O destino de tudo é passar, o destino de nós é sermos memória. A luta incansável é fazer, pois não fazer é passar sem criar lastro, sem estabelecer memórias, é não ficar. A luta imorredoura é perpetuar-se, manter-se. É luta que poucos vencem. No máximo permanecemos nos próximos a nós e em duas gerações ou três. E desapareceremos, porque o destino de tudo é desfazer-se, anular-se, desaparecer tão completamente que o mundo não mudará à sua falta.
A luta quixotesca é saber que não haverá tempo bastante e o tempo sempre haverá de vencer, reduzindo nossas vaidades, luindo nossas bravatas, dobrando nossa arrogância, velando em sua interminável paciência à espera de nosso único destino. Então, não basta estar, é preciso persistir de forma imemorial além do que durarmos, embora saibamos que mesmo o afeto se acomoda à nossa ausência e segue adiante.
Não temos réquiem, nem cantarão canções por nós, se não nos fizermos valer a pena aos outros, a nós mesmos, ao que nos rodeia, pois em cada coisa, ou outro, seremos remanescentes.
É por isso que tento fazer, contribuir, modificar, porque mesmo sabendo da luta renhida, da luta perdida, do passar, de algum modo fico em quem escolho ser eterno, em quem teço eternos, ainda, que o eterno dure apenas o tempo que a memória ouse me amar.
A verdade é que as mudanças na expectativa de vida, com os avanços diagnósticos, terapêuticos, os avanços cirúrgicos, as vacinas, os quimioterápicos, os antibióticos, o tratamento do câncer; os avanços tecnológicos que levaram à revolução nas comunicações, com o computador, o celular, a internet, os equipamentos de filmagem, de transmissão de imagem; a qualidade e segurança dos automóveis, os equipamentos domésticos, de transporte coletivo, os avanços no transporte aéreo e marítimo; entre muitos outros, foram produzidas pelos países democráticos, especialmente os ocidentais.
As grandes universidades, as maiores produtoras de conhecimento, estão nos países democráticos; as grandes contribuições à ciência geral estão nos países democráticos; e até os grandes vinhos estão nos países democráticos.
As democracias, especialmente nos países ocidentais, com suas falhas e limites, garantem liberdade individual, de opinião, imprensa livre, normalidade jurídica e eleitoral.
Os regimes comunistas, ao contrário, têm parca contribuição ao desenvolvimento e eliminam todos estes direitos, gerando assassinatos, perseguições, prisões políticas, execuções, supressão das liberdades individuais, da imprensa, com fracasso econômico, social e cultural.
A experiência mundial que permitiu a comparação entre Alemanha Oriental x Ocidental e permite entre Coreia do Norte x Sul, tem retratos emblemáticos deste resultado. Os países comunistas residuais fracassaram, como Cuba e Rússia, ou adotaram o capitalismo como modelo econômico, como a China.
É por isso que prefiro lutar onde tenho voz para corrigir os erros, as falhas, nos regimes democráticos, do que tornar-me cúmplice de qualquer regime comunista/esquerdista onde a liberdade seja limitada e a obediência deva ser cega a um partido ou líder,o que só tem resultado em fracasso, medo e dor.
Deveria ser uma constante, mas é positivo que a Câmara questione o contrato do lixo, o percentual de aditivo, a qualidade da coleta, pois este é um ponto vital sobre um contrato de valores monumentais. É preciso, em nome da transparência, que os motivos sejam justificados. A Câmara pode aproveitar e pegar gosto, afinal, é seu papel...
Segue, modorrenta, a conclusão da UPA do HGCA. De qualquer modo, está melhor do que no tempo em que esteve parada. Agora, está sendo pintada e o governador anuncia que será inaugurada em breve. Esperamos que sim, porque a situação da saúde em Feira é dramática.
Eu só quero saber até quando o HGCA ficará respirando por aparelhos.