O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, recomendou que os baianos usem máscaras como forma de evitar a contaminação pelo novo coronavírus. O pedido ocorreu durante entrevista à TV Bahia, nesta quinta-feira (2).
“Eu quero fazer um apelo à população, aos empresários, principalmente. [Peço] que ajudem a nossa sociedade a adotar esse hábito que irá garantir a proteção, não apenas daqueles que estão usando as máscaras, mas também de terceiros, que por ventura não estejam usando as máscaras”, disse.
Segundo o Secretário, as máscaras industrializadas são as melhores, mas as de pano também podem ajudar na proteção contra o vírus. Ele conta que os acessórios formam uma barreira e evita que o usuário seja atingido por gotículas vindas de outras pessoas.
“As máscaras de pano possuem o efeito de barreira. Elas não são tão eficientes quanto uma máscara industrializada, mas elas garantem que as gotículas de saliva que saem naturalmente quando a pessoa fala atinjam a pessoa que está à frente. Da mesma forma, ela diminui a chance de quem está sem máscara de receber a gotícula daquela pessoa. E, quem está usando a máscara, deixa de receber a gotícula daquela pessoa que está sem máscara”, explicou.
Ele disse que o tecido do lençol de cama é um bom material para a fabricação de uma máscara.
"Qualquer tipo de tecido serve. Uma camisa velha de algodão você pode usar. Pode utilizar um tecido de lençol de cama, é um bom tecido de utilizar. O custo disso é muito barato, basta lavar de um dia para o outro, com água e sábado, e deixar secar. É importante utilizar mais de uma dentro de casa", falou.
Ainda de acordo com Fábio Vilas-Boas, ele se reuniu com empresários, e a expectativa é que 1 milhão de máscaras sejas distribuídas para a população, em pontos estratégicos. Ainda não há uma data para isso, já que a negociação está em andamento.
“Me reuni com líderes empresariais aqui da Bahia, para poder adquirir um milhão de máscaras e distribuir nos bairros pobres de Salvador, na porta dos ônibus, no metrô”, afirmou.
“Nós queremos que as máscaras sejam algo que faça parte da indumentária da população da Bahia, principalmente aqui de Salvador, nossa maior preocupação, com grande adensamento populacional dos bairros pobres, onde quando o vírus começar a proliferar, a velocidade vai se tornar vertiginosa. Isso tudo, se puder fazer, vai ajudar a reduzir a taxa de progressão do coronavírus na Bahia, completou.
De acordo com o último boletim da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o total de casos confirmados na Bahia, até quarta-feira (1º), passava de 240.