conclusão do campus da Universidade Federal, implantação da Região
Metropolitana, são pontos que merecem ser discutidos.
Aliás, é preciso que munícipio e estado
conversem, apresentem uma agenda para Feira - para ser atendida ou não- e que a
partir daí possamos traçar nosso reconhecimento ou críticas a um ou a ambos
pelo não atendimento.
Feira , segunda cidade do estado, ponto estratégico na
logística baiana, merece ser tratada como tal e receber investimentos à sua
altura!
-
14 de Fevereiro de 2023 | 18h 37
O ex-governador Rui Costa ( PT) insiste e articula com
grande chance de sucesso, ao que parece, a indicação de sua esposa Aline
Peixoto, enfermeira, para o TCU( Tribunal de Contas do Munícipio). O fato gerou repercussão negativa em todo país
expondo o partido (PT) e a Bahia ao velho símbolo do nepotismo ou de vantagens
familiares que tanto fizeram a fama de nosso estado. É lamentável a ambição do ex-governador
e um erro. Não pelo salário vitalício de R$42 mil, mas pelo que expõe de suas ideias
a respeito do que é e a que serve a máquina pública e como dela os dirigentes
podem se apropriar sem muito pudor.
Em segundo lugar porque torna o TCU um órgão
sujeito às influências personalíssimas e partidárias, afinal nem um santo de
pedra vai deixar de ficar corado se disserem que isso não haverá. A luta do
brasileiro é para ter uma máquina pública cada vez mais profissionalizada, isenta, cujo partido nomeador deve ser o cidadão brasileiro.
Rui está tentando cravar
uma estaca no peito dessa esperança. E, pelo jeito, não haverá salvação.
-
11 de Fevereiro de 2023 | 18h 01
É costume, quase cotidiano, criticarmos nossos políticos e administradores, mas todas as obras que se tornam marcantes em uma cidade são fruto da ação de algum político que tomou a decisar de realizar a intervenção. Uma dessas obras fundamentais é o Hospital da Mulher, inaugurado em Janeiro de 1992. O Hospital começou suas atividades administrado pela Fundação Jackson do Amaury que teve como primeiro presidente o Dr Luciano Vital, responsável por sua implantação.
30 anos depois o Hospital da Mulher revelou-se uma decisão extremamente acertada e se aproxima de 350.000 mil atendimentos um número marcante e que tem um significado inimaginável para todas as mães que tiveram seus filhos nesse hospital.
Colbert Martins, pai, deixou uma obra marcante.
-
10 de Fevereiro de 2023 | 18h 10
Acima do mundo podre, as garças brancas em voo livre cortaram o céu desenhando uma curva no azul de Copacabana antes do pouso diante do mar calmo.
Da janela de seu apartamento, tão livre quanto a tornozeleira eletrônica permite, Sergio Cabral contemplou encantado as garças, renovando seu olhar fatigado das celas sem horizonte de Bangu 1.
Amanheceram livres as garças e Sérgio Cabral. Elas sem culpa nenhuma e seguindo o destino. Ele condenado a 400 anos de prisão, criminoso confesso, libertado pela Justiça omissa e cúmplice.
Cuspiram, Sergio Cabral e a Justiça Brasileira, no rosto dos esfomeados caçadores de restos de ossos, dos mortos sem atendimento médico, dos assediados no transporte coletivo, dos apavorados que moram com medo em celas invisíveis impostas por milicianos e traficantes.
Cuspiram nas meninas que se prostituem ou são usadas nas sarjetas da invisibilidade. Na cara dos explorados pelos donos do poder com seu coronelismo de benefícios que fazem os novos escravos.
Após seis anos de prisão preventiva, nenhum julgamento foi realizado e todos os tribunais, de todas as instâncias, seus ocupantes, consideraram como normal – o rigor da lei é o último refúgio dos hipócritas- o réu ser libertado. E nenhum juiz, promotor, procurador, ministro, ouviu a voz rouca das ruas em seu ensurdecedor grito pedindo o fim da impunidade.
Nem o Congresso- salvo exceções- beneficiário direto de nossa imoralidade judicial e litigância de má fé se preocupa em dar qualquer resposta a essa sociedade arrebentada, escarnecida, tripudiada, violentada.
Os sórdidos, os abutres, os oportunistas que usufruem das franjas generosas do sistema, festejaram com seus champanhes - quem sabe de calção no STF- a liberdade de Sérgio Cabral, como mais uma rachadura definitiva no monólito de combate a corrupção herdado da lava-jato.
Sérgio Cabral, livre, lavou os olhos na brisa salgada de Copacabana – como é doce viver no mar. Enquanto isso, milhões de brasileiros cabisbaixos remoíam a bile da vergonha e do desespero.
E nem viram o voo das garças.