Um investimento de R$ 13 milhões foi o valor empregado, pelo Governo do Estado da Bahia, na reforma do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). A obra, que incluiu a ampliação das dependências da unidade e melhorias na Emergência, foi iniciada em outubro de 2017 e inaugurada em julho de 2018.
De acordo com José Carlos de Carvalho Pitangueira, diretor-geral do HGCA há mais de cinco anos, com a reforma, a nova Emergência está oferecendo um atendimento muito melhor à população de Feira de Santana e região.
Desde a inauguração, os pacientes que dão entrada na Emergência são atendidos de acordo com a classificação de risco que apresentam. Na unidade, eles são encaminhados às salas de estabilização, Amarela ou Vermelha, a depender da gravidade de seus quadros clínicos.
Com as salas de classificação, quanto maior o risco, menor o tempo de resposta ao paciente. Aqueles que apresentam situações mais graves são direcionados para a Sala Vermelha, para atendimento imediato. Os que apresentam menor risco seguem para a Sala Amarela. “Derrubamos a antiga e construímos uma nova. Agora, temos a melhor Emergência da Bahia. Somos pioneiros em Feira, uma vez que o Clériston passou a trabalhar com triagem, na qual os pacientes são classificados pelo risco que apresentam”, explica Pitangueira.
A nova Emergência do HGCA atende a população de Feira de Santana e de mais 127 municípios, de acordo com a administração do hospital. Entretanto, a estrutura ainda não é suficiente para dar conta da demanda. A diminuição de atendimentos em outras unidades de saúde da cidade, a exemplo da Casa de Saúde Santana e do Hospital Dom Pedro de Alcântara, são alguns dos fatores que sobrecarregam o Clériston, segundo o diretor.
Ele diz que não adianta abrir novos leitos no HGCA, se outros forem fechados e não substituídos. “Prefeitura, Governo do Estado e Governo Federal devem trabalhar juntos. Não adianta atuarem separadamente, porque quem perde é a população. A partir do momento que o Dom Pedro, a Casa de Saúde Santana e as clínicas particulares ligadas à prefeitura são fechados, o Clériston sofre com um grande número de pacientes, que a unidade não vai conseguir dar conta”, observa.
SERVIÇOS – A nova Emergência do HGCA conta com consultórios ortopédicos; postos de enfermagem; salas de procedimento invasivo, de estabilização, de triagem, de exames, de gesso e de hemodiálise; farmácia satélite; copa, além de uma sala de reperfusão neurocardio, destinada ao atendimento de pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infartos.
O Hospital Geral Clériston Andrade foi inaugurado em 1984 e, desde então, não era reformado. A unidade recebe pacientes das mais variadas regiões e com diversos problemas de saúde. No HGCA, são realizados desde atendimentos clínicos até cirurgias de alta complexidade.
Ainda de acordo com a administração, a maioria dos atendimentos realizados é de pacientes politraumatizados. As principais causas são os acidentes sofridos por condutores de motocicletas e carros. Mais de 10 pacientes vítimas de acidentes, a maioria de motos, são atendidos por dia.
NOVO CLÉRISTON – Apesar da recente entrega da nova Emergência, outras obras estão previstas para começar, em breve, no HGCA. Em setembro, o secretário Estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, autorizou a licitação para a construção do Hospital Geral Clériston Andrade 2 (HGCA 2). A previsão é de que o investimento seja de, aproximadamente, R$ 50 milhões. O novo Clériston deverá ser erguido ao lado da unidade atual. O Governo do Estado estima que as obras devam começar em fevereiro de 2019. A previsão de conclusão é de cerca de 10 meses.
De acordo com Pitangueira, com o HGCA 2, o atendimento à população será ainda mais eficaz. O projeto compreende quatro andares, nos quais serão dispostos 40 leitos de UTI; 11 salas de cirurgia; serviços de Endoscopia Digestiva e de Apoio Diagnóstico e Terapêutico; além de serviços de bioimagem, ressonância e tomografia. “Por incluir serviços de bioimagem, toda a estrutura do novo hospital terá que ser preparada para comportar a radioatividade, ou seja, a unidade terá uma proteção específica”, explica o diretor.
Após a conclusão de todo o projeto de reforma, modernização e ampliação, as duas unidades deverão somar mais de 450 leitos hospitalares.