Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, sexta, 17 de abril de 2026

Geral

Comerciantes vão pedir ao prefeito para reabrir avenida

Juliana Vital - 12 de Outubro de 2015 | 21h 06

Colocação de tapumes completou um mês, mas obra está parada

Comerciantes vão pedir ao prefeito para reabrir avenida
Várias lojas ficaram espremidas atrás dos tapumes

Um mês após o início das obras e colocação de tapumes nas obras do BRT na avenida Maria Quitéria, os comerciantes da região reclamam ainda mais da queda no movimento e se declaram preocupados. Por conta disso, solicitaram uma reunião com o prefeito José Ronaldo, que deverá ocorrer na próxima terça feira (13), na Associação Comercial na Kalilândia, no intuito de pedir que a prefeitura reabra a avenida ou que a obra recomece, para que possa acabar logo.

Quem passa pelo local percebe o vazio provocado pela interdição da avenida, "não se vê um pé de gente nas lojas", como sintetizou um vendedor. Algumas até já fecharam. Quem está aberto, tem que explicar como se chega. "Todos os dias preciso explicar ao cliente em detalhes por telefone como chegar e informar que estamos abertos. Se não fosse isso já não sei como estaríamos. Mas o movimento caiu 60% desde o início da interdição. Como temos um galpão no fundo da loja que tem abertura para a rua de trás, isso facilita um pouco. Mas estamos preocupados, este período entre setembro e dezembro é quando mais vendemos e estamos muito preocupados, não sabemos como será", afirma Vitor Hugo Barreto de 34 anos, proprietário de uma loja de móveis planejados.

Segundo a gerente Kátia Araujo, na loja em que trabalha a queda do movimento levou à demissão de uma funcionária e o futuro da outra é incerto. Além disso, foi preciso também diminuir estoque dos produtos que vende: especiarias e alimentos naturais. "O movimento caiu absurdamente, estamos precisando reforçar nossa comunicação com nossos clientes e explicar como chegar, apesar de que como não conseguimos mais que eles estacionem na porta, isso dificulta. Afinal os clientes querem a comodidade", explica.

A funcionária de uma loja no Pátio Buriti, Sandra Lopes, acredita que a obra assustou os clientes. Como a queda do movimento já existia, com a obra, piorou. "Temos sentido o pouco movimento, mas como temos acesso lateral à galeria isso já ajuda. Além disso temos reforçado o trabalho de divulgação informando através das redes sociais e também por telefone para nossos clientes que estamos funcionando e que há como chegar até a porta da loja", revela.

ACAMPAMENTO

Em três dias de tentativas, não conseguimos conversar com o Movimento Unificado contra o BRT, para avaliar o mês de ocupação. Para dar entrevista o grupo necessita “avaliar coletivamente”, antes da comissão de comunicação dar respostas, o que não ocorreu, apesar das diversas tentativas de contato, pessoal e por telefone.

Sobre o movimento, o prefeito José Ronaldo afirmou à Tribuna Feirense que acredita que as pessoas entenderão a real intenção da prefeitura.  "Espero que a justiça seja feita, que essas pessoas reflitam sobre isso e de forma espontânea entendam que o que nós estamos querendo é o desenvolvimento da cidade", comentou.

PS: a prefeitura adiou para quinta-feira a reunião com os comerciantes



Geral LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje