O deputado federal feirense Zé Neto deu hoje um "pitaco" sobre a formação da chapa majoritária governista para as eleições de outubro na Bahia. Entrevistado pelo "Bnews", o parlamentar deu a entender que, particularmente, defende a permanência do MDB, que desde 2022 ocupa um importante espaço, tendo sob sua indicação o nome para vice-governador. Pelo visto, o petista não se deixou envolver pelo imbróglio em que se meteu esta semana o vice de Jerônimo Rodrigues, o emedebista Geraldo Júnior.
Geraldinho cometeu uma gafe imperdoável, em política, ao enviar, a um grupo de whatzapp, link de conteúdo com críticas ao ministro-chefe da Casa Civil do presidente Lula, Rui Costa e insinuações de que estaria costurando a substituição do MDB pelo Avante, na chapa governista. Rui já reagiu hoje cedo, citando o provérbio “a integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói”. Para bons entendedores, uma resposta curta e grossa ao vice-governador.
"Não tem nada de confusão", disse Neto, aparentemente minimizando este fato, embora sem se dirigir diretamente ao tema. "Nesse período de pré-campanha eleitoral sempre há um burburinho em torno de questões relacionadas à política", completou. Em seguida, revelando confiança no cenário já desenhado - o senador Jaques Wagner, recentemente, deu como certa a chapa com Jerônimo, ele e Rui para o Senado, Geraldinho vice - afirmou: "Nós já estamos praticamente com a chapa pronta. Tem a questão vice, com o MDB (mas), acho que não tem muito o que mexer".
Pode não ser uma boa, para o deputado, opinar neste momento sobre a possível chapa governista, em meio a todo este turbilhão. Sua análise pode soar como uma defesa a Geraldo Júnior, contrariando, quem sabe, o entendimento e o interesse de Rui Costa, importante aliado e um dos líderes do grupo do qual faz parte. Bem melhor assistir de camarote e opinar caso seja consultado.
“A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói” (provérbios 11:3), escreveu hoje em sua conta no Instagram o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, um dos manda-chuvas do PT na Bahia. Alguma dúvida de que a mensagem é dirigida ao vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior? Não parece, absolutamente, uma coincidência. Na terça-feira, Geraldinho, como é também conhecido, cometeu ato falho que pode lhe render duras consequências, ao postar, em um grupo de whatzapp, link do seguinte texto, que teria sido publicado pelo perfil Política & Bastidores, com críticas a Rui:
"O movimento já produz efeitos colaterais. Por conta de Rui, alguns partidos da base admitem, nos bastidores, firmar coligação apénas para o Governo, deixando o Senado livre. Na prática, isso significaria que os candidatos ao Senado da chapa de Jerônimo poderiam ficar sem tempo de televisão robusto, enfraquecendo a exposição numa disputa que depende fortemente de mídia e palanque unificado. Nos corredores, a leitura é direta. Rui atua como um elefante em loja de cristal - reorganizando o espaço à sua vontade, mesmo que isso provoque ruídos".
Pior que o texto, em si, é o arremate: "Manda viralizar". Geraldo se defendeu dizendo que recebeu o link "de uma pessoa". Não identificou o emissário, a quem teria bloqueado no whatapp. O vice-governador disse que o seu objetivo era enviar a mensagem apenas para o filho, deputado estadual Matheus Ferreira, "para mostrar o que tenho passado". Em um pedido de desculpas que fez nesta quinta-feira, Geraldinho chamou a mensagem contra Rui de "absurda e hipócrita" e elogiou o ministro: "está fazendo papel de qualidade e excelência ao lado do presidente Lula. Nunca me faltou".
Os meios de comunicação divulgaram o compartilhamento do polêmico link, por Geraldo Júnior, no início da tarde de terça-feira. Os manuais de comunicação ensinam que esclarecimentos de imbróglios dessa natureza devem ser feitos imediatamente. O vice-governador disse ter pedido desculpas ao ministro e também deu explicações aos outros dois caciques petistas, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues. Mas apenas se manifestou publicamente depois de quase 40 horas do ocorrido.
Em um mundo de desconfianças, como o que vivemos, mais ainda no meio político, vai ser difícil convencer o ministro de que Geraldo Júnior está completamente inocente. Este fato deverá, sim, provocar fissuras no relacionamento de ambos e as consequências disso são imprevisíveis. Atuará, Rui Costa, junto aos seus companheiros, pela substituição de Geraldinho na chapa onde já se tinha como certo seu nome a vice - até mesmo anunciado por Wagner?
Em caso afirmativo, a vaga continua com o MDB, ou vai para uma das legendas que estão na briga? Sabemos que o poder do ministro é imenso, inclusive junto a Lula, que é quem trila o apito para encerrar o jogo. A julgar pela direta que ele postou há poucas horas, sua insatisfação está exposta com o "erro tecnológico" cometido pelo aliado.
FONTE: VALDOMIRO SILVA
Fazer festejo popular está cada vez mais caro, para os municípios, diante dos elevados cachês dos artistas. A Prefeitura de Feira de Santana vai investir cerca de R$ 470 mil na contratação de atrações musicais para dois dias de festa em Matinha, neste fim de semana, 7 e 8 de março. Será a 12a edição do evento, comemorativo pela data de emancipação do distrito. São R$ 235 mil por dia, sem incluir na conta outras despesas como som, iluminação, palco, segurança, serviços de saúde e outras várias estruturas bancadas pelo poder público. Tudo somado, a despesa total deve alcançar aproximadamente R$ 600 mil.
A atração mais onerosa é o cantor de arrocha Silvano Salles, R$ 200 mil. O "reggaeman" Edson Gomes vai se apresentar por R$ 160 mil. Estes são os maiores contratos de uma relação de várias outras atrações anunciadas pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer do Município. Ambos foram divulgados na edição de hoje do Diário Oficial Eletrônico da cidade. Outras tantas, de menor popularidade em nível regional, recebem entre 10 e 20 mil reais. O excelente grupo de samba de roda Quixabeira da Matinha, por exemplo, tem cachê de R$ 20 mil.
"O mercado (musical) inflacionou muito nos últimos anos, com prefeituras até mesmo de cidades de pequeno porte pagando alto pela contratação de artistas para as festas municipais", diz o secretário Cristiano Lobo. Os músicos conseguem cumprir a exigência legal de apresentar três notas fiscais de um mesmo valor, comprovando assim as elevadas remunerações por show.
Cristiano tem feito uma negociação com os empresários e até mesmo diretamente com os artistas, para pagar um valor menor do que o registrado nas últimas notas fiscais extraídas pelos músicos. O próprio prefeito José Ronaldo também tem feito estes contatos. Ambos tem obtido bons resultados, no sentido de economizar o recurso público.
Dentro de 10 dias, a Coelba vai precisar fazer uma radical adequação no atendimento, aos seus clientes, em Feira de Santana. Este é o tempo que falta, dos 120 dias previstos em lei municipal, para que a concessionária do serviço de energia elétrica comece a atender as pessoas presentes nas filas, em seus escritórios de recepção ao público, no tempo máximo de 15 minutos. Autor da lei, sancionada no dia 12 de novembro de 2025, pelo prefeito José Ronaldo, o vereador Jorge Oliveira fez esta lembrança, em pronunciamento na sessão de hoje da Câmara. Esta é uma lei bastante oportuna, um gol assinalado pelo vereador e pelo Legislativo, pois os consumidores sofrem na pele, as dificuldades de serem atendidos nas unidades da Neoenergia, multinacional responsável pela Companhia de Energia Elétrica do Estado da Bahia.
Jorge Oliveira disse ter conversado com o titular da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/Feira), Maurício Carvalho, solicitando-lhe que, imediatamente após o fim do período concedido para as necessárias adaptações, a Coelba passe a ser fiscalizada. O superintendente assegurou que irá, sim determinar a devida fiscalização para exigir a aplicação da medida legal. É seu dever.
O descumprimento do dispositivo acarretará em multa de R$ 5 mil, dobrada em caso de reincidência, podendo chegar a suspensão temporária do "funcionamento da unidade infratora". Aqui, provavelmente, a lei se refere não ao serviço prestado pela Coelba, mas ao atendimento no escritório onde não cumpre os 15 minutos. A lei prevê que o Poder Executivo a regulamentará "no que couber, inclusive quanto à fiscalização e aplicação das sanções administrativas". Não se tem notícia de que tenha ocorrido a regulamentação, mas segundo um especialista consultado pela Tribuna, isto não impediria a vigência.
“Saibam os cidadãos que faltam apenas 10 dias para que a Coelba seja obrigada a respeitar o tempo de 15 minutos para atender aos seus clientes", disse o vereador. Legislação semelhante foi criada nos anos 90, pela Câmara, em projeto de lei do então vereador Messias Gonzaga, impondo à rede bancária o atendimento obrigatório ao público, igualmente, em 15 minutos depois de obter o tíquete no computador da agência registrando sua presença.
A exemplo do que ocorre com os bancos, em datas específicas, "dias de grande movimento", segundo a lei, o tempo de espera nas unidades de atendimento ao público da Coelba será de 30 minutos, "desde que haja justificativa visível". Para garantir a aplicação da lei com eficácia, Coelba deve instalar sistemas de controle eletrônico ou manual de senhas, com emissão de comprovante de data e horário da chegada do cliente ao local.
Embora o boletim informativo da Câmara informe que também a Embasa terá que cumprir esta obrigação, a Tribuna Feirense apurou que lei semelhante, de autoria do mesmo vereador, aprovada pelo Legislativo em 9 de novembro de 2024, não chegou a ser sancionada pelo Poder Executivo, tampouco promulgada pelo presidente da Casa da Cidadania, Marcos Lima. Desta forma, não é verdadeira a informação, que tem sido compartilhada pelos vários veículos de comunicação, que a companhia responsável pelo abastecimento de água e tratamento do esgoto tenha que se adequar no atendimento ao público, em 10 dias, para cumprir os 15 minutos.