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Cultura

Caminhada do Perdão

Dom Itamar Vian - 24 de fevereiro de 2015 | 11h 13
Caminhada do Perdão
Neste domingo – dia 01  - acontece, em Feira de Santana, a Caminhada do Perdão. Perdoar faz bem, resistir ao perdão faz mal para a saúde física e psicológica. Segundo estudiosos no assunto,  o perdão é fator preponderante na prevenção e na cura de doenças. Assim, o perdão está ligado não só a uma paz e alegria espiritual, mas também, a um salutar equilíbrio humano. 
 
O povo garante: “É falando que a gente se entende”. O diálogo é o melhor meio de entendimento. As vezes, é o único. Diálogo não significa gritar, nem pode ser uma conversa de surdos, onde todos falam e ninguém escuta. Dialogar é aproximar os corações e ouvir o que o outro quer dizer. Diálogo supõe a capacidade de pedir e dar o perdão. Não é possível passar um longo período da vida com ódio, sem adoecer. Mais ainda, a pessoa que odeia torna-se mais feia.
 
Perdoar é zerar a culpa, é assinar um tratado de paz com o fato, por mais doloroso que ele tenha sido. Perdoar é varrer da memória o episódio que um dia nos machucou de forma tão cruel. E quando fazemos isso, recuperamos a paz e até mesmo a saúde. Um provérbio popular garante: “Se queres ser feliz por um momento, vinga-te; se queres ser feliz para sempre, perdoa”. O perdão é a atitude evangélica que possibilita ao irmão recomeçar. É a atitude do pai que abraça o filho ingrato, que estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado (Lc 15,32).
 
O Evangelho é um livro repleto de sabedoria divina e humana. Um número impressionante de vezes, ele fala sobre o perdão. Mais ainda: ele explica que a nossa própria salvação passa pela porta do perdão. No Pai-Nosso, nós apresentamos uma proposta a Deus, uma proposta com duas possibilidades: perdoai-nos assim como nós perdoamos. A alternativa fica evidente: se não perdoarmos, não seremos perdoados. É perdoando aos outros que nos habilitamos ao perdão divino.
 
No alto da cruz, Jesus pediu ao Pai pelos seus algozes, porque não sabiam o que estavam fazendo (Lc 23,34). Discípulo fiel do Mestre, Francisco de Assis, quis ser instrumento da paz do Senhor e tinha como meta “onde há ódio que eu leve o amor”. Pode ser difícil, mas é o caminho. São João da Cruz deixou uma regra de ouro: “Onde há amor, plante amor e um dia nascerá o amor”.
 
A Caminhada do Perdão quer nos ajudar a refletir sobre essas importantes verdades e provocar em nós uma mudança de vida em relação a nós mesmos, nossa família, nossas atividades e com Deus. Se Deus, que é Deus, perdoa sempre, quem somos nós para não perdoar o irmão por mais grave que seja a ofensa? E perdoando recebemos em troca saúde, alegria, paz, felicidade e o céu. 


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