A vida tem se tornado dura, exigindo um grau de esperteza que margeia o limite da desonestidade; e um grau de desconfiança, que só deveria existir nos sistemas de espionagem, mas que acabamos exercendo contra tudo e contra todos, pela sobrevivência.
Desejamos o sucesso sem esforço, e desaprendemos a rara sensação de realização por uma vida justa, e reta. Superficializamos nosso desempenho e potencialidades em troca da fuga da responsabilidade, da terceirização da culpa, do comodismo leniente e oportunista, como se ir em frente, não exigisse gasto, aprofundamento, resistência, e dedicação absoluta.
Deixamos a ambição do grande- que é feito de glórias e dores-, pelo apogeu do médio- que é feito de renúncia e mesmice-, como se a vida fosse uma oportunidade limitada.
Desaprendemos, o dever de agradecimento entre amigos e entre pais e filhos, como se receber fosse um direito e retribuir, apenas, uma opção. Tornamos líquido e optativo a preservação dos afetos e sólido e obrigatório a apoteose da individualidade, como se a permanência não exigisse lealdade, compreensão e, por vezes, tolerância.
Progressivamente, nos despersonalizamos, pois, viver, no padrão que estão nos impondo, exige uma voraz dedicação em repetir os modos, consumos, estilos, alheios, que de escolha própria, mal escolhemos a solidão. Nos tornamos acrobatas sociais e adotamos performances além de nossos próprios limites, pelo desejo de inclusão e similaridade.
A vida tem se tornado muito exigente, externamente, cara, intolerante, quase vil, e sem perenidade nos valores e sentimentos, como se fossem permutáveis quando, em verdade, são insubstituíveis pela memória que retém, signo, símbolo e cais que representam.
A vida tem se tornado dura, mas é preciso que nós, os que amam, os que se creem e se recusam a ter aceiros na alma, lutemos pelos altares, para que permaneçamos imperecíveis. No outro...
O curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) tem 7037 inscritos do total de 14.475 candidatos para o Vestibular deste ano, e a maior concorrência desde a sua implantação, em 2003. Em 2016, foi de 133; em 2017, foi 180. Nesta edição, a concorrência chegou 234,56 candidatos por vaga. A Uefs oferece vagas para 25 cursos de graduação neste Processo Seletivo de 2018.2. Além de Medicina, os cursos mais procurados foram Direito com (36,72) e Odontologia (28,80).
A taxa de inscrição é de R$110 reais ( metade do valor arrecadado no Vestibular virá dos candidatos a Medicina) e as provas do Vestibular serão aplicadas nos dias 10 e 11 de junho. Serão oferecidas 951 vagas, segundo a ASCOM.
É, sem dúvida, um atestado da credibilidade que o Curso de Medicina conseguiu na Universidade e na Sociedade.
A diplomacia internacional dos governos Lula com Angola, Moçambique, Irã, Líbia, Síria, Cuba, Equador, Chile, Venezuela, Argentina,etc, viabilizou estações de desvio de verbas, construídas pela Odebrecht, pagas pelo dinheiro público do BNDES, para beneficiar o PT, liderado pelo ex-Presidente, condenado, preso, e agora denunciado novamente pela PGR.
A escolha, viabilizava a oportunidade de desviar recursos, não seguindo uma política de investimentos de capitais- mais de R$50 bilhões- que resultasse em vantagem econômica. São países com mecanismos mais fracos de controle econômico (Angola, Moçambique, Costa Rica, Guatemala, Republica Dominicana); parceiros corruptos (Peru, Chile, Equador); ex-financiadores de campanha como Líbia, Cuba, Venezuela, em que o dinheiro era investido como retorno, ou afinidades ideológicas, como o tosco bolivarismo, pouco importando as reais garantias de recebimento. Não é a toa que iremos pagar, agora, absurdamente, um rombo de R$1,3 bilhões do calote da Venezuela e Moçambique.
Lula não tinha escrúpulos em compactuar com ditaduras, chamar Kadaffi de “amigo, irmão e líder”; condecorar o carniceiro ditador da Síria; dizer que o Irã, que pendurava opositores enforcados em postes vivia apenas um Fla x Flu com a oposição; que na Venezuela havia” democracia demais"; que os presos políticos de Cuba, em greve de fome, eram como os presos comuns de São Paulo.
Não havia limites éticos nas ações do governo, aqui, ou fora. Não foi a toa que abraçou Maluf; beijou as mãos de Jader Barbalho e disse que era uma "aula de ciência política"; defendeu Sarney dizendo que não era "um homem comum"; afirmou que Chávez “era um aliado excepcional”; e que votar no devasso Cabral era ” obrigação moral e política”. Havia, apenas, o pragmatismo de oportunidades.
A organização do Foro de São Paulo ofereceu um verniz ideológico que permitiu ao PT, guiado por Lula e Dirceu, estabelecer um dos mais perigosos projetos de dominação política-sustentado pela corrupção-, que já tivemos.
A ação, estrategicamente, contou com a pregação contínua da divisão da Sociedade, tão bem incorporada por Lula no “nós contra eles”, e foi mascarada pela compra de forças sociais (Universidades, intelectuais, estudantes, sindicatos, ONGs), através de verbas com poucos controles; distribuição de benesses à população mais carente - que lhes seria retomadas mais tarde com a violenta crise econômica e recessão que Dilma produziu-, mas que serviu para conquistar os corações e mentes dos que estavam cansados de nossa brutal desigualdade social.
Não foi uma ação de saque aos cofres públicos pela mera ambição de ficar rico, que move a maioria dos corruptos pluripartidários nacionais: havia método, objetivo político, comprometimento ideológico, projeto de poder.
Essa foi a verdadeira ameaça, e, da qual, ainda não escapamos completamente.