Enfrentamos uma ferocíssima pandemia, de baixa letalidade, mas alta contagiosidade, o que leva a sua expansão de forma rápida. Em todos os locais onde foi perdido o controle ( aqui na Bahia muitos casos não são testados) o sistema de saúde colapsou.
Muitas pessoas alegam que postar o número de mortes é terror. Não, não é. A realidade é dura e não é fingindo que ela não está acontecendo que vamos tornar a dor mais amena para 30 mil famílias, infelizmente, por enquanto. O Brasil no ritmo que vai chegará ao dobro de mortes.
Agora, se postando essa dura realidade, se mostrando o colapso em vários locais, a morte sem luto, milhões de brasileiros agem como se estivessem em uma rave de feriado, imaginem se isso não for colocado.
Por outro lado, os números expostos em sua dura frieza botam pressão no governo para que façam intervenções capazes de de minorar o problema. Alguns, politizam a questão e defendem posições a depender da banda política em que se situam e querem relativizar o dano como se ele fosse possível de ser relativizado.
Sou a favor de mostrar a realidade ainda que seja difícil. O medo, em excesso, imobiliza, mas um pouco de medo move o indíviduo em busca de proteção.
Aos poucos vai se tornando realidade as palavras de Sérgio Moro quando afirmou que Bolsonaro desejava intervir na PF, do Rio. As mensagens de celular em que fica claro que o diretor da PF, Valeixo, foi demitido antes da famosa reunião do Ministério, já não deixava dúvidas, e não permitiu a Moro outro caminho além da demissão. A operação, no Rio, trouxe ainda mais suspeitas sobre o fato.
Agora, após as trocas, a PF ganhou agilidade no Rio e a vítima foi o governador Witzel, que parece caminhar no mesmo trilho de outros cinco governadores cariocas já presos, por corrupção. A investigação, até tardou.
O mais grave, no entanto, foram os comentários da deputada Carla Zambelli, em uma entrevista, demonstrando saber que vários governadores estavam sendo investigados, sugerindo vazamento da operação.
A situação coloca a PF em uma situação de desconforto, pois, arranha sua imagem ao ser criada a dúvida sobre sua relação com o Presidente e sua independência.
A Polícia Federal é uma polícia de Estado e não pode ter sua missão desvirtuada, mesmo quando acertada.
Roberto Jefferson que foi condenado no mensalão a sete anos de cadeia por corrupção e que se tornou um dos mais recentes apoiadores do governo Bolsonaro foi abordado hoje pela PF e teve sua coleção de armas apreendidas. No twitter o ex-deputado chamou Alexandre de Moraes, de desqualificado.
"TRIBUNAL DO REICH. Com um mandado de busca e apreensão, expedido contra mim por Alexandre de Moraes, STF, para aprender meus computadores e minhas armas. Atitude soez, covarde, canalha e intimidatória, determinada pelo mais desqualificado Ministro da Corte. Não calarei. CENSURA", escreveu.
A Polícia Federal está cumprindo 29 mandados no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, no Mato Grosso, Paraná e em Santa Catarina.
Nos EUA, 50% dos casos foram em abrigo de idosos. No Canadá, chegou a 80%. As principais vítimas na Suécia foram moradores de abrigo de idosos. Há vários outros relatos, mostrando que há um risco em especial nessa população. Assim, agora que a Prefeitura recebeu testes deveria avaliar todas as pessoas que trabalham nessas entidades para prevenir a tragédia.
Regina Duarte, a breve, deixou uma lição de interpretação na Cultura: como entrar sem ser notada e sair sem ser percebida.