O anúncio, pela PMFS, enfim, da duplicação da Avenida Artêmia Pires
2-
O anúncio da instalação do Hospital do Câncer no
HDPA
3-
Ação da Polícia e Ministério Público combatendo
o crime de grilagem urbana em Feira de Santana, algo que sempre foi comentado na cidade
4-
O tetracampeonato da Libertadores, ganho pelo
Flamengo
5-
O prêmio Educador do Ano, da Academia de Educação,
entregue à professora Sandra Nívia,
coordenadora do projeto que alfabetiza garis-AlgaGaris
6-
A efetiva atuação da Academia de Educação-AEFS,
produzindo seminário sobre TEA e Obesidade Infantil
7-
O aumento da expectativa de vida do brasileiro
para 76,6 anos
8-
A fundamental atuação da Casa de Apoio ao
Paciente com Câncer, em Feira.
A COP 30, realizada em Belém, transformou-se na crônica de um erro anunciado. A primeira crise surgiu com a falta de leitos de hospedagem, que levou ao superfaturamento e o protesto de diversas delegações. Esse foi, sem dúvida, um dos motivos para a redução da presença de chefes de Estado — pouco mais de 35 líderes compareceram ao encontro.
Em seguida, vieram os problemas de infraestrutura: faltou água nos banheiros da Blue Zone, houve escassez de alimentos e os poucos lanches disponíveis eram vendidos a preços abusivos. O evento também enfrentou a invasão de manifestantes indígenas, cobranças da ONU por falhas na segurança, ameaças do Comando Vermelho de explodir uma estação de energia e até o incêndio de uma van da delegação da Indonésia.
Para coroar um encontro marcado por improviso e má organização, a Blue Zone pegou fogo em um incêndio que deixou 15 pessoas feridas e repercutiu mundialmente, aprofundando o desgaste da imagem do Brasil. Assim, a COP acabou se convertendo em um fracasso com muita encenação e poucos resultados concretos.
Como disse o presidente Lula, ao comentar as críticas duras — embora pertinentes — feitas pelo premiê alemão: faltou à organização “comer uma maniçoba”.
O crime organizado mantém cerca de 30% da população brasileira sob controle, submetida a ameaças, exploração e subjugação. Trata-se de uma parcela que já não vive plenamente sob a soberania do Estado brasileiro — expressão tão em voga ultimamente —, mas sob uma lógica paralela. As organizações criminosas infiltraram-se em diversos setores da economia, como empresas de ônibus, postos de combustíveis, pizzarias, lojas de chocolate e ferros-velhos, para lavar dinheiro em larga escala. Ao mesmo tempo, ampliaram sua influência na política, na polícia e até no Judiciário, aprofundando suas conexões com a sociedade.
Na Bahia — que há mais de uma década figura entre os estados
mais violentos do Brasil —, a situação também é crítica. A PM baiana, intensificou
suas ações e tornou-se a corporação que mais mata no país. A expansão das
facções no estado está diretamente relacionada à omissão histórica do poder
público estadual, sob gestão do PT há quase 20 anos. Mesmo que as operações
policiais recentes sejam necessárias e positivas, os resultados deverão
aparecer apenas no longo prazo. Para surtir efeito, a ação precisa ser
contínua, abrangente e articulada em todo o território baiano.
No plano federal, o Ministério da Justiça tem sido
considerado inoperante diante do desafio. Pouco foi feito para conter o tráfico
de armas nas fronteiras ou para organizar uma força-tarefa capaz de estrangular
financeiramente as facções. Sem uma estratégia clara e uma liderança
comprometida com o enfrentamento do crime organizado, o esforço policial tende
a ser limitado — embora a ampliação das operações da PM represente um avanço
relevante.
A proposta apresentada pelo vereador Pedro Américo (
Cidadania) para transferir a sede da
Câmara Municipal para o prédio da Biblioteca Arnold Silva — que passa por uma
interminável reforma — é infeliz e não deve ser acatada. A Biblioteca Arnold Silva não é apenas um
prédio físico; é um espaço de memória, educação, cultura e acesso ao
conhecimento para toda a população.
A proposta evidencia
uma inversão de prioridades. Em vez de fortalecer os equipamentos culturais —
que já sofrem com carência de investimentos — tenta-se remanejá-los para
atender a interesses políticos. A Câmara vive uma desgastante situação que está
sendo apurada em inquérito ainda inconcluso. Ele versa sobre a inadequação de aplicação de volumosos recursos
pela gestão anterior, da vereadora Eremita Mota, na reforma do prédio anexo que
não foi concluída.
A cidade deve
valorizar seus espaços de leitura e promover políticas culturais de
longo alcance, e, a Câmara, deve exigir ampliação urgente e conclusão da reforma da Arnold Silva e manutenção do
patrimônio intelectual da cidade.
Quanto aos demais assuntos que ele diz estar interessado no modelo de funcionamento o que é uma preocupação coerente porque é um espaço
privilegiado, no centro da cidade, e que deve ter uma gestão moderna e um
modelo de funcionamento que incorpore as linguagens atuais que os jovens usam.
Em entrevista ao programa Linha de Frente, da TV Aratu, o ex-ministro Geddel Vieira Lima — condenado pelo caso das malas com R$ 50 milhões encontradas em um apartamento em Salvador — afirmou que já pagou pelo crime, conforme exige a lei brasileira, e que pretende continuar sua atuação política, embora não deseje ocupar outro mandato. Para ele, trata-se de “um episódio superado”.
Geddel declarou ter sido pressionado a fazer delação, mas afirmou que, por questão de caráter, jamais aceitaria, pois queria “sentir-se bem consigo mesmo”. Em um dos momentos mais marcantes da entrevista, disse que, “do ponto de vista político, não há nenhum político da Bahia, e muito menos do Brasil, que possa apontar o dedo” para ele.
Segundo o ex-ministro, diante do atual modelo de financiamento de campanhas, “nenhum político tem condições morais de apontar o dedo” para ele. Usando uma expressão retórica, afirmou que “por trás de todo paladino da moralidade existe um canalha”.
Ele contou ainda que, quando foi preso, todos desapareceram, como se sua casa fosse “parte do vale dos leprosos”. No entanto, após seu retorno, o local “parecia o Santuário de Aparecida” devido à romaria de políticos que buscavam seu apoio eleitoral.
Geddel afirmou também que aceita críticas, mesmo duras, mas advertiu que ninguém deve “bater”, pois, se isso acontecer, “vai levar”, já que ele se considera destemido.
A entrevista completa está disponível na TV Aratu.