Quando a Brigaderia Belga surgiu, há 12 anos, em uma pequena loja na transversal da Avenida Getúlio Vargas, o sucesso veio do boca a boca por seus brigadeiros originais e saborosos. Eu mesmo me tornei um cliente habitual, afinal, um pouco de pecado da gula não faz mal a ninguém.
Com o crescimento, a loja expandiu-se e mudou para um espaço muito maior. Agora, a empresa inicia uma nova fase sob a gestão do Grupo Encanto Regional, liderado pela empresária Myrthes Lavigne.
A confeitaria vive um momento de expansão e tem previsão de inaugurar sua primeira loja física em Salvador até dezembro deste ano, com um investimento de R$ 4 milhões. A fundadora, a empresária Luciana de Oliveira, continuará atuando internamente, coordenando a equipe de criação.
Ficamos na torcida pela manutenção da torta de chocolate com banana e a pipoca com pé de moleque.
Vivemos tempos de uma desumanização brutal — ou ela é a
mesma de sempre, mas com voz nas redes — que vibra com o câncer de um
adversário, o tiro na orelha, a facada, a bala fatal de rifle no pescoço. Pessoas de nível intelectual diferenciado
celebram como um selvagem primitivo diante de sua caça — o animal em vantagem
porque se move apenas pela fome — sem o menor pudor, receio ou nojo de si
próprio. Ouvi gente dizer que o que morreu 'já tinha ido' e que o preocupante
era existirem milhares como ele. O horror, o horror — para lembrar Conrad, em O
Coração das Trevas — não tem privilégio ideológico. Gente de ambos os lados
comandaria, sem ruborizar, o totalitarismo, campos de extermínio e fuzilamentos
de adversários, jogando os corpos com uma carregadeira em 'uma vala comum',
como disse um certo político recentemente. A esquerda, no entanto, o faz alegando ser uma virtude, unindo a
miséria moral ao cinismo pessoal e de sua ideologia.
A democracia é a vítima do estupro validado pela causa, como
se suas vestes fossem a culpada e a razão que autoriza a violência. Na verdade,
a violência está dentro de cada um que busca na motivação de fora a libertação
da falta de empatia e moral pantanosa que carrega em si. O adversário deve ser
combatido, desgastado, confrontado, enfrentado, não eliminado fisicamente. A
nossa luta deve ser constante para que escolhas mentais doentias não nos
contaminem. Diante do abismo do ódio, devemos fincar os pés e resistir a essas
ações, a esses aplausos que justificam que o outro lado faça a mesma escolha e
execute a mesma violência. O que desejo a um adversário valida reação igual de quem discorda de mim. Não é uma escolha
puritana ou fácil, mas um exercício que é exigido de todas as nossas forças
para que existamos em sociedade e para que nossa própria existência tenha algum
significado!
Segundo o colunista Lauro Jardim ( O Globo) a Rede Sol Fuel
Distribuidora soma R$ 424 milhões em contratos públicos. Ela pertence
ao empresário Valdemar de Bortoli Júnior, um dos alvos da
Operação Carbono Oculto, conduzida pelo MP-SP, PF e Receita Federal.
Ela abastece veículos e
aviões da Presidência da República a ministérios da Fazenda, Defesa e Saúde
passando pela PM do Rio de Janeiro. A Rede Sol, de acordo com as investigações,
foi comprada pelo fundo Mabruk II, por R$ 30 milhões — o que a empresa
nega. O fundo é um dos investigados na Carbono Oculto como um dos
financiadores das aquisições do PCC no mercado de combustíveis.
A seguir os contratos
mais importantes.
1-Presidência
da República, no valor de R$ 3,1 milhões, para abastecimento de combustível dos
veículos da presidência e das residências oficiais.
2-Comando da Aeronáutica, no valor de R$ 154
milhões, para fornecimento de querosene de aviação.
3-Ministério
da Fazenda, no valor de R$ 1,31 milhão, para fornecimento de combustível.
4-Ministério
da Saúde, no valor de R$ 330 mil, para o fornecimento de óleo diesel.
5-PM do Rio, no valor de R$ 148 milhões, para fornecimento de gasolina comum à corporação
É preciso que as investigações esclareçam todo o elo da facção com empresários, com os governos e empresas financeiras.
Um estudo acaba de mostrar que 11% da população baiana vive
em estado de " insegurança alimentar", um eufemismo para fome. No
Nordeste esse número chega a 21%. A situação mostra que a fome não foi
erradicada e que ainda impacta de forma significativa a vida das pessoas como
divulga o governo federal. A Bahia, felizmente, tem um índice menor do que o
Nordeste.
O pesquisador Silvio Porto, ex-membro da CONAB, destaca, no entanto, que é possível inferir que o fato de a Bahia ter uma população rural ligada à agricultura familiar camponesa contribui para esse cenário. “No caso específico da Bahia, possivelmente, nós temos uma capacidade de autonomia alimentar, ou uma relação de produção e disponibilidade de alimentos nessas residências rurais talvez mais vantajosa. Estou dizendo talvez porque precisaria ser efetivamente aferido”, afirma.
A fome, em um país com uma produção agrícola tão significativa, é um retrato da nossa incapacidade de atender de forma signficativa as necessidades básicas da população.