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Saúde

Ministério da Saúde abre consulta pública para avaliar inclusão de vacina contra herpes zóster no SUS

18 de Setembro de 2025 | 20h 07
Ministério da Saúde abre consulta pública para avaliar inclusão de vacina contra herpes zóster no SUS
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministério da Saúde (MS) abriu, nesta quarta-feira (17), uma consulta pública para discutir a incorporação da vacina contra o herpes zóster no Programa Nacional de Imunização (PNI).

Conforme a pasta, a proposta contempla idosos com 80 anos ou mais, e indivíduos imunocomprometidos a partir de 18 anos. A Consulta Pública nº 78 ficará disponível até o dia 6 de outubro, na plataforma Participa + Brasil.

Até o momento, já foram registradas 75 contribuições. Qualquer pessoa pode enviar opiniões e sugestões sobre o tema. Para participar, é necessário preencher o formulário eletrônico.

Os interessados podem enviar até dois arquivos com sugestões ou documentos de apoio. O envio de dados pessoais, informações sensíveis ou materiais de terceiros sem autorização é proibido.

As contribuições serão analisadas pela comissão técnica, que decidirá sobre a incorporação da vacina. Os relatórios técnicos que embasam a recomendação preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), no Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis para leitura. A análise e a deliberação do colegiado também podem ser conferidas no relatório divulgado pelo MS.

Herpes zóster – Popularmente conhecido como “cobreiro”, o herpes zoster é causado pela reativação do vírus da catapora, o varicela-zóster. A doença costuma acometer idosos e pessoas com baixa imunidade, podendo desencadear consequências graves.

Os sintomas são: dor intensa, febre, manchas e bolhas na pele, que podem evoluir para complicações graves, como a neuralgia pós-herpética (NPH), um tipo de crônica que persiste, mesmo após o fim das lesões.

Entre 2008 e 2024, o SUS registrou mais de 85 mil atendimentos ambulatoriais e 30 mil internações por herpes zóster no Brasil. Entre 2007 e 2023, 1.567 mortes foram associadas à doença. A maioria tinha idade igual ou superior a 50 anos.

O tratamento no sistema público envolve medicamentos para aliviar os sintomas e, nos casos mais graves, o uso de antivirais, como o caso do Aciclovir. Para a NPH, são oferecidos fármacos como Amitriptilina, Carbamazepina e Lidocaína em gel.

Incorporação no SUS – A incorporação da vacina recombinante adjuvada ao Sistema Único de Saúde foi uma solicitação do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, e do Ministério da Saúde.

A vacina contém uma proteína do vírus varicela-zóster (antígeno gE) combinada a um adjuvante (AS01B), que ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater o vírus. Ela é administrada por via intramuscular, em duas doses de 0,5 mL, com intervalo de dois meses.

A Conitec avaliou a segurança e a eficácia da vacina. Estudos apontam efetividade superior a 80% na prevenção da doença e da NPH. Os eventos adversos mais comuns relatados foram: dor no local da aplicação, cansaço, dor muscular, dor de cabeça e febre, geralmente de intensidade leve a moderada. O imunizante foi considerado seguro.

O alto custo é o principal desafio: o investimento estimado seria de R$ 5,2 bilhões, em cinco anos. Para a Conitec, a conclusão é de que a vacina não oferece um benefício suficientemente significativo para justificar o seu custo para o SUS.

 




 

*Com informações da Agência Brasil.



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