O garoto Rhuan Maycon da Silva Costa foi morto e esquartejado pela mãe, que vivia com sua companheira. Rhuan tive um leve grau de autismo e precisava de tratamento. Um ano antes desse acontecimento a mãe já havia cortado o pênis do garoto, pois, segundo ela, ele tinha o desejo de mudar de sexo.
A bárbarie do caso não pode deixar de ser mostrada como alerta para a necessidade de mais controle e vigilância. O fato do casal ser homossexual não justifica o caso, pois, ocorre com qualquer um, mas também justifica não haver manifestações sobre o caso.
Era um garoto que como nós, amava a vida..
Alguns duvidam de sua existência, mas a verdade é que Agnodice é descrita como a primeira mulher, médica, da história. Ela vivia em Atenas, mas naquela época as atenienses não podiam estudar Medicina. Então, ela foi para Roma, para estudar. Desejando voltar ao seu país ela cortou o cabelo, vestiu-se de homem, para exercer o ofício que tinha aprendido. Ao voltar para Atenas começou a atender e fazer sucesso entre as mulheres da cidade. Foi, então, acusada de ser um sedutor e tocar nas mulheres casadas e levada ao Areópago, (Tribunal) para ser julgada. Ao ser condenada, para provar que era mulher, ela ficou nua diante dos membros do Tribunal. Os médicos passaram a acusá-la de forma ainda mais intensa, quando as mulheres invadiram o julgamento e a defenderam. A partir daí, Atenas, mudou a lei e as mulheres passaram a ter o direito de estudar Medicina.
Essa semana faleceu a Dra Lindaura Falcão de Azevedo, aos 91 anos, em Salvador. Nascida em Feira de Santana, ginecologista, ela foi a primeira mulher Feirense a formar-se em medicina pela Faculdade da Bahia. Ainda que em outros tempos, uma pioneira, que merece o reconhecimento.
Sempre que tento guardar uma imagem do Século, do humano, e do que a falta da liberdade representa, essa imagem me vem à cabeça. Há 30 anos, em 1989, um chinês solitário se coloca a frente da coluna de tanques que avançava para consumar o massacre contra os que protestavam, em Tiananmen, no que ficou conhecido como massacre da Praça da Paz Celestial( dizem que foram 10 mil mortos), ou Massacre de 4 de Junho.
É um ballet desafiador, ousado, inacreditável, solitário, e, com certeza, uma dança de despedida. Os tanques tentam avançar, ele se mexe para o lado, os tanques desviam, ele se mexe de novo, e o tanques não avançam .Como um toureiro destemido a golpear os tanques imbatíveis com panos e um saco de mão improvisados, além de incertezas, e amor a liberdade.
Penso, às vezes, o que havia no coração, na alma, desse chinês para se postar a frente de tanques, especialmente em um país de ditadura implacável. A sua tentativa de impedir o massacre é uma alegoria de coragem e morte. Não conheço nenhuma imagem tão simbólica, densa, icônica, tão representativa do melhor do humano. Ele é meu herói anônimo, infinito. Tenho poucos: Churchill, Mandela, e ele. Uns dizem que foi preso, outros, que foi morto. A China mantém sua pesada cortina de silêncio sobre o caso, que marca, como nódoa, a história moderna do país.
Eu, covarde, apenas admiro, reverencio, e me emociono com você, herói, e louco anônimo de Tiananmen.
Guadalaraja, México, 1970, o Brasil jogava contra o Uruguai. Vencia por 3x1 quando Tostão recebeu a bola, olhou Pelé disparar em velocidade e fez o lançamento. Marzurkiewicz, em pânico, sozinho contra o Rei, saiu do gol, para tentar impedir a tragédia. Então, ocorreu um desses instantes que só os gênios são capazes e Pelé deixou a bola correr por um lado do goleiro e saiu pelo outro, em perfeito drible de corpo. Por ofensas dos deuses ele tocou desequilibrado e a bola saiu pela linha de fundo. Um lance imortal. Pelé tinha 30 anos, fez sua última e brilhante Copa, apesar das dúvidas que foram levantadas se teria condições de participar. Em 2016, no Rio, Michael Phelps, lançou-se a piscina para sua última competição e para se tornar o maior medalhista olímpico de todos os tempos. Tinha 31 anos. Ana Paula, do Vôlei, excelente atleta, ganhou sua última medalha no Grand Prix de Hong Kong, em 98, aos 26 anos. Marta, maior atleta de futebol feminino, joga esse ano, aos 33, sua última Copa.
Todas as segundas-feiras chego a minha clínica junto com o Dr Luciano Vital, urologista, 81 anos, em plena e intensa atividade médica. O tempo de nosso exercício profissional, médio, é de 47 anos. O de um atleta de alta performance entre 10 e 15 anos. É um sopro, breve, em que o recorde ou a vitória depende de uma exaustiva preparação, e, às vezes, de um acaso, seja a direção do vento, ou um boicote Olímpico. Em algumas modalidades as competições levam até quatro anos para ocorrerem, raramente permitindo falhas, ou erros. Não há espaço para recuperar os efeitos desse escorrer do tempo sobre o corpo. Por isso, é inadmissível que escolhas sociais ou de comportamento violem o determinismo biológico e a legitimidade do esporte.
Recordes femininos vem sendo dilapidados por atletas transgênero, que podem competir como mulheres com apenas um ano de supressão de testosterona, como se toda memória biológica e toda variabilidade e composição corporal e hormonal- inclusive o que sequer conhecemos- pudesse ser anulada e equiparada com esse único hormônio. Há uma diferença natural em compleição, músculos, fibras, ossos, capacidade aeróbica( consumo de oxigênio), acúmulo elocalização de gordura, impulsão, altura, joelhos, massa cardíaca,reações enzimáticas e sua degradação, potencial mitocondrial de ativação, hormônios como cortisol, somatomedina, entre tantos outros itens. Homens e mulheres divergem por muito mais que a mera dicotomia testosterona e estrógeno. E olha que sequer estamos falando dos raros casos de intersexualidade com hiperandrogenismo. É ciência e não engenharia social.
Atletas que não tinham destaque ao competir com homens tornam-se vencedoras entre as mulheres e roubam a natural chancede vitória das companheiras, desprotegendo a integridade do esporte feminino, para fazer inclusão de uma minoria. Os dirigentes, para atenderem a uma agenda política, esmagam sem piedade toda preparação, toda oportunidade- curta oportunidade- que o corpo oferece para o alto desempenho, e consagração, de uma atleta, amputando-a, por vezes, até de sua própria chance de terem uma vida financeira e esportiva estável.
Em alguns esportes as vantagens são ainda mais escandalosas e impactantes que em outros. Então, o correto é criar uma categoria própria, ou em algumas raras situações, criar mecanismos muitos mais rigorosos, e comprovados cientificamente, ressalte-se,de compensação.
A única coisa que não é possível é querer tornar o similar, igual, às custas da barbárie de imposições que violamo sagrado do esporte feminino, no breve tempo de seu melhor rendimento.
A partir de conversas registradas pela transportadora de valores usada pela Odebrecht para fazer pagamentos ilícitos em São Paulo foi descoberta a informação que R$ 1,8 milhão foi dado ao chefe de gabinete do deputado federal Paulo Pereira da Silva (SD-SP), um recordista em delações, O Paulinho da Força Sindical. Os diálogos foram entregues à Polícia Federal por um ex-funcionário da Transnacional, empresa contratada pelo doleiro Álvaro José Novis para fazer entregas de dinheiro a serviço da Odebrecht. Seriam três pagamentos de R$ 500 mil com as senhas “ford”, “volkswagen” e “chevrolet” e um de R$ 300 mil com a palavra-chave “pandeiro”, todos para Cavalcanti, segundo o Estado, a ser entregue no 11.º andar da Rua Rocha Pombo, 94, prédio da Força Sindical.
Paulinho tem uma longa folha corrida. Em 2015, virou réu no STF acusado de desviar dinheiro do BNDES. Em 2018, o Ministro Marco Aurélio abriu processo para investigar "suposto esquema de captação ilícita de clientela para ajuizamento de ações trabalhistas a partir de listas com nomes e dados de trabalhadores demitidos, obtidas junto aos sindicatos sob influência do parlamentar".
Aliás, o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, disse que doou R$ 1,6 milhão a ele e ao seu partido, o Solidariedade, para esvaziar movimentos sindicais e evitar greves, de 2010 a 2015. Ainda, em 2010 Paulinho foi acusado de desviar dinheiro do FAT- Fundo de Amparo ao Trabalhador
Vasculhando-se a internet é impossível encontrar uma notícia positiva referindo-se ao deputado, entretanto, a lista de denúncias, processos, delações, o tornam um dos campeões e detentores de uma das maiores folhas corridas policiais da política.
O inacreditável não é que o deputado esteja sendo denunciado mais uma vez- nada há a se esperar dele, senão mais do mesmo-, mas que a Justiça, em falha acintosa,e omissão, ainda o mantenha na política.