O Brasil tem uma pauta: a reforma da previdência, mas o governo deixa que corra ao acaso, pois, não tem ninguém se dedicando a essa articulação de forma profissional- seja lá o que isso queira dizer nos bastidores do Congresso-, e coloca em risco sua sobrevivência e de Paulo Guedes. Sabotadores, no entanto, estão em todo canto. O Brasil precisa da reforma- com alguns ajustes-, mas é ela ou o caos.
Em uma decisão questionada largamente pelos juristas o presidente do STF decidiu investigar e processar quem ele julga que fez ofensas à Corte. O caso fere a praxe em que o pedido parte do Ministério Público. Em verdade, o Supremo irá acusar, investigar, julgar, punir. O alvo, a princípio, são Procuradores, fiscais da Receita, autores de vídeos, entre outros.
A respeito do ato o Procurador Vladimir Aras escreveu em seu Twitter : "A investigação criminal aberta esta semana pelo STF e que será conduzida por um de seus eminentes ministros é inconstitucional,porque ofende o sistema acusatório (separação de funções) e o princípio da inércia do Judiciário, além de violar o Regimento Interno do Tribunal Supremo"
E completou: "Ademais, a investigação descumpre a Resolução 564/2015 do próprio STF, cujo art. 2º dispõe: “§ 2º Nas demais hipóteses, o Presidente poderá requisitar a instauração de inquérito à autoridade competente.”
"Tal resolução da Suprema Corte corrigiu a inconstitucionalidade do art. 43 do Regimento Interno do STF que antes autorizava investigações de quaisquer fatos ilícitos, ainda que não cometidos *nas dependências* do Tribunal"
É evidente que isso é uma ameaça a democracia, uma ofensa a liberdade de opinião, uma tentativa de intimidação. Toffoli - aquele que chegou ao Tribunal sem ser aprovado em um concurso, e após advogar para o PT-, quer passar de guardião a violador da Constituição para proteger biografias nada ortodoxas do Tribunal.
Depois fica reclamando quando alguém diz que o STF se resolve com um jipe, um cabo, e um soldado.
Os detalhes da investigação do caso Marielli revela uma extensa e trabalhosa operação com a checagem de milhares de dados, celulares, automóveis, e investigados, até que os autores do crime fossem identificados. Evidente que essa descoberta traz riscos aos possíveis mandantes e coloca sob foco o milionário negócio de tráfico de armas e votos entre milicianos, políticos, policiais corruptos. Não é fácil mexer em tal vespeiro.
Estranhamente, após resultado positivo, o governador do Rio decide afastar o delegado responsável pela elucidação do crime, ferindo toda e qualquer lógica de investigação.
Existe, evidentemente, razões que a população desconhece para essa mudança e esse é mais um mistério a ser esclarecido sobre o bárbaro crime.
Com a bolsa batendo recorde de pontos essa semana e o leilão finalizado hoje de 12 aeroportos com arrecadação de R$2,1 bilhões, o governo começa, enfim, a colcoar em prática as promessas ecnomicas da campanha. O valor é um sinal de confiança dos investidores estrangeiros.