O governo vai, enfim, suspender o horário de verão, apoiado por poucos, renagado por muitos e descartado, agora, por não apresentar mais a redução esperada do consumo de energia.
Ficará só na memória dos verões passados.
O ex-presidente Lula tem uma trajetória de vida impactante: de retirante a líder sindical; de líder sindical a presidente da República; de presidente a presidiário condenado por comandar o maior projeto de poder baseado na corrupção já visto no Brasil. Não é pouca coisa, ir de mais popular e populista líder a um condenado, cujos processos ainda não terminaram. Chefe absoluto e implacavel do PT - seu partido e feudo- e que ninguém ousa contrariar, ele comandou a campanha do seu escolhido, Haddad, de dentro da prisão e teve um desempenho significativo. O ex-presidente e sua defesa insistem na tese da perseguição política, algo que apenas os militantes profissionais e aqueles que Nana Caimmy apontou em entrevista serem seus " admiradores", ainda acreditam. A recente prisão de Temer ajudou a desmistificar ainda mais essa tese.
A medida que o tempo passa, e hoje completa-se um ano de sua prisão, cada vez mais se revela o pantâno político e administrativo em que o ex-presidente e seu partido nadaram de braçada.
O discurso de " Lula Livre" ainda persiste, mas cada vez mais vai se tornando um grito preso atrás das grades.
O Ministro da Economia Paulo Guedes não é exatamente um negociador político embora goze de elevada referência técnica. Como mentor da proposta da Reforma da Previdência ele foi a uma Comissão(CCJ), na Câmara dos Deputados, explicar a proposta. Depois de 7h de debates o deputado Zeca Dirceu (PT) disse que o Ministro de Estado era um "tigrão" quando tratava da aposentadoria dos pobres, mas era"tchutchuca" quando mexia com a turma mais privilegiada do nosso país.
Guedes reagiu e a sessão acabou em tumulto. Evidente que um deputado não pode se dirigir assim a um Ministro de Estado e o objetivo foi tumultuar, criar conflito, atrito, tentar desvalorizar a apresentação da proposta, pouco importando se era bom para o país ou não, afinal, ele é filho do condenado José Dirceu, o terrorista da esquerda, treinado em Cuba.
A reforma da Previdência cada vez mais se consolida com uma necessidade entendida por todos, o que faz com que ela tenha vida própria. A apatia dos líderes do governo e do próprio Presidente é que faz com que ela corra riscos, pois, todos sabem que sua falta irá quebrar o país, novamente. Evidente que certos pontos precisam ser corrigidos, mas sua aprovação é uma necessidade imperiosa.
Essa semana, Bolsonaro começou a receber líderes dos partidos para construir uma base parlamentar. Esperamos que o tuiter do feroz Carlos( o filho), ou do próprio, não destrua esse mínimo espaço de conversa que está sendo construído.
O suposto guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, que se manifesta com pornográfica desenvoltura e guerras particulares, se acha o maior eleitor do Presidente, e resolveu tomar posse do MEC. O Ministério vive em pé de guerra entre os Olavistas, os generais, os técnicos, e mais o perdido Ministro Velez, que fala mais besteiras do que seria tolerável para um Ministro da Educação. Agora, no entanto, Olavo, que odeia ser chamado de ex-astrológo, passou a ofender os generais de todas as maneiras, com palavras e tom de baixo nível.
Os generais tem exercido salutar ponderação no governo Bolsonaro e tutelado as ações mais radicais, ideológicas, messianicas, no governo. É possível que, por isso, Olavo os esteja atacando, pois, funcionam como um ponto de resistência às suas intenções.
O probema é que Bolsonaro leva o problema em banho maria, não defende seus generais, e nem bota limites nas ofensas. Evidente que podem haver outros motivos, mas essa carga de guerra contra os generais funciona como tentar jogar gasolina, atiçar a irritação dos militares. Não se sabe exatamente quem pode ganhar com o circo, se ele pegar fogo.
O país continua preso a uma agenda que rende muito debate e pouco resultado- não só por culpa do Presidente, mas também de uma imprensa que se encontra perdida desde a eleição e não consegue encontrar um caminho-, não estamos tendo a devida atenção as questões mais sérias da nação. Aliás, acusado de divulgar fake-news Bolsonaro viu a campanha de seu adversário, Haddad (PT)ser multada por ter contratado a divulgação de notícias falsas contra seu adversário. Uma pancada na hipocrisia.
Enquanto vive-se o suspense da aprovação da Previdência( aliás, apoiada pelo governador Rui Costa, desde que haja algumas modificações) e do pacote anticrime de Moro, o Ministro da Infraestrutura, toca realmente uma agenda liberal com a concessão ou arrendamento de aeroportos, portos e ferrovias, essenciais ao desenvolvimento nacional. Um Ministro que não perde tempo com bobagem, não fica debatendo inutilidades e que cumpre uma agenda.
Tem sido o melhor até agora.