É sempre claro que alguns podem dizer que a falta de conhecimento jurídico pode fazer com que alguns comentários sobre atos do STF sejam mal interpretados, mas é difícil convencer que, sistematicamente, todos os julgamentos de juízes da primeira instância ou denúncias da PGR, sejam sem fundamentos. Do mesmo modo, a compreensão da ética, não exige formação jurídica para entendimento.
Também, entender que uma decisão de uma turma do STF, não deve, nem pode, contrapor-se a uma decisão do pleno do Suprema Corte, não exige nenhuma especialização no assunto. A fúria libertadora da Segunda Turma- liderada por Gilmar, Marco Aurélio, Toffoli, Lewandowski- ultrapassa todos os limites dessa compreensão, desmoraliza o pleno do Tribunal, ofende as decisões coletivas dos demais Ministros e joga um país em uma perigosíssima impunidade.
É impossível que os Ministros do STF não tenham qualquer tipo de limite ou controle. Nenhum país suporta uma Suprema Corte protagonista, política, e defensora de violadores da lei. É uma ameaça extraordinária à democracia e ao futuro do país.
ACM Neto se propôs a ser o líder da oposição, herdeiro do império e marca do carlismo na Bahia. E começou bem, emplacando a recuperação da Capital, ao se tornar prefeito, e fazer obras que deram um novo visual a cidade turística de Salvador. Isso o credenciou a sonhar com o cargo de governador, uma expectativa natural, e ansiada pela parcela da população e políticos que são contra o PT. Aí veio o 7x1, ao desistir na undécima hora, da candidatura a governador que vinha sendo trabalhada e jogar o pepino no colo do bem avaliado prefeito de Feira, José Ronaldo, que, logo de saída, teve o trabalho de construir a chapa, até agora, aliás, não finalizada.
Essa semana, em um cometário, o deputado Carlos Geilson, apontou que Ângelo Coronel só será candidato a Senador na chapa de Rui Costa porque é presidente da Assembléia, e só é presidente da Assembléia porque teve o apoio e votos de ACM Neto. Recentemente, também, notícias circularam que Neto enxergava o DEM próximo ao desastre Ciro Gomes, que apresenta uma agenda tão caótica quanto grosseira, e longe da renovação que ele próprio parecia simbolizar na política.
Agora, uma notícia diz que ACM Neto começou a ajudar José Ronaldo, em Salvador. A ação só veio depois de muitas críticas que disseram que ele estava fazendo corpo mole e não estava suando a camisinha bem passada pelo seu candidato. Ao que parece, ele esteve visitando umas lideranças comunitárias lá por Cajazeiras. A verdade, é que começa tarde, que deveria estar fazendo o triplo, pelo buraco negro em que jogou a oposição, e agindo pró-ativamente e não após cobrança.
Ao que parece, não tem sido felizes os passos do prefeito, em sua liderança. É tolice Neto imaginar que sairá ileso, se Ronaldo perder, porque terá sido Ronaldo que perdeu. Ao contrário. Se ganhar, terá sido Ronaldo que ganhou; se perder, Ronaldo terá sido corajoso e solidário ao se oferecer para o sacrifício e a assinatura autoral da derrota terá sido do prefeito da capital.
Senadora de longa trajetória na política, sempre ligada a partidos de esquerda, ex-prefeita de Salvador, Lídice da Mata, sempre teve uma postura coerente com suas posições ideológicas, ainda que suas escolhas possam ser questionadas. Aliada histórica, Lídice, acaba de ser descartada pelo governador Rui Costa, na composição da chapa ao Senado, em troca de uma vaga para os novos aliados, como Coronel, presidente da Assembleia Legislativa e da cota de Otto Alencar.
É a "real politick" ou o pragmatismo eleitoral. Nestes tempos de empoderamento feminino o governador optou por tirar a única mulher da chapa, afinal, tem o direito de escolha. Como efeito colateral faz Lídice provar do mais implacável remédio do poder: ser sugada e depois descartada.
Será amargo seu despertar.
A intervenção federal no Rio de Janeiro já passou de 4 meses, sem apresentar uma proposta de trabalho ou modificar a sensação de segurança do carioca. Do mesmo modo, apesar de todos os recursos, a morte da vereadora Marielle passa dos 100 dias sem uma definição da autoria do crime.
A verdade é que a mudança da criminalidade passa por fatores multicausais e, por isso, apenas a intervenção federal, sem mudança jurídica, política, policial, do estado, e sem um projeto definido, não parecer ser resposta para o problema da violência.
É só gasto de recursos.
O Brasil venceu a Costa Rica após o tempo regulamentar. A partida teve um pênalti a favor do Brasil, anulado, após o juiz consultar o VAR, o árbitro de vídeo. O juiz viu que Neymar simulou, exagerou no teatro, um vício que acompanha o craque e que está se tornando sua imagem no futebol. Além disso, irritado, deu um soco na bola e levou um amarelo de um juiz implacável e que não se intimidou com o craque. Antes, ele já havia feito uma séria advertência oral a Neymar que passa o jogo simulando faltas e quedas. Ao final, após empurrar uma bola livre para o gol, Neymar chorou, diante da televisão. O choro parece um desequilíbrio excessivo para um segundo jogo de Copa e tomara que não seja um mau sinal do estado emocional do time, mas ficará como imagem marcante se a seleção for campeã.
Dessa vez, Tite, arriscou mais nas mudanças e o time ganhou gás e desempenho no segundo tempo, mas não conseguia finalizar corretamente. Ficasse no tempo normal teríamos saído com um amargo empate. O que nos salvou foram os sete minutos de acréscimo que foram dados e nos quais fizemos os dois gols, que salvaram o time. Felipe Coutinho, discreto, foi o jogador mais eficiente , como na partida anterior, que salvou a manhã, abrindo o placar.
Esperamos que as lições sejam assimiladas e o sofrimento sirva para melhorar ainda mais o coletivo do time. Não está de todo ruim, mas vamos sofrer um bocado.