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Saúde

Dose de reforço de vacina contra meningite terá proteção maior, afirma o Ministério da Saúde

26 de Junho de 2025 | 13h 00
Dose de reforço de vacina contra meningite terá proteção maior, afirma o Ministério da Saúde
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A partir do dia 1º de julho, os bebês de 12 meses receberão a vacina meningocócica ACWY, como dose de reforço para a meningocócica C. Isto significa que, além do meningococo C, eles ficarão protegidos contra outros três sorotipos da bactéria (A, W e Y).

O objetivo é prevenir os casos de meningite bacteriana e infecção generalizada no sangue, a meningococcemia. Somente em 2025, o Brasil já registrou 361 casos de meningite causada por meningococos.

Segundo as autoridades sanitárias, 61 pessoas morreram, em decorrência da doença. "No Brasil, o sorogrupo que mais preocupa, além do C, é o W. A gente observou aumentos de incidência importantes, principalmente nos estados do Sul do país, recentemente. Então, essa mudança representa uma ampliação da proteção contra sorogrupos que são um risco, principalmente para as crianças", explica Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece o imunizante ACWY, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). No entanto, a vacina é aplicada dos 11 aos 14 anos. Já os bebês recebem três doses da vacina meningocócica C: duas doses, aos 3 anos e aos 6 meses de idade;  e o reforço, aos 12 meses. Apenas a dose de reforço será modificada.

As crianças que já receberam três doses da meningo C não precisam receber a dose de reforço com a ACWY, no momento. Mas aquelas não vacinadas aos 12 meses podem completar o esquema com a nova vacina, antes de completar 5 anos.

Na nota técnica que comunica a mudança na estratégia de vacinação, o Ministério da Saúde (MS) enfatiza "a efevidade e o impacto desses imunobiológicos no Brasil, com redução na incidência da doença meningocócica, em pessoas vacinadas e não vacinadas”.

No entanto, diz o documento, "a ocorrência das meningites bacterianas ainda é um fator de preocupação, especialmente as causadas pela Neisseria meningidis (meningococo) e pelo Streptococcus pneumoniae (pneumococo)".

Ainda conforme a pasta, a mudança dá continuidade ao enfrentamento das meningites, conforme as Diretrizes para Enfrentamento da doença, propostas pelo Brasil dentro do roteiro global da Organização Mundial da Saúde.

O SUS também oferece vacinas contra outros dois agentes infecciosos que podem provocar meningite, o pneumococo e o Haemophilus influenzae.

 


 

*Com informações da Agência Brasil.



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