Não sei porquê o povo estranhou termos uma Universidade sem Reitor, se já temos um aeroporto sem avião, um BRT sem ônibus, e uma lagoa sem esgotamento!
O desemprego é a face perversa do sistema patrimonialista nacional que vem atrasando a reforma da Previdência desde o governo Temer, com o golpe Friboi - "tem de manter isso aí viu "-, que acabou por enfraquecer o ex-presidente e impedindo que ele a levasse adiante. O mesmo sistema opera contra Bolsonaro, com a colaboração de sua vocação autodestrutiva, tentando impedir que ela seja concluída.
É gente que pensa nos próprios interesses ou no jogo político independente do que venha acontecer ao país. Essa indecisão está levando a estagnação da economia e queda do PIB, com aumento do desemprego em todas as regiões, com média nacional de 12,7%. O maior aumento foi no Nordeste, com 15,3%. Entre os estados o maior aumento ficou com o Amapá( 20,2%), seguido pela Bahia, com 18,3%.
Triste Bahia. Em um estado com tanta pobreza como o nosso o aumento é desolador.
O contingenciamento de verbas da educação aconteceu no governo de todos os presidentes desde Lula- as manchetes estão aí para provar-, mas nada disso importa, nem que ele se resume a 3,5% e não 30%, como anunciado. A variação depende da forma como se analisa as verbas universitárias. A retenção é um reflexo da crise e já havia sido iniciado na Bahia com o governo de Rui Costa que vem mantendo as instituições baianas no cerco, e sob cortes constantes. Nada de novo no Brasil.
O que o governo pecou foi na sua destrambelhada comunição, na inversão da agenda- corte antes, reunião com reitores depois-, e em fornecer um discurso beligerante que permitiu a oposição usar os estudantes como elemento de protesto quando em verdade queriam Lula livre. É inocência acreditar que todos que estavam nas manifestações eram interessados na educação nacional- a maior de nossas tragédias há decádas-, mas também é ignorância acreditar que todos que estavma lá eram " idiotas inúteis".
As Universidades precisam ser balançadas em seu confortável satus quo, mas não é com a desmoralização do sistema que construiremos a mudança.
Entre fake-news, debates inúteis, e bravatas escatológicas, é possível garimpar a notícia verdadeiramente avassaladora e perigosa: a previsão para o PIB nesse trimestre é de menos 0,68%, ou seja, crescimento negativo. A indústria está parada, o mercado sem crédito, o desemprego aumentando, e as previsões para o PIB do ano estão sendo rebaixadas para 1%.
Caso o crescimento negativo persista por 3 meses estaremos oficialmente em recessão, outra vez, como estivemos no governo Dilma.
Ou o governo muda, ou será o caos...
Bolsonaro anunciou que vai corrigir a tabela do Imposto de Renda, pela inflação, em 2020, o que não acontecia desde 2015. É uma boa notícia porque a não correção representa um aumento de imposto, indireto, em um sistema já perverso e explorador e que pune mais severamente os de menor renda.
A defasagem, segundo auditores da Receita, desde 1996, é em torno de 95,4%. Caso estivesse sendo feita corretamente, desde então, o limite de isenção atual seria de R$3.689,00 e não os atuais R$1.903,00.