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Cesar Oliveira - 31 de Março de 2018 | 13h 10
Até o momento em torno de 2000 juízes e procuradores já assinaram petição pedindo que o STF mantenha a prisão em segunda instância.
Ou mantemos a prisão em segunda instãncia ( após 4ª instância só existe no Brasil) ou desmoralizamos a Justiça.
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Cesar Oliveira - 31 de Março de 2018 | 13h 08
Judas atualizado
Se fosse no mundo de hoje, com o relativismo vigente, a única crítica a Judas seria ele ter feito o que fez apenas por 30 moedas, pois, não passaria de uma vítima da sociedade opressora. Pediria refúgio no Brasil, algum Ministro do Supremo impedira sua extradição, motivaria um Globo Repórter e viraria tema de filme do Wagner Moura com trilha sonora de Caetano Veloso.
Impunidade
O direito brasileiro, no qual se pode pedir até embargo do embargo, só não tem o embargo a Deus, porque ainda não descobriram onde entregar a petição.
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Cesar Oliveira - 28 de Março de 2018 | 18h 49
O Brasil vive um momento dramático, com potencial de se tornar uma ameaça à democracia. A exibição de violência comum que mostra a falência da administração pública em combater o crime, tão bem sinalizado no assassinato da vereadora Marielle; as ameaças ao Ministro Fachinn, relator da Lava-Jato, no STF; as agressões – não o protesto- a caravana de Lula; os discursos do ex-presidente pedindo a Polícia que vá dar corretivo em manifestantes e dizendo que vai dar porrada nos brasileiros, enquanto seus seguranças agridem um repórter da TV Globo; o voluntarismo anárquico, inescrupuloso e irresponsável dos Ministros do STF; a sensação de impunidade política, apesar dos resultados da Lava-Jato, constituem um conjunto de condições ou perigosas combinações que podem desencadear uma convulsão no país.
Além disso, outros eventos irritam os brasileiros: deputados presos que mantêm seus mandatos, autoridades com foro privilegiado que nunca são julgados, juízes que acham ético receber auxílio-moradia, mesmo ilegal, alegando compensação salarial, como se a motivação anulasse a ilegalidade, juízes fazendo greve, os assombrosos valores desviados pela corrupção, e a imposição de uma agenda destinada a polarizar e confrontar os costumes da sociedade- sim, não pensem que ela está aí por acaso-, gerando um clima de instabilidade emocional, divisão da Sociedade, e contribuindo para deixar o país à beira de um ataque de nervos.
Esta combinação da “tempestade perfeita” não foi construída por acidente- nem Lula insiste na sua caravana justamente nas regiões onde é rejeitado por mera teimosia, mas a espera das agressões para construir sua narrativa-, e deve ter seu ponto alto durante o julgamento do habeas-corpus de Lula, que pode determinar sua prisão, e revogar a prisão em segunda instância, criando um ambiente de total impunidade e escárnio com a Justiça.
Infelizmente, para coroar a situação como uma cereja de bolo às avessas, não temos líderes com credibilidade- no Planalto, no Congresso, no STF- para conduzir o país com o equilíbrio necessário, nesse momento. Aliás, Lula, e outros, mais apostam no calor do incêndio, do que na frieza das cinzas.
A situação não é mais crítica, apenas, porque a economia tem mostrado uma condução exemplar pela equipe responsável, mas diante desse conjunto de violência e falência institucional a solução tem sido oferecer protagonismo às Forças Armadas e sinalizar apoio a candidatos extremistas. Essas opções não costumam resultar em bons finais.
Não é hora de vibrar com nenhuma das ações de violência, mas de exigir respostas firmes, do que nos resta de autoridade, sob o risco de acesa a pólvora não podermos mais controlar a extensão da explosão. E, guerras civis- a história tem mostrado -, costumam cobrar um preço caro demais.
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Cesar Oliveira - 28 de Março de 2018 | 16h 18
Não sei se o suposto atentado aos ônibus da caravana de Lula é fake ou real. Cabe à Polícia Técnica analisar os detalhes( tipo de arma, bala, lote, trajetória, distância, se estava em movimento ou não, pois, tudo isso é possível).
Como havia comentado anteriormente a agressão com pedras à caravana de campanha de Lula - engolida pelo MP eleitoral, que finge não ver-, era um erro absurdo, que não podia ser aceito, independente do apreço ou repulsa ao partido.
Da mesma forma a agressão do segurança do ex-presidente a um repórter, é uma situação gravíssima, assim como Lula pedir para a Polícia ir dar um corretivo nos manifestantes. É uma surpreendente-ou não tanto- sequência de eventos perigosos. Uma situação como essa é um rastilho de pólvora que pode desencadear eventos que sabemos como começa, mas não sabemos como, nem onde, termina.
Os líderes do país devem exigir rigor e urgência absoluta na apuração do tiro. Fake ou real, ele não pode servir de base para os incendiários- de ambos os lados- conseguirem o caos que desejam.
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Cesar Oliveira - 26 de Março de 2018 | 17h 54
A Caravana de Lula pelo sul do país- uma campanha antecipada que acontece sob os olhos complacentes do TSE- vem encontrado forte resistência no Rio Grande do Sul, Paraná e agora em Santa Catarina. Neste último estado a Caravana foi agredida com pedras- o que é lamentável-, e resultou em mudança na programação. Por sua vez, um segurança de Lula agrediu um repórter da TV Globo que registrava a violência dos seguranças do ex-Presidente contra os manifestantes anti-petistas. Lula, em comício, havia solicitado que a Polícia desse um corretivo nos que se manifestaram contra a carreata.
O clima de confronto foi estimulado por Lula e o PT desde que chegaram ao poder, pregando o "nós contra eles". Agora, o clima de exacerbação contínua, gerando manifestações que podem desencadear uma ação sem controle. É preciso que os líderes não estimulem esse tipo de ação, de forma irresponsável e que as autoridades estejam atentas ao péssimo caminho que isso pode nos levar.