O estado de São Paulo registrou, nesta terça-feira, um novo recorde de mortes por coronavírus em apenas 24 horas. Segundo dados apresentados hoje pelo Centro de Contingência à Covid-19, de ontem para hoje foram acrescidos 224 novos óbitos em São Paulo, um aumento de 12% em relação a ontem, quando o estado tinha 1.825 mortes.
- Como não temos filas para realização de testes, isso significa que, de fato, os pacientes morreram por agora - explicou o secretário de Saúde, José Henrique Germann, em coletiva de imprensa.
O recorde anterior de mortes por Covid-19 havia sido registrado em 23 de abril, quando SP teve 211 óbitos em apenas 24 horas. Nesta terça-feira, o número de vítimas fatais em decorrência da doença chegou a 2.049. Há, ao todo, 24.041 casos confirmados em todo o estado, 2.345 a mais quando comparado ao número desta segunda-feira.
Outro dado preocupante, segundo o Centro de Contingência, é o fato de a Grande São Paulo ter atingido 81% de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na enfermaria, a taxa é de 70%.
Em todo o estado, 61,6% das UTIs estão ocupadas por pacientes com Covid-19 e, nas enfermarias, a taxa é de 44,5%.
Geraldo Reple, secretário de Saúde de São Bernardo do Campo (ABC Paulista) e membro do Comitê de Contingência, também presente hoje na coletiva, disse que taxas de UTI superiores a 80% passam a ser "um dado de risco".
- A taxa tem de ficar sempre abaixo desse número. Quando atinge 80%, o risco é muito aumentado. A média de permanência de um paciente com Covid-19 em uma UTI é de mais de 15 dias, o que quer dizer que em um leito de UTI eu coloco dois pacientes por mês. Se olharmos o número de leitos disponíveis hoje e a taxa de ocupação, estamos chegando em um nível altamente perigoso - alertou Reple.