Após bastante espera, o prefeito Colbert Martins escolheu o cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia, Edval Gomes, como novo secretário Municipal de Saúde.
Além da atividade no Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA), Edval é professor de Cardiologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e médico do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). Tem experiência como coordenador da Regional da Sociedade Bahiana de Cardiologia e bastante respeito entre os colegas, pelo bom trânsito e sólida formação científica.
Por convivência no curso de Medicina da Uefs, sei que tem potencial de articulação e resolução de problemas, sendo bastante pró-ativo.
Foi uma boa escolha para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), gerando expectativas bastante positivas de melhoria dos vários aspectos da assistência à Saúde.
Colbert Martins escolheu Anaci Paim para a Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e criou a chance de fazer história em um setor que nunca conseguiu avançar pedagogicamente, como deveria ter acontecido em uma gestão tão longa.
A educação municipal avançou em infraestrutura, mas nunca conseguiu atingir as metas programadas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), pois essa é uma situação condicionante, mas nunca a principal, em produzir aprendizagem.
Ao escolher Anaci, Colbert tem a chance de produzir um avanço histórico e a ex-reitora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) tem a oportunidade de mudar o patamar da educação pública feirense.
Com a experiência de ex-gestora de universidade pública, de ex-secretária Estadual de Educação e de sua ligação com a educação privada, Anaci tem bagagem, conhecimento e potencial suficientes para fazer um trabalho em que os aspectos pedagógicos sejam, finalmente, o foco dominante da aprendizagem, permitindo que a Educação mostre resultados significativos e se torne um bem real de nossos cidadãos.
Colbert marcou um grande gol, nessa escolha.
Mais de 12,34 milhões de pessoas, em todo mundo, já estão vacinadas contra a Covid-19. O país mais eficiente em vacinação é Israel que já vacinou 10% de sua população de 9 milhões de habitantes. Os países da Europa, América e China já estão vacinando em ritmo considerável. O Brasil, no entanto, segue sem previsão definitiva de data para começar a vacinação em parte por culpa do governo do presidente Bolsonaro, um negacionista desprovido de empatia, que não fez acordos prévios com a indústria farmacêutica e submete os brasileiros ao atraso, e a vidas perdidas. A licitação para comprar seringas- também atrasada- não teve sucesso.
Enfim, enquanto o mundo avança nós permanecemos derrapando no pântano da estupidez.
Na disputada eleição da Câmara de Vereadores, parece ter havido uma reviravolta, nas últimas horas, com Fernando Torres conquistando quatro votos do adversário.
É claro que, assim como o futebol, o “jogo só termina quando acaba”. E nada, por enquanto, é definitivo, mas os movimentos mais recentes sugerem que a eleição deu uma virada. E Fernando Torres pode ser o novo presidente da Câmara.
Depois da mais politizada e disputada eleição dos últimos 20 anos, o feirense, que se dividiu entre um voto de cansaço da manutenção do mesmo grupo no poder – uma clara sinalização – e a vontade de permanecer com o que acha que está dando certo, mostrando a divisão do eleitorado, aguarda, com ansiedade e expectativa, a disputa pela Câmara Municipal e o Secretariado de Colbert.
No paço municipal, a disputa entre Fernando Torres e José Carneiro promete dias de emoção, afinal, há muitos novatos e uma oposição mais fortalecida do que a pasmaceira de antes. Também não se sabe quanto Torres quer investir, de esforço pessoal, na disputa. Certamente, há muitas conversas, em vários recantos da cidade.
A outra expectativa é se haverá mudanças no Secretariado ou se tudo ficará como antes, no quartel do Acalanto. Evidente que pesará, de forma significativa, a influência do ex-prefeito José Ronaldo. E Colbert precisará equilibrar o verdadeiro espaço, que poderá chamar de seu, e o espaço dos aliados, que garante a governabilidade.
No burburinho político – que vai de Feira a Guarajuba –, o que mais se comenta é que, à medida que os dias passam, mais vai refluindo a possibilidade de mudanças, mesmo em áreas que, nitidamente, tiveram um desempenho aquém do que a cidade espera, o que ficou retratado nos votos que a oposição conquistou. Quem ganha, no entanto, sempre pode alegar que se ganhou, foi porque estava tudo certo.
Há muita fumaça no ar, mas, contrariando o velho ditado, nem sempre onde há fumaça, há fogo. É aguardar para ver.