Uma série de pesquisas eleitorais realizadas recentemente sugerem que Bolsonaro e Rui Costa gozam de uma boa aprovação, com administrações regulares, e confiança do eleitor, ao menos nesse momento. Já em Feira, na disputa para prefeito, há um empate técnico entre Colbert e José Neto repetindo um mesmo enfrentamento de grupo, enquanto os demais ainda não decolaram.
Até mesmo a campanha de Geilson que tem adotado um tom mais agressivo, especialmente através do deputado Targino Machado, parece não ter despertado entusiasmo do eleitor para o estilo. Evidente que essas pesquisas, ainda sem campanha eleitoral na TV e redes sociais, não reflete as transformações que podem acontecer, mas sinalizam que os ocupantes do jogo principal estão definidos.
Com os efeitos da pandemia - ainda sujeito a aumentos de casos até o período eleitoral-, redução do corpo a corpo, e possível aumento de abstenção, temos alguma imprevisibilidade. Até o momento, especialmente se houver crescimento de Dayane - a ex-bolsonarista-, Geilson, Tourinho, e demais, parece que teremos um inédito segundo turno.
A campanha na mídia, no entanto, terá um impacto decisivo para definição em primeiro e segundo turno. É lá que os candidatos terão de apostar todos os esforços.
Não se chega a um centro em desordem e anarquia urbana como o de Feira sem a cumplicidade, tolerância- quando não, incentivo- do poder público municipal e seus representantes. Evidente, portanto, que isso leva a redução do potencial do comércio formal instalado na área, pela dificuldade de acesso, insegurança e aspecto pouco atraente.
Não resta dúvidas que centros comerciais como o nosso estão completamente fora de qualquer modelo de urbanidade com mínimo de cuidado e respeito ao cidadão consumidor e lojistas que pagam caros impostos pelo degradado espaço, portanto, intervenção ainda que tardia era mais que necessário. A opção pela Cidade das Compras com a PMFS cedendo um valioso terreno como investimento e os valores a serem cobrados merecem ser discutidos, esclarecidos e apresentado aos pagadores de impostos que estão bancando todo esse negócio que beneficia um empresário e os locatários, mas não resta dúvidas que algo precisava ser feito.
Alguns discutem que o Shopping não será suficiente para abrigar todos os camelôs da cidade que seriam 6 mil, enquanto lá caberiam 1800. Isso não deve impedir a instalação dos que acertaram a ida para o local, com uma correta isenção inicial, assim como não impede que a PMFS discuta o que fazer com o grupo residual, com instalação suplementar no Centro de Abastecimento- aliás, esse já deveria estar em uma Ceasa fora desse local- por não terem o perfil de ocupação do Shopping. Uma ação não exclui a outra, mas não tem cabimento a suspensão judicial, felizmente já derrubada, inferindo que esse camelôs irão se tornar marginais, nem tampouco o representante do Shopping sair em entrevista dizendo que camelôs são ricos, tem Jet-ski, casa no lago, como se essa fosse uma condição universalizada.
A Prefeitura deve continuar a reordenação do Centro, seu remodelamento urbano, ainda que precise ficar atenta e buscar diálogo e alternativas com os camelôs remanescentes em busca de opções que garantam sua alocação e sobrevivência nesse momento difícil.
Todo saudosista como eu, nascido no Dom Pedro, é morador da Santana dos Olhos D’água- nome que nunca deveria ter sido mudado-, e ainda tange tropas de burros imaginários na poeira das ruas, nos Campos de Gado, e compra na Feira Livre, sem doenças, pois, a Feira que existe é a que demoliu a Feira que foi para construir a Feira que não sabe se será. Continua sendo a Feira que junta- mais de 700.00 habitantes-, a Feira que incha, a Feira que cresce no tumulto, mas também é a Feira que carece. E carece de muito.
Carece de zelo, não o zelo básico, mas o de quem faz o que tem de ser feito pela urbanidade, com eficiência, esmero, e acabamento. A ligeireza, a falta de cuidado, está testemunhado em muitas ruas, na ocupação urbana sem plano, em cada poste mal situado, nas calçadas perigosas e destruídas, na falta de sinalização, nos pontos de ônibus indignos, nas bocas de lobos abismais, em feiura que deprime. E a gente fica com inveja do que tem sido feito na terra dos outros, na Praça do Mercado Modelo, Praça Castro Alves, ou Praça de Itapuã, diante de nossas praças de projetos tão burocráticos, desprovidas de acolhimento, cor, ou personalidade.
Carece de árvores, e de sombras, pois, estamos muito aquém do recomendado, o que aumenta a temperatura e o desconforto, afinal, sempre fingimos mais que plantamos, as árvores necessárias. Carecemos de parques, diversos, seguros, pois, representam o alívio, a leveza, o exercício, que reduz lesões no coração, a obesidade, o envelhecimento, e o endurecimento da alma. Para isso, carecemos de coragem, determinação, para preservarmos nossas lagoas- Salgada, Subaé, e tantos mais-, pois, elas serão a ternura dos tempos de dureza e a garantia da escassez, no futuro. E temos perdido ano a ano, essa batalha, já que costumam morrer de invasão continuada, intervenções comerciais, pela cumplicidade dos ocupantes do poder em seu desprezo ambiental.
Carecemos de representação e voz, porque é inacreditável que tenhamos um Contorno tão degradado, mesmo sabendo que é por essa Feira que tudo passa. Carecemos que o governo federal duplique nosso acesso, nos dê o campus da Universidade Federal, uma Delegacia, ampla, da Polícia Federal, e investimentos.
Carecemos de uma educação maior que a mesmice repetitiva que não nos move no IDEB, exame após exame, e condena as próximas gerações a serem mão de obra desqualificada, que afasta empregos; e de uma saúde plena com começo, meio, e fim, afinal, é gigante nossa expansão imobiliária, e os serviços precisam se expandir.
Carecemos de ser Princesa aos olhos do Estado, e que ele nos dê a região metropolitana, vigor a UEFS, o aeroporto- atualmente submisso ao funcionamento do 2 de julho, em Salvador-, um Complexo Policial e Detran, que não estejam em ruínas, e apoio a expansão industrial.
Carecemos que a Cultura tenha voz alta, que o Centro de Abastecimento não morra. Que tudo que ficou tardio, seja adiantado; que tudo que ficou incompleto, seja terminado; que tudo que foi desordem e acordo, seja ajustado; pois, se assim não o for, continuaremos sendo os mesmos e vivendo, atrás dos burros, como nossos ancestrais.
Os testes da vacina da Oxford foram suspensas porque um paciente apresentou um quadro de mielite transversa , que é uma inflamação da medula espinhal, segundo o New Yorker Times. Ainda não se tem a comprovação dos dados, nem se sabe o que aconteceu com o paciente, e se pode ser realmente relacionado a vacina, ou uma patologia coincidente.
A mielite pode acontecer em casos de viroses- a vacina da Oxford usa um adenovírus de macaco- mas ainda não se sabe por conta do " cegamento" da pesquisa se esse paciente estava no grupo que tomou a vacina ou no chamado grupo " placebo", aquele que toma um remédio inocente. Só com a abertura dos dados teremos a certeza dos fatos.
A Universidade de Oxford está usando adenovírus de um macaco, uma experiência nova. A Johnson & Johnson está usando o adenovírus Ad26 e a chinesa CanSino o adenovírus Ad5. Já a Russia, na vacina Sputinik, está usando os dois vetores, Ad5 e Ad26, uma técnica que os outros não usam e que eles dizem dominar. Esses dois vetores são adenovírus humanos.
O presidente Putin, da Russia, diz que usou na própria filha e que ela teve apenas febre, mas há uma desconfiança mundial com os princípios de Putin, especialmente depois das fortes suspeitas que pode ter autorizado o envenenamento de opositores.
A verdade é que uma vacina leva, em média, 1 a 2 anos para ficar pronta e passar por todos os testes. Diante da ameaça da Covid houve uma corrida mundial pela vacina, mas é preciso ter testes para confirmar sua segurança, que os dados sejam publicados, que os cientistas possam analisar as publicações, para que então ela seja aplicada a população e não seja apenas a troca de um risco por outro.
Evidente que o fato vai atrasar a liberação da vacina, mas ainda é preciso aguardar, motivo pelo qual as medidas de distanciamento social e prevenção devem ser mantidas.