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Valdomiro Silva

Coronel e o PT (cap. IV): Guerra fratricida à vista, no grupo de Jerônimo, com autorizo de Otto à candidatura "avulsa"

19 de Janeiro de 2026 | 16h 26
Coronel e o PT (cap. IV): Guerra fratricida à vista, no grupo de Jerônimo, com autorizo de Otto à candidatura
Foto: Edilson Rodrigues - Ag. Senado

Uma boa análise do colega colunista  André Pomponet me provoca a escrever algo mais  sobre o imbróglio envolvendo a chapa majoritária governista, a ser encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues, em busca da reeleição. O tema será um dos mais presentes no noticiário político deste começo de ano, certamente, na Bahia. Tudo poderia estar pacificado, não fosse o desejo do ministro e ex-governador de dois mandatos, Rui Costa, de se tornar senador. Jaques Wagner, o outro grande cacique petista, já anunciou que ele e Rui devem ser os candidatos do grupo para a Câmara Alta, formando uma dupla "puro-sangue".

Com isto, Ângelo Coronel, senador e pré-candidato à reeleição, é desalojado de onde se encontra. Rui arrebenta a porta, pois o ex-prefeito de Coração de Maria e ex-presidente da Assembleia Legislativa é quem deveria ter a preferência, por estar cumprindo mandato. Muito bem. Este fim de semana, o também senador Otto Alencar declarou ao "Política Livre" que Coronel, seu  parceiro do PSD, só não será candidato se não quiser. Disse isto exatamente com estas palavras, não deixando dúvida nem mesmo para quem não é bom entendedor.

Não me recordo se Otto já havia se referido assim antes, sobre o direito à candidatura de Coronel. Ele parecia até certo ponto conformado com a ausência do seu compadre entre os postulantes ao Senado no próximo pleito, especialmente depois que o deputado federal Otto Filho foi ungido conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, algo que, não há como negar, sugere uma compensação ao seu consentimento.

Mas não ficaria bem, muito pelo contrário, Otto silenciar diante da inanição de Coronel pelas hostes petistas, sonho que certamente sonharam Wagner e Rui, principalmente este. Ele, então, encontrou uma saída honrosa para si, até porque, para preservar sua biografia de aliado fiel, não lhe restaria outra alternativa: propor a tal candidatura "avulsa" de coronel, pelo PSD. Wagner, Rui e Coronel juntos por Lula e Jerônimo, mas disputando entre si as duas vagas no Senado, tendo no páreo, ainda, um ou dois candidatos do lado do pretenso adversário de Jerônimo, ACM Neto.

Lula e Jerônimo não deveriam meter a colher neste choque, aparecer na televisão pedindo votos para Rui e Wagner, porque isto não seria um ato de cordialidade com Otto e Coronel, aliados fiéis de ambos. Otto teria a obrigação de ajudar Coronel nas 115 prefeituras comandadas pelo PSD, o partido deles. E de tentar agregar algo mais em cidades dirigidas pelo PT, para buscar competir em pé de igualdade com Rui, que por sua vez atacaria com todo  arsenal possível o apoio desses municípios pessedistas. Poderemos ter, na campanha eleitoral que se avizinha, uma verdadeira guerra fraticida. Ou não, como diria mestre Caetano.



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