Um encontro de uma hora entre o Presidente Bolsonaro e o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, injetou algum animo no projeto de reforma da Previdência. Sem o apoio e empenho de Maia o projeto se torna de alto risco para aprovação. Maia é o principal articulador entre os deputados e sem seu apoio o projeto fica natimorto. Ao que parece as declarações intempestiva de ambos os lados foram sanadas e Bolsonaro disse que a relação está 100%.
Quanto melhor a relação entre os dois maior a chance de sucesso da fundamental reforma.
A notícia revelada pelo Ministro da Educação que o ENEM não terá questões ideológicas e sim técnicas, foi o maior avanço do ano. As questões das edições anteriores do ENEM tinham um franco contéudo ideológico, ou de costumes, fugindo do real objetivo da prova que era medir e selecionar alunos para ingresso na Universidade, por conhecimento técnico.
A revelação da mudança de perfil recoloca a educação em uma trilha promissora.
É absolutamente inconcebível que alguém não vacine um filho contra sarampo, uma vacina segura. A vacina acabou com as devastadoras epidemias que tínhamos, mas a falta de cobertura individual favorece o reaparecimento de uma doença que estava extinta. A divulgação de boatos sem fundamento científico sobre vacinas e o movimento contra a vacinação são dois dos piores traços da recusa em vacinar as crianças.
Do jeito que vai a mente humana, nem será preciso o meteoro
Por 48 votos a 18, o governo aprovou a Reforma da Previdência da Comissão de Constituição e Justiça. Foi o primeiro passo da longa caminhada do projeto. O placar, no entanto, surpreendeu pela diferença. Todas as notícias apontavam uma profunda desarticulação da base do governo, ausência de votos, mas o que aconteceu foium atropelo da oposição que ficou longe da vitória apesar de todo barulho e comportamentos os mais destrambelhados possíveis, quando não, indecorosos, como o do deputado filho de Zé Dirceu.
Agora, é esperar os próximos passos, porque a crise continua voraz.
A metralhadora- para usar uma imagem que lhe é atraente- tuiteira, de Carlos Bolsonaro, o vereador nacional, contra o vice Mourão, de intensidade e virulência acima do que se imagina entre partidários deixa inquietantes questões no ar.
É difícil crer que o faça sem o aval do pai, portanto, pode ser ordem direta para desgastar o vice, ou um jogo de morde e assopra do presidente contra ele, e militares, por extensão.
Certa vez ao aconselharem Stalin a moderar a mão contra os católicos para não desagradar o líder máximo da Igreja, Stalin perguntou: e quantas divisões ( tanques) tem o Papa? É o caso de perguntar-se: quantos aliados tem Mourão? Conspiradores nas Forças Armadas? Políticos saudosos do toma lá da cá, no Congresso? Mourão estaria tramando o impeachment do Presidente, um caso de explícita traição?
Será que Mourão está sendo usado apenas para que Bolsonaro exerça a velha tática do " inimigo externo", com um exemplar doméstico? Será que Mourão está sendo atacado apenas porque seu perfil educado, articulado, poliglota, serve de confronto a Bolsonaro, como um militar diferenciado? Será que é o jogo de 2022, já sendo jogado? Ou será que tudo isso é um jogo de cartas marcadas, em direção a um projeto de poder diferente do eleito?
São muitas questões e inquietações.A única coisa que não consigo acreditar é que tudo isso seja apenas fake-news de principiantes no exercício do poder