Veja o vídeo:
Renan Calheiros disse, sobre Gleisi Hoffmann, que "conseguiu no Supremo Tribunal Federal desfazer o seu indiciamento e do seu esposo, que havia sido feito pela Polícia Federal.”
É a mais estarrecedora fala de uma autoridade pública sobre os bastidores do poder. Expõe de forma clara e vergonhosa o STF, que agora está com uma afirmação explosiva nas mãos, deixada pelo homem -bomba Renan, presidente do Senado. Inacreditável. É de lacrar as instituições do país, por absoluto comprometimento.
#UPA do HGCA em fase final e urbanização da Lagoa Grande, também.
#Abertura das avenidas laterais da trincheira da Maria Quitéria
#Projeto Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas
#As Paralímpiadas- a lição interminável
#A criativadade implacável e bem humorada do torcedor brasileiro
#Isaquias Queiroz, canoista do Rio de Contas, e maior medalhista em uma única Olímpiada
#Zive Guidice, que se demitiu da direção do MAM após exigências de gravação do Esquenta, de Regina Casé
#Claudio Vieira, que tem a cabeça virada para trás por uma doença, e vai lançar um livro
A Tribuna Feirense publica uma matéria sobre as quatro últimas eleições de Feira de Santana mostrando que em todo este período a vitória de Ronaldo foi por mais de 60% dos votos válidos, sempre em primeiro turno, mesmo quando ele não foi o candidato.
Apesar do governo do estado ter sido assumido pelo PT e convivido com todo sucesso de Lula a situação não mudou. Outras lideranças também não conseguiram construir uma oposição com possibilidade real de vitória, ou melhor, sequer de segundo turno, sendo que algumas preferiram, ou foram convencidas, a aderir ao governo.
Cabe então a pergunta: a razão deste sucesso de Ronaldo é fruto apenas de sua bailidade político administrativa, da inabilidade da oposição, ou uma combinação de fatores?
Segue sem justificativas a decisão de Rodrigo Janot, da Procuradoria Geral da República(PGR) de suspender a delação de Léo Pinheiro, da OAS. Foi a primeira vez que isto aconteceu na Lava-Jato. Segundo ele. foi pelo vazamento da informação que Dias Tofolli, do STF, citado por Léo, foi parar na capa da Veja. Embora Janot tenha dito que o anexo não havia chegado a PGR, foi desmentido pela Veja. A decisão trouxe a pergunta mais intrigante: quem vazou a delação? A maior suspeita, até o momento, é que tenha sido a própria PGR, o que é negado por Janot, embora também não tenha investigado a origem do vazamento, nem tenha cancelado nenhuma delação anterior por este motivo. O que fez esta ser diferente?
A decisão colocou em guerra franca o Supremo e a Procuradoria Geral. O Ministro Gilmar Mendes, sempre bem informado, disparou o maior petardo já visto recentemente ao acusar os procuradores da Lava-Jato e dizer que "o cemitério está cheio destes heróis", em tom acima do esperado. E que os procuradores "calçem as sandálias da humildade". Seria de estranhar disparo táo agressivo se Gilmar não tivesse certeza do alvo e dos fatos, o que reforça a tese da PGR como autora do vazamento. Por outro lado ele quer que a delação seja aceita o que refuta a tese que Janot fez isso por pressão corporativista do STF.
O silêncio de Janot, que fala, fala, mas não explica, leva a se pensar em várias hipóteses: seria vingança contra Toffoli por ter liberado o ex-Ministro Paulo Bernardo, acusado pela PGR? Favorecimento a Lula com o silêncio de Léo? Exclusão da OAS para favorecer a delação da Odebrecht? Todas as anteriores?
Seja qual for a resposta, o que se deixa antever é que há razões pouco transparentes nas ações da Justiça; que os Procuradores, incluindo Janot, pelo belo trabalho da Lava-Jato, podem achar que são os salvadores da pátria e ficarem tentados a fazer justiça com as próprias mãos, e, ao arrepio da lei; que a Sociedade brasileira anda saturada do jogo dos bastidores, de mentiras, e exigindo não ser manipulada, nem ludribiada.
O silêncio da OAS só favorece os bandidos das mais diversas estirpes. Como ele pode ir a um juiz e fazer a delação a gente só pode pedir: não cala a boca não, Léo Pinheiro.
A pesquisa Tv Subaé /Ibope confirmou favoritismo de Ronaldo, o que não é surpresa; e mostrou rejeições inesperadas, o que é novidade
O Ibope e a TV Subaé divulgaram a primeira de três pesquisas eleitorais. O favoritismo de Ronaldo- bola mais que cantada- foi confirmado. Alguns dados chamaram atenção quando comparados a eleição de 2012. Naquele ano o Ibope também fez três pesquisas eleitorais em Feira, como mostramos a seguir:
Ronaldo Neto Jhonatas Tarcisio
1ª 76% 8% 1% 3%
2ª 63% 16% 3% 8%
3ª 65% 18% 5% 4%
Rejeição 11% 34% 25% 53%
Eleição 66% 18,5% 9,2% 6,1%
Na primeira pesquisa de 2016 a largada está assim:
Ronaldo Neto Jhonatas Ângelo Jairo Leonardo
Intenção 64% 14% 8% 1% 1% 1%
Rejeição 16% 42% 17% 16% 21% 15%
Avaliação do governo Ronaldo:
Ótimo – 58% Regular 30% Ruim/péssimo 12%
Os dados de intenção de voto mostram Ronaldo estacionado no mesmo patamar com que ganhou a eleição, sugerindo que a batalha das trincheiras e o IPTU não impactaram em seu governo, negativamente, embora, também, não haja um crescimento eleitoral percentual. Naquela eleição houve uma queda de 11% entre a primeira e última pesquisa, mas isto não significa que o fato pode se repetir. Jhonatas era uma novidade, abocanhou parte dos descontentes e ficou em 9,2% dos votos, praticamente seu ponto de partida atual. Neto, que acabou com 18%, não cresceu nestes quatro anos, apesar do apoio do Estado, talvez pelo desgaste do partido. Os demais, Ângelo, Jairo, Leonardo, não eram candidatos em 2012.
O aspecto mais interessante da pesquisa vem no quesito rejeição. Enquanto Ronaldo, mesmo após 16 anos no poder, teve crescimento de apenas 5%%, menos do que se esperava pelos comentários na cidade, Neto, saltou de 34% para 42%. Ninguém pode ter esperança eleitoral com uma rejeição deste tamanho.
A gigantesca surpresa vem, no entanto, com a rejeição dos demais: Jhonatas, Leonardo e Ângelo ao redor dos 15% e Jairo com 21%. Impressiona que mesmo os que estão militando na política, continuamente, como Ângelo e Jhonatas, têm a mesma rejeição que um desconhecido, Leonardo, que tem 1% de intenção de voto, e, menor que outro que há anos não milita em Feira, portanto desconhecido do eleitorado mais novo, como Jairo, que chegou a 21%. Vale ressaltar que a rejeição de Jhonatas caiu de 25% para 17%. A explicação, claro, é que na rejeição é possível votar em mais de um o que universalizou a média, mas, também, sugere que esta média de rejeição para os candidatos da oposição não é real, nem igual, pelo menos para parte deles. A forma da pergunta acaba induzindo este resultado.
Considerando-se que apenas 12% dos entrevistados acham o governo Ronaldo péssimo e que 24% têm intenção de votar na esquerda mais radical (Neto, Jhonatas e Leonardo), voto historicamente imutável, significa que metade destes eleitores, apesar de votar na oposição, não acha o governo Ronaldo péssimo. É muito singular.
Ao juntarmos os 58% de ótimo com 6% dos 30% que acham regular chegaremos a margem de Ronaldo de 64% de intenção de voto. O 36% restante estaria disposto a votar na oposição, anular, ou votar em branco, o que dá a eleição em primeiro turno a Ronaldo.
A pesquisa não publicou a lista de bairros e há dados do questionário com interessantes perguntas que não estão disponíveis. Ela foi feita em período similar em 2012, ano no qual tivemos maior tempo de campanha. É o retrato eleitoral do momento e se alguém tiver dados diferentes é hora de botar as cartas na mesa. Não custa lembrar que o Ibope, apesar de errar muito na Bahia e outros lugares, acertou em cheio a eleição de Ronaldo em 2012.