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César Oliveira - 24 de Março de 2018 | 12h 04
O momento é dramático. Esqueçam Lula. O que está em jogo é maior do que ele. Ou não, afinal, é para servir a Lula que o STF cogita revogar a prisão em segunda instância, aprovada anteriormente pelo próprio STF, mas sem o julgamento finalizado. Mais do que a salvação de Lula-o líder do projeto de poder da esquerda, baseado na corrupção- afinal, em algum momento, ele irá passar, o que restará, se o STF fizer isso, é uma espécie de salvo-conduto geral para criminosos, a impunidade geral, ampla e irrestrita.
A manutenção do atual modelo de prisão apenas após o transitado e julgado na quarta instância- o que não existe em nenhum país do mundo civilizado- fará com que os processos contra os políticos corruptos prescrevam todos nos infindáveis recursos a que estamos acostumados nesta República de corrupção tolerada e protegida por artimanhas jurídicas.
A proibição de prisão na segunda instância será um golpe violento contra a cidadania e a esperança de combate a impunidade. Para salvar Lula, o STF, pode jogar o país definitivamente no atoleiro da correção, do saque ilimitado e sem punição, aos cofres públicos. A devastação moral e financeira que resultou na crise que vivemos, persistirá e nos condenará ao atraso e a barbárie.
Não há nada tão ruim que não possa piorar.
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Cesar Oliveira - 23 de Março de 2018 | 16h 29
Há muitas formas de olhar o Brasil e a miséria ética nacional. Ela é multifacetada. Às vezes, se mostra em um evento monumental; às vezes, se revela em um incidente comezinho, um gesto simplório, mas tão simbólico quanto o outro. Ontem, no confuso deserto institucional do STF, presenciamos um desses instantes: foi quando, diante, da possibilidade de decidir a prisão em segunda instância, e não só após a quarta instância - algo que não acontece em nenhum outro país do mundo civilizado- o Ministro Marco Aurélio, brandindo um check-in, aéreo, disse que não poderia ficar para a sessão, sugerindo que ela fosse suspensa porque já tinha um voo marcado.
Não considerou a dimensão da questão, a exposição a que a instituição STF fica submetida até o dia 4 de Abril- independentemente do resultado-, quando a pauta será retomada.
Adiamos, assim, a nação que queremos ser. Os Ministros do STF mostram que não estão prontos para carregarem em seus ombros, o STF.
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Cesar Oliveira - 22 de Março de 2018 | 18h 45
93 dos 194 países da ONU, tem o instituto da prisão em 1ª ou 2ª instância. Mesmo o Brasil já atuou dessa forma, sendo que após a ditadura foi que começamos a nos tornar leniente no cumprimento das penas. Como dizia Gilmar Mendes, há 1,5 anos atrás, antes de mudar de opinião, recentemente: "Praticamente não se conhece no mundo civilizado um país que exija o trânsito em julgado”.
A desculpa do garantismo chega a ser um desrespeito às instâncias inferiores, pois, não se pode admitir que tantos juízes, inclusive Colegiados de juízes, condenem inocentes. É o velho Brasil da impunidade, patrimonialista, que protege uma classe politica e empresarial que saqueia o país, apelando para os recursos judiciais infinitos.
Nesse julgamento do STF o que há é a tentativa política de inocentar Lula dos diversos crimes que cometeu. Estamos diante de uma decisão dramática para o tema, daí a responsabilidade dos juízes em aceitar ou não o habeas-corpus de Lula. Muito mais que o futuro do ex-presidente, o que está em jogo, é o futuro da Justiça e a redução da impunidade.
Vamos descobrir quem está com o país..
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César Oliveira - 22 de Março de 2018 | 12h 34
Luciano, o dia em que assumir, quero contar com o seu apoio. Quero contar com a sua colaboração dia dois”. A frase teria sido dita nas últimas horas pelo vice-prefeito de Feira de Santana, Colbert Filho, ao atual vice-presidente do diretório local do MDB, ex-vice-prefeito Luciano Ribeiro. Dia dois, entende-se, ele quis dizer um dia após a sua posse.
A revelação é do próprio Luciano, ao repórter Elias Lúcio, da Rádio Transamérica, que lhe perguntou: “Se Colbert assumir como prefeito, o senhor está pronto para ser secretário, e qual a secretaria que senhor seria indicado?”.
Colbert Filho está na iminência de assumir o cargo de prefeito, com a provável renúncia do prefeito José Ronaldo, muito cotado para ocupar uma vaga na chapa majoritária encabeçada pelo Democratas – como candidato ao Senado, a vice-governador ou a governador, nas eleições de outubro.
A resposta de Luciano: “o que você precisar eu estou aqui. Até porque, a minha história com Colbert é de muito tempo. Eu já fui vice-prefeito do pai dele, vi Colbertzinho pequeno em casa. Participei da vida de Colbert, da política de Colbert. Então, somos amigos, irmãos. O que ele precisar de mim, estarei pronto e disposto a ajuda-lo”.
Estaria nesse diálogo relatado por Luciano, a senha para uma conclusão importante: a de que o professor faria parte da administração municipal tão logo Colbert venha a assumir. Seria, portanto, uma inclusão (que obviamente provocaria uma mudança) certa no primeiro escalão.
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Cesar Oliveira - 17 de Março de 2018 | 16h 37
Brilhantemente, antes de qualquer outro, Churchill, o lendário líder inglês, entendeu os Russos e o que eles fariam, após a Segunda Guerra, e cunhou a frase famosa, em um discurso: "De Estetino, no (mar) Báltico, até Trieste, no (mar) Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente". O termo Cortina de Ferro retratou a Guerra Fria que viria a seguir e durou até cair o Muro de Berlim e a Perestroika russa.
Agora, Putin, na Rússia, será reeleito, anunciando mísseis capazes de atingir os EUA, e para os quais não haveria defesa, e sob a acusação de matar opositores na Inglaterra, com envenenamento, que retaliou expulsando diplomatas, ao qual a Rússia respondeu da mesma forma. Do mesmo modo, ficou claro, que tentou interferir nas eleições dos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o presidente da China, mudou a lei que limitava o tempo de mandato e parou de fingir que era uma democracia, assumindo que é o que sempre foi: um Império, e tão forte economicamente que não precisa mais bancar o bom moço, guardião das liberdades e da limitação da reeleição para fazer comércio com o mundo, que mostra-se quase totalmente dependente dela.
Os dois grandes estão mostrando suas garras. A China, sabendo que, inevitalvelmente será a maior potência do mundo e a Rússia, ressurgida, querendo recuperar seus tempos da granda União Soviética. Ambos, sob líderes, que não parecem medir limites para seus objetivos.
Acho que é hora do Ocidente começar a se planejar e olhar o papel de líder dos EUA-já que a Europa está corroída- porque o jogo pesado está de volta. Não há mais o soft power de Moscou, nem de Pequim, nem eles costumam ter apreço a liberdade. O expansionismo virá, inevitavelmente.
As consequências desses movimentos, não sugerem um planeta mais seguro. Um nova cortina de ferro está caindo sobre o mundo, a guerra fria está de volta. E Churchill não vai reencarnar...