O número de casos confirmados de intoxicação por consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol subiu para 36 em todo o país, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde. O total representa um aumento de quatro registros em relação ao boletim anterior, publicado na segunda-feira (13).
As mortes associadas ao consumo dessas bebidas também aumentaram, passando de cinco para sete óbitos — sendo cinco em São Paulo e dois em Pernambuco. O relatório aponta ainda 156 casos em investigação e 362 suspeitas já descartadas.
Os dados foram apresentados pelo diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública, Edenilo Baltazar Barreira Filho, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal.
De acordo com o diretor, apesar da redução recente nas notificações, o cenário ainda exige atenção.
“Pela curva epidêmica, percebemos uma desaceleração no número de notificações, mas isso não nos faz baixar a guarda, não nos faz dizer que a situação está sob controle. Pelo contrário, estamos cada vez mais atentos, monitorando isso dentro da Sala Nacional de Situação”, afirmou Barreira Filho.
O Ministério da Saúde segue monitorando o avanço dos casos e reforçando alertas sobre os riscos do consumo de bebidas sem procedência comprovada, que podem conter substâncias altamente tóxicas, como o metanol.
O metanol é uma substância química altamente tóxica, usada principalmente como solvente industrial e combustível, mas proibida para consumo humano. Ele pode ser confundido com o etanol, que é o álcool utilizado em bebidas, porém possui efeitos devastadores no organismo.
Mesmo em pequenas quantidades, o metanol pode causar intoxicação grave, levando a sintomas como:
Náusea, vômito e dor abdominal;
Tontura, confusão mental e visão turva;
Convulsões e coma em casos mais graves.
A ingestão de metanol pode causar cegueira permanente e até morte.
Por isso, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçam o alerta para que consumidores evitem bebidas de origem desconhecida ou com indícios de falsificação, como rótulos mal impressos, lacres violados e preços muito abaixo do mercado.