-
César Oliveira - 02 de Janeiro de 2017 | 17h 44
O mensalão, o petrolão, a Lava-Jato, e outras operações, colocaram de forma clara e evidente o grau de contaminação da atividade política e assombroso tamanho da corrupção nacional. As maiores empreiteiras do país estiveram envolvidas na prática de financiamento de agentes políticos e superfaturamento de obras. A maior delas, a Odebrecht, inclusive, mas seu caso é muito diferente das outras e precisa ser observado pela Justiça e pelos dirigentes do país na sua verdadeira dimensão.
O que a Odebrecht fez, em parceria cúmplice, com Lula, foi uma tentativa internacional de subversão da ordem democrática com o estabelecimento de uma rede poder com governantes esquerdistas ou sob influência de Lula, baseado na corrupção, na América Latina e África. O banco internacional criado apenas para pagar propinas; o "departamento de ações estruturadas", também, com este único objetivo; a doação de verbas para campanha, comprovada, de vários líderes da América Latina; demonstram o nível de organização empresarial dado ao esquema e a interfêrencia na política interna de outras nações.
Além disso, toda ação já confessada pela Odebrecht de como agia para MANTER Lula influente mostram, indubitavelmente, um projeto sistematizado, organizado, em que a enferma sede dos Odebrecht se pôs a serviço de um projeto ilegítimo de poder político esquerdista e vice-versa. Não eram objeto, apenas, de atos simples de corrupção em outros países, mas um processo que tinha em Lula, seu agente político, seu interlocutor e avalista.
A corrupção das demais empresas é lesiva pelo desvio do dinheiro público, mas fica aquém da simbiose criminal que uniu Lula e Marcelo, pois incluiu a manipulação democrática, a destruição institucional, o rompimento da ordem e normalidade política de vários países- muitos do Foro de São Paulo-, a utilização dos recursos do Estado para atender um projeto político ideológico atrasado, inescrupuloso, em dois continentes.
A Odebrecht/Lula colocaram em risco a liberdade e a democracia. O julgamento pela história e pela Justiça não pode deixar de levar em consideração apenas o que fizeram com os recursos públicos, mas a ameaça que foram, e que vai muito além de uma simples relação incestuosa.
-
César Oliveira - 02 de Janeiro de 2017 | 09h 35
Com esmagadora maioria o vereador Ronny faturou um segundo mandato na Câmara Municipal. Apenas Eremita foi contra. Tourinho, que chegou a sonhar com o cargo - mas que não poderia ganhá-lo sozinho-, preferiu abster-se. Além dos vereadores que permaneceram no mandato e já conheciam seu potencial administrativo, Ronny, conseguiu seduzir os estreantes, mostrando o caminho das pedras e construindo quase uma unanimidade ao seu nome, não deixando margem a Tourinho para a dissidência, diante da neutralidade do prefeito.
Aliás, Ronaldo, costuma dizer que não interfere em outro poder, embora até as poucas árvores plantadas pela Diretoria de Àreas Verdes da cidade, saibam que em Prefeitura nenhuma é assim. O fato é que Ronny emplacou um 2x0 construindo, habilmente, uma candidatura independente, levando praticamente todos os vereadores a remarem no mesmo barco e aumentando o seu cacife.
Esperemos para ver o que o Presidente vai sinalizar como ações de seu mandanto e torçamos para que os absurdos projetos de aumento de cargos não voltem à pauta nestes tempos de crise. Ronny ganhou.
-
César Oliveira - 31 de Dezembro de 2016 | 18h 55
A oposição a Ronaldo, em Feira, é um caso para estudo. É a história de um grande fracasso e da incapacidade de construir um discurso, de oferecer uma alternativa, de aglutinar forças, de sedimentar um projeto de poder que em algum momento levasse, ao menos, riscos a campanha do prefeito.
Ao invés disto, o que tivemos foi o completo esfacelamento da oposição, apatia, fragmentação, permitindo que nomes das tradicionais famílias políticas fossem conquistados, habilmente, por Ronaldo, e que outros agentes fossem afastados.
Apesar do fracasso das campanhas iniciais a oposição não mudou a estratégia, continuou fazendo mais do mesmo e se comportando como o maior cabo eleitoral de Ronaldo. Isto aconteceu mesmo quando o PT esteve no auge do poder com Lula e Wagner. Faltou ao líder Wagner decisão de intervir; faltou ao líder, Neto, a capacidade de reconhecer que não podia ser o único candidato, construindo um rosário de derrotas e buscar a formação de uma coalização mais significativa. O Estado, como exemplo, apenas, na última disputa, não conseguiu levar Geilson e tomou um a zero do prefeito, no caso do Irmão Lazaro. Um resultado incrível.
Aliás, a oposição, não conseguiu sequer fazer uma bancada de vereadoes dignas deste nome, mesmo com todo poder que teve nas mãos. E, também, não conseguiu construir um discurso sistemático, organizado, continuado, de oposição, ao trabalho do prefeito, que tem, sem dúvidas, vários pontos que mereciam e merecem discussão. A ação se tornou pontual - como no BRT-, e, por ser pontual, sem credibilidade para oferecer alternativas, não impactou.
Neto, o líder local, é um bom deputado, um ótimo prefeito estadual, com muitas contribuições a cidade- inclusive a nossa maior e mais impactante obra urbana que é a Lagoa Grande- mas não conseguiu transformar o poder que teve e ainda tem em um projeto oposicionista efetivo, agregador, confiável. Fica sob ele a maior responsabilidade pelo modelo, resultado obtido, e o futuro.
-
César Oliveira - 31 de Dezembro de 2016 | 18h 49
2016 foi o ano que Ronaldo consolidou o estilo administrativo e venceu mais uma eleição caminhando para 20 anos de domínio absoluto do poder local.
O governo de Tarcísio Pimenta- um presente que Ronaldo pediu aos eleitores-, foi uma espécie de viúva de Roque Santeiro - a que era sem nunca ter sido-, e, que, apesar das múltiplas denúncias feitas contra o prefeito, que chegou esfacelado a eleição, não resultou em prejuízo ao prestígio de Ronaldo.
Ronaldo sempre foi o favorito para esta eleição, mas um prefeito conseguir mais de 70% dos votos válidos, com sua maior aprovação após tantos mandatos é sinal de uma capilaridade impressionante. A rigor, a oposição deu sinal de vida apenas com Jairo Carneiro. As demais campanhas apenas marcaram espaço e cumpriram tabela, antes do rebaixamneto.
Tamanho domínio administrativo e controle absoluto sobre todas as demais lideranças, mantidas sob o sapato- e sem grito-, credenciou Ronaldo para ser peça do jogo sucessório baiano, seja como candidato, vice, Senador, ou futuro secretário de um eventual governo ACM Neto, afinal, ninguém larga a administração do orçamento de Feira para cumprir pauta de partido na Assembleia.
O futuro da política baiana a Deus e a Lava Jato, pertencem, mas sem dúvida que 2016 foi o ano que Ronaldo lacrou.
-
César Oliveira - 29 de Dezembro de 2016 | 17h 41
As áreas essenciais foram mantidas. Alguma supresa, apenas, com a defenestração do jovem Rafael Cordeiro que acabou de fazer um excelente Natal Encantado, mas que nem por isso permaneceu. Perdeu o cargo para o veterano e competente jornalista Edson Borges. A Secretaria de Meio Ambiente vai ficar a cargo do ativo Sérgio Carneiro, com a saída - antes de mostrar resultado -, de Maurício Carvalho, que foi para a Superintendência de Trânsito.
No mais foi apenas composição política, com indicações de um desconhecido por Lázaro e um espaço ao sol para a Universal. Com isto, voltam a vereadora Cíntia Machado e Carlito do Peixe, à Câmara.
O vice-prefeito Colbert Martins que andou falando no rádio que desejava participar mais do governo, justamente, pelo jeito trocou seis por meia dúzia e ficou com o mesmo, que é o Secretário de Cultura, Esporte e Lazer e Ildes que continuou.
Aos que compõem a coalizão vencedora resta o consolo em latim: Multi sunt vocati, pauci vero electi. Muitos são os chamados, e poucos os escolhidos.