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12 de Agosto de 2016 | 10h 43
Esta coluna tem 16 anos de publicação continuada, semanal. Por grande período, no jornal diário, duas vezes por semana. É uma assombrosa regularidade para mim que tenho outras atividades. Certamente que, ao longo de tamanho número de notas, cometi erros, mas faz parte do ofício de opinar continuamente. Com o fim da edição impressa, migraremos apenas para o portal da Tribuna Feirense. Espero meus dez leitores por lá.
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12 de Agosto de 2016 | 10h 38
Com o placar de votação no Senado fica claro que o jogo do impeachment já está jogado. Dilma já foi abandonada até pelo PT, com quem andou trocando farpas. Considero um equívoco a lei que permite 6 meses de prazo entre afastamento do presidente e votação final. Nos tempos atuais país algum pode perder tanto tempo - logo, dinheiro -, com a insegurança jurídica da interinidade e a chantagem parlamentar com o presidente provisório.
De qualquer modo, chega ao fim este ciclo de projeto de poder da esquerda, sustentado pela corrupção e escorado no populismo, com a distribuição de benesses sociais para usar os mais diversos setores como anteparo midiático e político.
A corrupção sistemática e a distribuição de verbas – incluindo a campanha do ditador Maduro, na Venezuela -, levou ao aumento brutal das despesas e do déficit público, com recessão, 12 milhões de desempregados e fechamento de mais de cem mil empresas no comércio. Agora é lembrar Ulisses: matar o monstro é fácil. Difícil é remover os escombros.
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12 de Agosto de 2016 | 10h 30
Evidente que João Santana, o marqueteiro petista preso, entregou Dilma em sua delação. Afinal, acordo não seria fechado se não servisse para pegar peixe grande. A confissão de que recebeu dinheiro no Caixa 2 proveniente de propina é demolidora para o PT. Contra o fato não há argumentos.
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12 de Agosto de 2016 | 10h 30
A delação de Marcelo Odebrecht parece que se encaminha para o projeto final. Não haverá salvação para Lula. Até porque já se sabe que ele fez exigências nas reformas do sítio, do qual insiste em dizer que não é dono.
Não será, entretanto, só Lula quem colocará o pescoço na forca. Brasília vive dias de lexotan e ocultação de provas, pois não serão poucos os políticos envolvidos pelo empreiteiro. Vem coisa grande por aí.
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12 de Agosto de 2016 | 10h 30
Apontado como líder e mentor da mais extensa organização criminosa partidária que ocupou o poder no país - mesmo no país do PMDB - o ex-presidente que já virou réu por obstrução à Justiça ficará inelegível e não tem como escapar da prisão.
A tentativa de denúncia à ONU acusando Sergio Moro de perseguição é tão inócua quanto reveladora de que os recursos acabaram e a lei se aproxima da porta do seu castelo (ou sítio?). E o pior ainda não veio à tona, com as delações da Odebrecht e OAS.