A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou, extrajudicialmente, a empresa Google, dona do Youtube, para que remova perfis que promovam e facilitem a criação de plataformas de cassino ilegais e estimulem jogos proibidos, como é o caso do Jogo do Bicho.
Segundo o órgão, a medida tem o objetivo de combater a exploração
de jogos ilegais, garantindo, assim, o cumprimento da legislação nacional e de
decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
A Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), instituição
promotora da notificação, encaminhou um documento ao Google, apontando perfis
com tutoriais sobre a criação de plataformas de apostas não autorizadas a
operar no país.
Um exemplo de indução vem com chamadas de "como criar
uma plataforma de cassino" ou estratégias de marketing para o
"jogo do bicho online". Conforme
a AGU, embora os responsáveis pelos
perfis se intitulem como empresas de marketing
digital, “propagam livremente o jogo não regulado e estimulam práticas que
configuram contravenção penal, conforme o Decreto-Lei nº 3.688/1941”.
O órgão ressaltou, ainda, que esse tipo de conteúdo
desconsidera as exigências legais de autorização e certificação, previstos na
Lei 14.790/2023. A normativa determina que apostas de quota fixa só podem ser
exploradas mediante prévia autorização do Ministério da Fazenda (MF).
Tais perfis, diz a AGU, oferecem,
aos usuários, a opção de explorar atividades ilícitas sem qualquer ressalva. Além disso, a notificação destaca que
os próprios Termos de Uso do YouTube vedam a facilitação de acesso a serviços
regulamentados, como sites de jogos de azar não certificados.
A AGU “alerta que a circulação sistemática desses materiais
representa uma ameaça à integridade da informação e à proteção dos
consumidores, podendo estar conectada a crimes como sonegação fiscal e lavagem
de dinheiro”. E adverte que “a omissão na remoção dos conteúdos pode gerar responsabilidade
civil solidária à plataforma”.
*Com informações da
Agência Brasil.