Projeto do Governo do Estado, a ser executado com recursos
provenientes de financiamento por meio do PAC – Programa de Aceleração do
Crescimento –, de recuperação e revitalização da Lagoa do Prato Raso, guarda
uma coincidência com o objetivo de uma licitação recentemente publicada pela
Prefeitura de Feira de Santana. As duas propostas contemplam obras de
drenagem no bairro Baraúnas, visando acabar com os alagamentos registrados em
período chuvoso naquela comunidade.
Por enquanto, não há um problema, visto que o Estado ainda
não licitou a obra, prevista em R$ 51,6 milhões, e o Município está com seu
processo licitatório em andamento. Mas a situação impõe o diálogo, entre o
governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito José Ronaldo. Afinal, com objetos
iguais, é necessário um confronto dos dois projetos para ver como se pode
evitar um choque de interesses.
A solução para os alagamentos no Baraúnas é promessa de
campanha de Ronaldo e ele está cuidando de cumpri-la. O prefeito e sua equipe
técnica apresentaram o projeto, dias atrás, para moradores do bairro e
demonstrou bastante entusiasmo com a perspectiva de solucionar um antigo
problema na região central da cidade.
O Estado, com dinheiro financiado sob o aval da União,
juros moderados, garante a execução de uma obra robusta, definitiva. Como
a Prefeitura deu a largada primeiro, o bom senso indica que o governador
Jerônimo Rodrigues avalie a possibilidade de fazer uma adequação no projeto da
Conder.
As secretarias competentes das duas esferas de gestão
precisam, urgentemente, se reunir para debater o tema. Pode haver uma
integração dos dois projetos ou o dinheiro do financiamento pelo PAC ser
relocado para uma outra obra que também seja prioritária, especialmente na área
de drenagem.
O deputado federal Zé Neto, principal representante do governador em Feira, defendeu que esta discussão aconteça: "Entendo que o diálogo é importante para que venhamos a encontrar uma resposta compartilhada. O sentimento da gente é contribuir para a cidade".