Rodrigo Pacheco presidente do Senado anda se movimentando além do esperado. Inicialmente afastou-se de Bolsonaro afirmando que o negacionismo passou a ser uma brincadeira de "mau gosto e medieval".
A sua declaração deixa claro sua opção: "Não será uma minoria desordeira e negacionista que fará pautar o povo brasileiro e o Brasil nesse momento que nós precisamos de união". Em seguida, Pacheco, deixou ser aprovada uma " moção de apelo à comunidade internacional por vacina contra covid-19".
Rodrigo também fez um pedido ao governo americano por vacinas, e realizou uma reunião com os governadores para tratar de ajuda emergencial, na pandemia. Demonstrando que deseja ocupar o vazio de lideranças, do momento, reuniu-se, também, com o Embaixador Chinês, pedindo colaboração para obtenção de vacinas.Além de tudo isso o Senado vem pressionando fortemente o governo para a substituição do Ministro das Relações Exteriores, o fervoroso Ernesto Araújo.
O que fica claro é que Rodrigo Pacheco vem ocupando um espaço de sensatez com boas declarações, ao agrado do PIB nacional. Ao dar protagonismo ao Senado , Rodrigo Pacheco, começa a ser olhado por todos que estão de olho em 2022.
É bom prestar atenção.
3.251 mortos. Esse é número de vítimas que a pandemia causou no Brasil, no dia de hoje. Não se chega a esse número sem fallhas na participação da sociedade, dos governos, e da presidência da República. Cada um com suas responsabilidades e suas ações negacionistas, ou contra uso de máscaras, vacinas, e distanciamento social. Ao mesmo tempo em que temos a mais trágica semana dessa tragédia o Ministério da Saúde tem dois ministros. Um que não manda mais em nada, mas que não sai; outro que pode mandar em tudo, mas não assume. A miséria ao modo brasileiro seria cômica, se não fosse trágica.
Com esse recorde absoluto só nos resta torcer para que uma cepa ainda mais resistente não se torne realidade e que o mundo enxergue que o Brasil está no epicentro da epidemia e pode se tornar uma ameaça mundial.
O que vamos enfrentar ainda será muito duro e seco. É bom que estejamos preparados. O outono é só uma temporada da alma..
Pacientes em diálise apresentam uma taxa de mortalidade maior do que a população normal. Além da lesão renal, esses pacientes apresentam uma série de comorbidades, como hipertensão arterial (80%), diabetes (30-50%) e cardiopatias. A doença renal crônica reduz a imunidade e faz com que esses pacientes não consigam se defender de alguns tipos de germes, o que os torna pacientes de risco para adquirir infecções. E, ao adquiri-las, passam a ter uma maior probabilidade de morrer.
Esses pacientes, no entanto, não possuem a opção de “ficar em casa”, como os demais cidadãos, porque precisam fazer sua hemodiálise três vezes por semana, no mínimo. Para isso, precisam pegar transporte coletivo, dos mais diversos tipos, com muitas pessoas, para chegarem às clínicas onde fazem seus tratamentos. Muitos pacientes são provenientes de outros municípios, o que aumenta ainda mais o tempo de exposição. Na unidade de diálise, apesar das medidas de contenção, eles acabam tendo muito contato entre eles e também com funcionários.
Dessa forma, os pacientes renais crônicos deveriam ser considerados prioridades para vacinação, pela elevada chance de contaminação, de transmissão a familiares e de complicações fatais, quando contaminados. Isso tem sido feito em outros países, buscando-se a redução dos danos em uma população frágil.