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César Oliveira - 27 de Setembro de 2017 | 16h 20
O Meio Ambiente sempre foi um ofício de abnegados, em Feira, mais do que uma política de governo. Sucessivos prefeitos pouco fizeram, ou foram indiferentes, ao implacável avanço do setor imobiliário sobre os recursos naturais. Foi assim que muitas lagoas foram devastadas, sob a omissão, ou o faz de conta de pareceres pagos pelos interessados para dizerem que as lagoas não eram lagoas.
Recentemente, nos arquivos da Tribuna, encontrei uma cópia do levantamento cadastral da área da Lagoa do Subaé, feito pelo Engenheiro Gerinaldo Costa, em 2001, fruto de um convênio entre a Centro Industrial do Subaé e a UEFS, originado do Fórum em Defesa do Subaé, mostrando que sempre estivemos aquém do necessário e que falta de delimitação não era o problema.
Verdade que tivemos a monumental preservação da Lagoa Grande, obra do governo do Estado, mas que segue com urbanização arrastada e esgotamento sanitário pífio, com promessa que não tem andado, apesar do esforço do deputado Zé Neto. E seu entorno segue sem definição de perfil de ocupação ou intervenção urbanística que otimize seu potencial, emperrado na disputa entre Prefeitura e Estado.
O Secretário de Meio Ambiente, Sérgio Carneiro, no entanto, assumiu o cargo com disposição para mudar a eterna leniência do poder público, investindo em educação ambiental, e criando a excelente UNAMACS- Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cidadania Sustentável, com uma série de excelentes cursos que vão desde a Extensão em Direito Ambiental a Oficina de Minhocário, Licenciamento Ambiental, Capacitação em Resíduos Sólidos, entre outros. Sem dúvida que deu um passo a frente ao conseguir o apoio de Ronaldo para esta ideia, afinal, a formação de pessoas, o fornecimento de conhecimento e instrumentos de preservação é a maneira mais viável de fortalecer e preservar nossos recursos ambientais.
Ao mesmo tempo o Secretário anunciou, com o prefeito, que vai iniciar ações que delimitam nossas lagoas com a construção de ciclovias em seu entorno, que garantem lazer, mas, sobretudo, tenta impedir a exploração de aventureiros e aproveitadores que implacavelmente as vão invadindo, como se isso não tivesse nenhum preço a cobrar no futuro.
Nós que sempre fizemos do Meio Ambiente uma pauta permanente do Tribuna parabenizamos o Secretário pelas iniciativas e estaremos acompanhando sua concretização.
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César Oliveira - 27 de Setembro de 2017 | 15h 05
A devastação política que esta semana produziu irá ter repercussões futuras, ainda inimagináveis. Inicialmente, o STF, aceitou a segunda denúncia de Janot, contra Temer e seu bando de ministros aloprados dos cofres públicos, causando mais lesões na imagem do Presidente Temer que segue vestido de condutor da economia a espera do mandato protetor acabar para ser preso.
Logo a seguir, Palocci, o braço direito e cérebro econômico do PT, autor da Carta aos Brasileiros, fiador do partido junto ao empresariado e homem detentor de vastos segredos, pediu afastamento do partido e demoliu Lula, em uma carta avassaladora, em que revela toda sordidez em que o ex-presidente se envolveu. Exatamente pela posição de comando e poder que teve no PT é que Palocci tem o peso que tem. Assim como Ofélia, ele só abre a boca quando tem certeza.
Por último, o STF, afastou Aécio Neves do mandato e impôs que ficasse recolhido em casa, à noite, em uma nova modalidade de pena jurídica para Senadores – que pela Constituição só podem ser detidos se autores de crime inafiançável- com mandato, que ninguém sabe de onde veio, embora o trio Barroso, Fux e Rosa Weber, seja prodigioso no assunto. Seja como for, a detenção domiciliar é uma paulada na carreira de Aécio Neves que já não tem sobrevivência política para grandes projetos, depois desse episódio.
Foi uma semana implacável com as três maiores lideranças políticas do país, não tendo sobrado pedra sobre pedra. Sigamos viagem.
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César Oliveira - 22 de Setembro de 2017 | 17h 47
Há um clima de saturação com a corrupção que perpassa os três poderes; com o imobilismo judicial que impede a punição de significativa parte dos políticos que não passam de delinquentes notórios, protegidos pelo muro do foro privilegiado; com o sistema judicial, que tem juízes e promotores contaminados e que se aposentam com salário integral quando condenados; com a impunidade de criminosos comuns e com a extorsão praticada em quase todos os setores públicos da Sociedade; com o STF, visivelmente sem liturgia, midiático, partidário, com violências éticas graves; Tribunais de Conta que não passam de balcões de negócios; enfim, com um conjunto da obra que rende serviços ruins, violência descontrolada, desemprego, desconfiança e destruição moral da Sociedade e seus valores.
As reformas que poderiam mudar o clima do atual estado de coisas não andam no Congresso, pois, os delatados e processados que comandam o poder, com aguçado instinto de sobrevivência, impedem as alterações, mesmo com as seguidas denúncias de fraudes e malas de dinheiro que estarrecem a nação.
Dentro desse contexto, um general viola a hierarquia, ameaça o Judiciário, diz que militares poderiam dar um golpe, não é punido por seu superior- ao contrário, este, disfarçadamente o apoia-, e o Ministro da Defesa finge-se de morto e se dedica a pantomimas.
A ideia residual que ficou é que o Alto Comando já discute a questão e há “aproximações sucessivas" da ideia. Não há mais a garantia absoluta que as Forças Armadas estão contidas pela Constituição e pela terrível experiência do passado.
A situação agrava-se porque a população não está encontrando respostas nas instituições civis, o que cria um ambiente favorável a este tipo de aventura. Entramos em um terreno perigoso. É bom que o “bonde dos malucos" lá de Brasília comece a prestar atenção ao jogo.
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César Oliveira - 20 de Setembro de 2017 | 10h 24
O governo do Estado produziu uma nota, reproduzida a vontade nos veículos de comunicação, como verdade, sem ninguém dar-se ao trabalho da análise. Fica-se com a manchete a ser memorizada pelo gigantismo: 2500 médicos cubanos já atenderam 5 milhões de baianos. Vamos, então, fazer uma conta rápida para melhor entendimento. A nota fala em mais de 2500 médicos, mas vamos considerar esse quantitativo e dispensar o sábado, que nem cubano é de ferro. O Programa começou em Agosto de 2013, portanto, temos 4 anos. Vamos às contas:
Conta 1
5 milhões / 4 anos = 1.250.000 /ano
1.250.000 / 12 meses =104.166 consultas /mês
104.166 / 2500 médicos =41,66 consultas /médico/mês
41,66 / 20 dias( 2ª a 6ª) =2,08 / dia
Conta 2
Salário: R$10,570, 00 mês /41,66 = 253, 72 a consulta
( antes do reajuste atual para R$11.520 o que eleva a consulta para R$270,00)
Consulta pelo SUS paga ao Especialista: R$ 10,00 reais
Conta 3
R$10,520 x 2500/mês =R$26.300,000,00 /mês
R$26.300,000,00 x 12 meses =R$315.600.000,00 / ano
R$315.600.000,00 x 4 anos =R$1.262.400.000,00
( Um bilhão, duzentos e sessenta e dois milhões e quatrocentos mil reais)
Os fatos diferem muito da apoteose da manchete que se destina, apenas, a justificar o envio de recursos para a ditadura cubana. Neste volume exaustivo dá mesmo para apalpar e abraçar muito, os pacientes; e, neste preço, por favor, me incluam...
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César Oliveira - 19 de Setembro de 2017 | 19h 19
Li o despacho do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho ( sempre bom ler antes de comentar), de Brasilia, e não vi onde está autorizado a "cura gay" obrigatória, nem onde homossexualismo é colocado como doença, pois não o é. Em nenhum momento o juiz afirma ser.
Pelo alarido da imprensa, até parece que o juiz autorizou que saim caçando gays nas praças e levando-os à presença de um psicólogo , sob chicote, para serem curados. O despacho do juiz diz respeito, apenas, ao exercício profissional e pesquisas de psicólogos, e se abstém de julgamentos pessoais, dizendo, aliás, que a sexualidade humana é questão complexa.
O juiz diz que é livre aos psicólogos atenderem pessoas que desejam orientação ou reorientação sexual, o que estava proibidos ( por uma resolução do Conselho de Psicologia), o que não deixa de ser uma censura incabível. Não creio que este seja o caminho.
Aliás, para ser claro, um gay que deseje este tipo de assistência, deve ter seu direito garantido, pois, todos devem ter condições de buscar o melhor sentimento de conforto e convivência consigo próprio, não sendo correto lhes negar isto, assim como não o é, obrigar. Um psicológo que ofereça este tipo de tratamento, sem evidência científica alguma, tem uma enorme chance de fracasso, mas se um gay adulto deseja experimentar esse tipo de " terapia" , é um direito dele, individual e absoluto.
O limite que deve ser imposto é que esse tipo de atendimento, não poderá ser oferecido a crianças, para evitar que pais molestem psicologicamente seus filhos. Entre adultos, o contrato deve ser livre.
Decididamente, não vi o terror tocado. E que cada um seja feliz com suas escolhas.