Vez
por outra a humanidade pare um gênio. Um deles se despediu hoje deixando o
mundo – eu, inclusive- emocionado. Alguns tentarão medir sua performance
enumerando total de gols, assistências, títulos; outros inventarão poréns na
tentativa infame de reduzir sua majestade e cairão fulminados como zagueiros
driblados inapelavelmente por Pelé. Ele é rei porque era perfeito em todos os
fundamentos- velocidade, salto, drible, mente, cabeceio de olhos abertos-, massacrante na busca da meta alheia, fera
acuada que reagia por qualquer ameaça de
derrota. Tudo isso sem a megaciência que rodeia a formação de um atleta
atualmente. Celebridade sem arrogância, fenômeno individual sem desprezo ao
coletivo, símbolo de chuteiras com perfeita intimidade com as passarelas da
fama. Ao elevar o futebol dos seus rudimentos à apoteose a arte de Pelé abriu
portas, destrancou universos, inaugurou mercados, deu status a um país. Todos, depois
dele, lhe são devedores da dimensão e encantamento que sua mágica habilidade conferiu
ao futebol. E só isso já seria uma obra monumental.
Ninguém
foi tão universal, curvou reis, rainhas, papas, presidentes, famosos, como ele.
Mas tudo isso são molduras, composições ao redor do maior maestro da bola de
todos os tempos. Dos já existidos e dos por existir. O que há em Pelé, para ser
lembrado, é aquele instrumento bárbaro e
incomparável, implacável, terreno e divino, capaz de na mesma conjunção arruinar
adversários e erguer vitórias para os seus: o talento inigualável para inventar
caminhos- muitos, nunca antes navegados-
para o gol. A bola fez de Pelé seu peregrino de devoção.
Nunca
houve quem matasse a bola no peito como Pelé, pois ali era o regaço natural
dela, a estação de embarque rumo às redes. Nunca houve quem imaginasse o nunca
imaginado como ele fazia com ela- em eterno galanteio- para executar o drible
como uma dança na ponta das sapatilhas diante de um touro enfurecido. Pelé extirpou o pueril do jogo em nome dos
torcedores extasiados. Guardaremos- órfãos que somos desde que parou de jogar-
o chute do meio campo para encobrir o goleiro adiantado, o fenomenal,
fenomenal, drible de corpo no goleiro uruguaio como a tese completa de uma obra-
a humilhação da criação no maior lance do futebol de todos os tempos. Sim, o lance não foi gol, para não tirar a
beleza bruta, visceral, definitiva, do gênesis. Pelé, mais uma vez, digitava poemas com os pés.
Não
há lugar, portanto, para o Rei morrer enquanto uma bola – de meia, de plástico,
de couro- correr nos pés sonhadores de um jogador, mas o Criador, se tiver bom
senso, deve estar preparando alguma várzea lá no céu para aprender como se faz com
sua criatura. Vá em paz, meu Rei.
Gé, gersinho, lampreia, cobreira
Quem te escreve hoje são aqueles que
você ajudou a formar!
Você esteve nas nossas vidas por 5
anos, bem naqueles anos difíceis da adolescência, dos problemas familiares, das
picuinhas em sala de aula- a guerra do ar condicionado, das incertezas sobre o
futuro, e ao mesmo tempo do peso da responsabilidade no 3° ano. Nesse momento,
você se tornou um conselheiro, amigo e quase pai, que acreditava mais no nosso
potencial do que nós mesmos!
Falar de Gersinho é ter certeza de
aula boa, didática e também de boas risadas, com seus apelidos, desenhos e
brincadeiras. Gersinho não se contentava com as notas ruins, ele sempre
perguntava: “o que aconteceu minha (meu) bichinha (o)?” e marcava para revisar
a prova só com você. Ele é daqueles que não deixa ninguém para trás!
Quando nos recordamos desses anos, é
impossível conter o sorriso e o sentimento bom que invade o coração! E o nome
desse sentimento é gratidão. A gente foi feliz aprendendo química, dá para
acreditar?
E se tem um mestre que temos saudade,
esse é você!
Gé, hoje a gente não questiona Deus, a
gente agradece a oportunidade de ter tido alguém tão incrível em anos tão
importantes das nossas vidas! A gente
agradece por ele ter trazido ao mundo um ser humano tão especial como você, e
com uma missão tão linda, a de educar e formar pessoas melhores paro mundo!
A gente reza para que mesmo a
distância você sinta o nosso amor e carinho, que você se apoie nas orações de
todos e seja fortaleza! Porque por muitas vezes você foi esse porto-seguro.
Deus sempre foi contigo e não te
desamparará!
Um abraço bem apertado dos seus
eternos alunos!
Após longa temporada servindo apenas a voos particulares o aeroporto de Feira Santana voltou a receber voos regulares para Recife, aproveitando o hub aéreo instalado por lá. Ao mesmo tempo, a nova empresa detentora da concessão fez uma necessária ampliação e requalificação do Terminal do Aeroporto melhorando o acesso ao usuário. O governo do estado, no entanto, tem cozinhado o Aeroporto de Feira em banho maria sem concluir as desapropriações necessárias e exigidas pela ANAC o que tem sido um entrave.
Nesse meio tempo um caminhão de desculpas fajutas e sem fundamento, incluído a distância de 100 km para Salvador, tem sido apontadas para a subutilização do mesmo, como chegou a dizer o novo ministro da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa. A Tribuna Feirense já mostrou em uma edição exclusiva que um estudo da ANAC feito no governo Dilma apontava um potencial de mais de 200.000 passageiros/ano em nosso Aeroporto, sendo que ele se torna viável a partir de 60.000 passageiros/ano.
O motivo real de não termos avançado é porque isso irá retirar um significativo percentual do Aeroporto 2 de Julho (temporariamente nominado de Luís Eduardo Magalhães) e os tempos de crise e pandemia não foram dos melhores para a malha aérea. Com o fim da pandemia e a volta dos voos a todo vapor esse impacto deve ser menor o que torna essa possibilidade mais real. É inaceitável que continuemos a ter de passar uma cuia de esmoler para termos nosso Aeroporto funcionando. Vale lembrar que já tivemos voo para Campinas ( e nem estamos falando de voo direto para Guarulhos) permanentemente lotado.
Argumenta-se que voos precisam ser desviados para Salvador, algumas vezes, por redução de visibilidade o que aumentaria os custos, por isso seria necessário ter um IFR que permite permite decolagens, aproximações e pousos mesmo com pouca visibilidade. Nós apontamos o custo quando fizemos a edição passada, mas não o temos atualizada. Vamos buscar essa informação para sabermos a real dimensão do problema, mas digo desde já, que não é algo inviável para o Estado. Aliás, em Campina Grande, um equipamento mais sofisticado foi viabilizado por emenda parlamentar.
O que
precisamos é de uma mobilização total da sociedade feirense, entidades
comerciais, políticos, para que mais uma vez esse reinício não passe de um voo
de galinha. Feira precisa e merece voar.
O
plenário do TSE rejeitou por unanimidade
um pedido da Federação Brasil da Esperança ( PT, PV,PCdo B) para que Moro fosse
impedido de assumir a vaga de senador pelo Paraná.
Os
partidos alegavam que o ex-juiz da Lava-Jato havia desobedecido, em abril, o
prazo adequado para se filiar ao seu partido mas os ministros rejeitaram o
pedido. O TRE por sua vez aprovou as
contas de campanha do ex-juiz. Ambas foram tentativas de impedir a posse do ex-juiz que combateu a corrupção e prendeu inúmeros corruptos durante a Lava-Jato.
Moro foi
eleito para o primeiro mandato no Senado, com 33,5% dos votos válidos. Ele
superou Álvaro Dias e Paulo Martins, o nome indicado por Bolsonaro para a disputa.
Moro foi
perseguido de todas as formas durante a campanha pelo PT e por ações do TCU
liderado por Bruno Dantas. O ex-juiz
eleito por quase 2 milhões de votos estará no Congresso e espera-se que ele
seja um defensor das pautas que a Sociedade deseja ver aprovadas como o fim do
foro privilegiado e a prisão em segunda instância.
Após dois longos anos fechado o Museu de Arte Contemporânea (MAC) está sendo reaberto pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana. A ação foi um pedido dos artistas encaminhado ao poder público que não mediu esforços para retomar aquele espaço que tem uma localização privilegiada, e produz eventos de forma muito dinâmica e continuada. O espaço é muito apreciado pelos artistas em seus lançamentos pela facilidade de acesso, pauta democrática e custos acessíveis para realizar eventos que ajudam a divulgar a cultura feirense. A presidente da Fundação Egberto Costa, Cleane Oliveira, conseguiu realizar as melhorias e reparos necessários para entregar novamente o equipamento ao público e aos produtores de cultura na cidade. Além disso, ela manteve contato com diversos artistas para realizar esse evento inicial.
Ao mesmo tempo, a Secretaria de Cultura, através do Secretário Jairo Carneiro, tem afirmado que vai retomar a realização de eventos além dos que já estão ocorrendo.
A cidade agradeçe o esforço de todos pela retomada das ações culturais em Feira, um setor que vinha sofrendo muito desde o ínicio da pandemia. O trabalho terá de ser firme, bem articulado e integrado para que Feira retome a dimensão cultural que tem e merece.