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Brasil

Servidora foge do Brasil suspeita de desviar R$ 5 milhões destinados à pesquisa de universidade em São Paulo

03 de Agosto de 2024 | 10h 03
Servidora foge do Brasil suspeita de desviar R$ 5 milhões destinados à pesquisa de universidade em São Paulo
Foto: Reprodução/Unicamp

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) identificou, por meio de uma auditoria, que R$ 5.092.925,88 destinados a pesquisas do Instituto de Biologia da Unicamp foram transferidos para uma ex-funcionária da universidade, suspeita de desviar recursos destinados aos estudos científicos.


O caso veio à tona em janeiro deste ano, quando a universidade detectou transferências suspeitas. Na ocasião, Ligiane Maria de Ávila, que trabalhava na Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp), foi demitida. Segundo o portal G1, Ligiane deixou o país em fevereiro.


De acordo com a Fapesp, os R$ 5 milhões foram transferidos de 75 alocações de verbas para 36 pesquisadores do Instituto de Biologia diretamente para a ex-funcionária. A Fundação notificou o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), que está investigando o caso tanto no âmbito cível quanto criminal.


A auditoria ainda está em andamento, pois a Fapesp precisa determinar qual parte dos R$ 5 milhões foi efetivamente desviada dos pesquisadores. Ligiane era responsável pelo pagamento de serviços e compras no Instituto e, em alguns casos, transferia fundos para sua própria conta para "agilizar o trabalho".


O G1 informou que a ex-funcionária realizou pelo menos 220 transferências bancárias suspeitas, com justificativas nas notas fiscais para compra, transporte e manutenção de equipamentos, e desenvolvimento de softwares e sites.


Paralelamente ao processo civil de improbidade, a Polícia Civil investiga o caso criminalmente por peculato. Ligiane informou à polícia que está no exterior e não tem previsão de retorno ao Brasil. Seu advogado solicita que seu depoimento seja realizado por videoconferência.


Das 220 transferências suspeitas, cerca de 160 foram direcionadas para a conta pessoal de Ligiane, enquanto as demais foram feitas para duas empresas e duas pessoas físicas, também alvos da investigação policial.


Fontes da Polícia Federal indicam que a suspeita deixou o Brasil no dia 19 de fevereiro deste ano, um mês após o surgimento dos desvios, em um voo com destino a Orly, na França.

 

  



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