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Bahia

MST inicia marcha estadual pela Reforma Agrária com saída de Feira de Santana rumo a Salvador

09 de Abril de 2026 | 09h 09
MST inicia marcha estadual pela Reforma Agrária com saída de Feira de Santana rumo a Salvador
Foto: Reprodução/Redes sociais

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deram início, na manhã desta quarta-feira (8), à Marcha Estadual pela Reforma Agrária na Bahia, com saída de Feira de Santana. A mobilização reúne mais de 2 mil participantes, entre famílias acampadas e assentadas de diversas regiões do estado, que percorrerão mais de 120 quilômetros até Salvador, em uma caminhada prevista para ocorrer até o dia 17 de abril.

O ato conta com a presença de lideranças políticas como Éden Valadares, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia; o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA); Fabya Reis, ex-secretária de Assistência e Desenvolvimento Social; e Kleber Rosa (PSOL), pré-candidato a deputado estadual.

De acordo com Simone Souza, da coordenação nacional do MST na Bahia, a escolha do mês de abril para a mobilização carrega um forte simbolismo histórico. Segundo ela, o período é marcado por memória e resistência na luta pela terra, reforçando a pauta da reforma agrária e a busca por justiça social.

A marcha deste ano também faz referência aos 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, considerado um dos episódios mais emblemáticos da violência no campo no Brasil. Com o lema voltado à memória, justiça e reforma agrária popular, o movimento destaca a necessidade de avançar na democratização do acesso à terra e na construção de um novo modelo de desenvolvimento rural.

Durante os dez dias de percurso, os participantes irão realizar atividades formativas, ações de solidariedade e debates sobre a conjuntura nacional e os desafios enfrentados no campo. A mobilização também busca dialogar com a sociedade ao longo do trajeto.

Para representantes do movimento, a marcha reforça a cobrança por medidas concretas do Governo Federal, especialmente no assentamento de famílias que vivem em acampamentos e em áreas de conflito agrário.

Além das reivindicações, o ato também tem caráter educativo e de construção coletiva, abordando temas como acesso à educação, políticas públicas, moradia digna e incentivo à produção de alimentos saudáveis.

A mobilização ainda presta homenagem a lideranças e trabalhadores rurais vítimas de conflitos no campo, reforçando a denúncia da violência agrária no país.

A marcha na Bahia integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária e reafirma o compromisso do MST em ampliar o debate público sobre as desigualdades no campo e a necessidade de políticas voltadas à justiça social e à sustentabilidade na produção agrícola.

 

  



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