O ministro da Justiça, Flavio Dino, anunciou em um evento de
lançamento do Pronasci em Salvador a intenção de viabilizar a Delegacia da Polícia
Federal, em Feira, uma demanda que o município busca ver atendida há muitos
anos. A falar, Dino, disse : “Feira de Santana é uma cidade
muito importante da Bahia e do Brasil. O deputado Zé Neto já esteve comigo
algumas vezes trazendo a reivindicação da qualificação da segurança pública em
Feira de Santana. Já assumi alguns compromissos com ele e com a bancada federal
da Bahia. E quero dizer a ele e a toda população de Feira que esses
compromissos serão cumpridos com a criação da presença da Polícia Federal pela
cidade inteira”.
Esse é, sem dúvida, um importante anúncio- e que esperamos
que se cumpra- visto que Feira é o
segundo munícipio do Estado, entroncamento rodoviário e tem uma escalada de
violência crescente,que tem assustado a população.
É compreensível que países mantenham relações comerciais com
ditaduras – o maior parceiro comercial do Brasil é a China- mas o entusiasmo e defesa
com que Lula recebeu o ditador Nicolas Maduro, da Venezuela, foi chocante e lamentável. O mesmo líder que se recusa a cumprimentar o presidente da Ucrânia que luta contra
um invasor condenado por crimes de guerra defende a ditadura Venezuela em que a
ONU investigou 223 casos de violência e apontou execuções extrajudiciais e tortura.
"Nossas investigações e análises mostram que o Estado
venezuelano conta com os serviços de inteligência e seus agentes para reprimir
a dissidência no país. Ao fazer isso, graves crimes e violações dos direitos
humanos estão sendo cometidos, incluindo atos de tortura e violência sexual.
Essas práticas devem parar imediatamente, e os responsáveis devem ser
investigados e processados de acordo com a lei.", declarou no final do ano
passado Marta Valiñas, chefe de uma missão especial da ONU para averiguar
crimes contra a humanidade.
A ditadura já fez com que 7 milhões de venezuelanos se
tornassem refugiados. 96,2% da população vive na pobreza e 79,3% estão em
situação extrema, segundo a Pesquisa Nacional de Condições de Vida (Encovi)
2019-2020. A maior crise de refugiados da história da América Latina. Talvez,
Lula e seu partido finjam não conhecer a história da juíza María Lourdes Afiuni que foi estuprada, torturada, sofreu abortos espontâneos e teve o útero retirado após ficar nas prisões da Venezuela. Um
dos muitos casos comprovados de violência da narcoditadura daquele país.
“Se eu quiser vencer uma batalha, eu preciso construir uma
narrativa para destruir o meu potencial inimigo. Você sabe a narrativa que se
construiu contra a Venezuela, de antidemocracia e do autoritarismo, disse Lula.
Para Lula, os cadáveres das vítimas, o exílio, a fome, prostituição, a pobreza,
são apenas narrativas. A miséria moral é nossa.
Há mais mistérios entre a terra e o ar ou entre uma escola e
um terreno doado do que supõe a nossa vã filosofia. O pedido de cessão de área do Parque de
Exposições para construção de um Centro de Equideocultura do Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (Senar) deu entrada na Câmara há um ano, mas até o
momento a votação não entrou em pauta. A construção não usará recursos
municipais, trará avanços para Feira e não se apontou, até o momento, pontos
obscuros ou negativos do projeto. A presidente, Eremita, em entrevista ao Acorda
Cidade, disse que já foi a Salvador conversar com a CNA, que uma Comissão de
Vereadores já foi a uma sede instalada em outra cidade, para se aprofundar no
projeto, mas não foi o bastante para justificar a lentidão do processo. Afirmou, no entanto, que só teve conhecimento do projeto após assumir sugerindo que
o Presidente anterior não deu seguimento ao processo.
Ela disse ainda que o projeto foi reapresentado, que precisava
passar por Comissões, e que os vereadores iriam apresentar emendas. Apresentar
emendas sem que verbas públicas estejam envolvidas é uma maneira de dificultar
o andamento e criar empecilhos. O que precisa ser avaliado é se o processo é
legal, se haverá prejuízo para a estrutura do Parque e se há benefícios indiscutíveis
para o munícipio. Feito isso, nada justifica retardar a aprovação, exceto
politicagem da pior espécie. Vereadores tem o dever público de questionar, mas tem a obrigação
moral de não prejudicar o povo e a cidade quando as respostas já estão todas
dadas. É hora de responsabilidade.
O pai do juiz Eduardo Appio, afastado da 13ª Vara de
Curitiba, foi citado em delação da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato,
pela qual era o responsável. O ex-deputado estadual Francisco Appio (RS) era
filiado ao Progressistas. Na lista de pessoas que recebiam propina da
empreiteira, o político aparece identificado com o codinome “abelha”.
O juiz Appio fez doação para campanha de Lula, usava um
e-mail da magistratura identificado como LUL22, fez várias entrevistas para
blog esquerdista e assumiu a Lava Jato para combater a suposta parcialidade de
Sérgio Moro.
A biografia familiar e atitudes já deveriam ser o bastante
para sinalizar a falta de isenção, mas, ainda assim, ele não se declarou
impedido.
O juiz, no entanto, segundo a Justiça Federal e a PF, usava o
privilégio de seu cargo para consultar dados de acesso restrito e repassar
informações, além realizar telefonema sem identificador de chamada, passando-se
por servidor falso, para o filho do desembargador que o estava investigando,
proferindo ameaça.
Os fatos são extremamente graves e ele está impedido de
acessar o Tribunal. O juiz agiu com absoluta falta de escrúpulos e de ética.
A proliferação epidêmica de cursos de Medicina traz o risco
violento da má-formação, afinal, não temos tamanha disponibilidade de mão de
obra com formação pedagógica para ensinar – não basta ser médico.
A formação do médico é um processo caro, extenso – o curso
tem o dobro de horas das graduações habituais – e exige um intenso treinamento,
para que o profissional esteja qualificado para lidar com um elemento único,
que é a vida humana.
Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), cinco
pessoas morrem, por minuto, em todo mundo, por erro médico. No Brasil, conforme
pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), seriam quase 55 mil
mortes por ano. Isto sem falarmos das sequelas.
Esses dados tendem a ser maiores, caso a formação seja
flexibilizada e a expansão – necessária, sem dúvidas – aconteça sem mecanismos
regulatórios. Entre elas, a falta de dimensionamento entre vagas e capacidade
de inserção.
Para treinarmos bem os alunos, é fundamental que tenhamos
espaços de formação à disposição, o que inclui rede básica, unidades especializadas
e estrutura hospitalar.
Embora tenhamos avançado no deslocamento e inserção do
treinamento de todas as áreas da saúde na comunidade, desde as séries iniciais,
não tivemos igual expansão na rede hospitalar, obrigando os internos a viver um
verdadeiro safári, em algumas faculdades do país, em busca de vagas, boa parte delas
sem preceptoria ou preceptoria parcial e improvisada.
Não temos determinação de rol de procedimentos, número de
repetições, desempenho nas atividades. A tendência é de agravamento desse
déficit e competição canibal por vagas. E sequer estou falando das questões
éticas com o paciente como parte ativa da formação profissional em saúde.
Os cursos de saúde da Universidade Estadual de Feira de
Santana (Uefs) sempre tiveram o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) como unidade
de referência. O fato de termos implantado programas de Residência Médica,
desde 1992, contribuiu para que um ambiente acadêmico permeasse o hospital.
Ao criarmos o Curso de Medicina, ele se tornou um parceiro
natural e isso ajudou a qualificar o desempenho dos alunos. Acho, no entanto,
que precisamos avançar nesse processo de ensino-aprendizagem.
Quando encerrei a Coordenação do Curso, em 2010, após formar
a primeira turma, deixamos um projeto de ambulatório (concretizado em 2022) e a
sinalização de um Hospital Universitário. Desde então, escrevi vários artigos alertando
para sua importância.
Um Hospital Universitário serviria para atender a população
da região em que a Uefs está instalada e garantiria um salto de qualidade
incomparável para a formação da mão de obra em saúde, um setor que se apresenta
como demanda vital para o futuro.
É sempre diferente a dimensão do ensino quando temos um
hospital vocacionado para esse fim. Ele permitiria, inclusive, a ampliação de
vagas em uma universidade pública. Como sempre digo aos alunos, “precisamos de
médicos que sejam maximamente eficientes e minimamente invasivos à integridade
física, econômica e afetiva dos pacientes”.
Por isso, é fundamental aproveitarmos a janela de
oportunidade que é ter um Governo do Estado com ligações locais, a fim de que
esse avanço seja concretizado.