A partir desta segunda-feira (10), entra em vigor a suspensão temporária da venda de 26 planos de saúde de 11 operadoras, determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), na semana passada. A medida é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, realizado a cada três meses e foi tomada em função das elevadas queixas relativas à cobertura assistencial.
De acordo com a ANS, juntos, os planos possuem 75,5 mil beneficiários, que continuarão a ter assistência regular. No entanto, para que os planos voltem a ser comercializados, as operadoras devem comprovar melhorias no atendimento. A finalidade da medida é estimular as operadoras a qualificarem o atendimento prestado aos consumidores.
O Monitoramento da Garantia de Atendimento avalia as operadoras a partir das reclamações registradas pelos beneficiários nos canais da ANS. Nesse ciclo, foram consideradas as demandas (como negativas de cobertura e demora no atendimento) recebidas no 2º trimestre de 2018. Entre abril e junho, o órgão recebeu 17.171 reclamações. Dessas, 16.189 foram consideradas para análise pelo Programa de Monitoramento. No período, 93,2% das queixas foram resolvidas pela mediação feita pela ANS, via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), garantindo resposta ao problema dos consumidores.
Segundo a ANS, paralelamente à suspensão, outros 20 planos, de 11 operadoras, foram reativados, ficando liberados para comercialização a partir de hoje.
As operadoras com planos suspensos, por um período mínimo de três meses, são: Salutar, SIM, Unimed Angra dos Reis, Federação das Unimed Norte - Nordeste, Ami, Pame, Samoc, Gamec, Ameno, Saúde Casseb e Coopus.
Confira aqui as listas de todos os planos suspensos, reativados e também a classificação de cada operadora.