O TSE acaba de cassar o mandato de Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava-Jato, que botou muitos políticos corruptos na cadeia , alegando que ele renunciou para não ser punido por ações administrativas do Ministério Público. Chegamos ao fenômeno produzido pelo bizarro Benedito Gonçalves, relator da ação, de cassar o deputado sem a comprovação de que ele seria punido em qualquer ação do MP. Não havia decisão de punir Deltan, no MP, como não há até o momento, portanto é um mero exercício de especulação .
O que há é um esforço do sistema em punir Deltan- e dizem que Moro será o próximo- porque ousaram prender corruptos, quebrar o sistema operandi de muitas autoridades do país, produzindo desconforto no secular sistema de exploração corrupta do país. E o sistema não perdoa.
Ou o povo volta às ruas ou o consórcio político- judiciário continuará mantendo o Brasil como sua capitania hereditária.
É evidente e cada vez mais claro que
a retórica golpista vulgar não saiu apenas da alma carcomida de Bolsonaro pela
vontade de golpear a democracia, mas ela expressava a vontade de um determinado
grupo de militares de se reinstalar no poder.
Dentro desse processo ele exibiu toda sua cruel falta de empatia com familiares
de mortos pela Covid, atacou ferozmente as instituições e semeou o ambiente do
veneno necessário para a tentativa de golpe que ocorreu no dia 8/1 independente
da incompetência, leniência- ou ambas- dos ocupantes do poder que nada fizeram
para conter os terroristas.
O STF esteve na linha de frente
desse enfrentamento ao ex-presidente e foi um dos pilares para impedir que o
golpe se consumasse, embora o pouco entusiasmo dos militares em geral, em detrimento da ala bolsonarista, tenha sido
o fator de contenção decisivo.
O STF, no entanto, para fazer o
que fez promoveu o esfacelamento do ordenamento jurídico brasileiro
extrapolando todos os limites e agindo como se fosse uma corte de violação
constitucional. A personificação de Alexandre de Moraes, a falta de autocontenção
da própria corte, paira como uma ameaça sobre a liberdade, o direito de opinião-
inclusive de ser contrário aos desejos
do governo e do STF na regulação das redes sociais.
Por outro lado, o presidente Lula
ainda fazendo mais política do que administração, mais palanque que mesa de trabalho,
descumpre sua promessa de governar para todos e apaziguar o país. Continua
demonizando o agronegócio, chamando-o de fascistas, como fez com as pessoas que
participaram da Agrishow, em São Paulo;
atacando o Banco Central; conduzindo uma política externa de vai e vem de acordo
com as marés.
Enfim, o horror da era Bolsonarista
não é um salvo-conduto para as agressões de Lula, tampouco para a violação das leis
de forma desrespeitosa, como faz Alexandre de Moraes.
O governador do Estado- Jerônimo Rodrigues- após doação do terreno pela PMFS, anunciou a retomada imediata das obras de uma das mais empacadas construções de Feira de Santana: o Centro de Convenções. É opinião unânime na cidade que esse equipamento pode se tornar um instrumento de movimentação de negócios, incluindo rede hoteleira, restaurantes, transportes, e todos os serviços indiretos que estão relacionados a sua existência. Do mesmo modo, o teatro que faz parte da obra poderá servir como um ambiente de desenvolvimento cultural, abrindo espaço para um maior intercâmbio com Feira.
Após o desprezo e descaso dos governos do estado ao longo desses anos a decisão do governador é digna de parabéns e mostra uma disposição de atender demandas históricas de nosso munícipio. A viabilização do equipamento traz, no entanto, uma outra demanda que é a finalização das obras de ampliação do Aeroporto de Feira porque é evidente que ficaremos longe de feiras e outras realizações se o modal aéreo não estiver integrado a esse plano geral. E o governo vai precisar responder a essa necessidade.
Derrotas do Governo Federal em votações no Congresso Nacional
levaram a uma crise de articulação política, nesta quinta-feira (11). Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo,
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou ACM Neto, ex-prefeito de
Salvador e secretário-geral do União Brasil, de “grampinho”. Atualmente, o
partido, que já fez ferrenha oposição a Lula, integra a base aliada do governo,
embora afirme ser independente.
O apelido pejorativo foi dado, em meados dos anos 2000, durante
o primeiro governo Lula, por adversários políticos de ACM Neto, quando o então
senador Antônio Carlos Magalhães (1937-2007), avô do político baiano, foi
investigado por, supostamente, comandar um esquema de grampos telefônicos
ilegais no Senado Federal.
A fala de Lula ocorreu durante ato do Governo Federal ao lado
do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). O presidente discursava sobre
o processo de escolha da candidatura do atual chefe do Executivo baiano.
Na ocasião, o petista mencionou diálogos com o senador Jaques
Wagner (PT-BA), militante histórico da sigla. Ele afirmou que, antes das
eleições, desconfiava do potencial eleitoral de Jerônimo, mas que foi
convencido por Rui Costa de que ele seria o melhor candidato. “Wagner, vai
estar difícil, a gente vai perder. Vamos ver se tem outro nome aí. O cara vai
ganhar. Eu vim para cá, Jerônimo (tinha) 3%. O ‘grampinho’, quase 80%”, disse o
presidente, que foi interrompido pelos risos da platéia.
Em sua fala, Lula também atacou membros do agronegócio de São
Paulo. “Eu quero dizer que venho aqui, nessa feira, só para fazer inveja aos ‘mau-caráter’
de São Paulo, que não deixaram meu ministro participar”, disparou o presidente,
em referência a Carlos Fávaro, que comanda a pasta da Agricultura.
Segundo Lula, o ministro teria sido “desconvidado”, após os
organizadores da feira de agronegócios de Ribeirão Preto sugerirem que ele
fosse um dia depois da participação de Jair Bolsonaro (PL). “Tem a famosa feira
lá em Ribeirão Preto, que alguns fascistas, alguns negacionistas, não quiseram
que ele fosse na feira, desconvidaram meu ministro”, afirmou.
A polêmica sobre o Aeroporto João Durval parece ser eterna.
Nós mesmos, aqui na Tribuna, já fizemos uma edição especial sobre ele,
inclusive mostrando um estudo da ANAC, da época do governo Dilma Rousseff, que
mostrava que o Aeroporto tinha plana viabilidade. Todas as opiniões contrárias
sem exibição de dados melhores do que os apresentados pela Agência de Aviação
do governo não passam de enrolação com o povo da região metropolitana de Feira
de Santana.
Depois do sucesso do voo
para Campinas inexplicavelmente cancelado pela indefectível azul, vivemos um
tempo de restrição com idas para BH e mais recentemente para Recife, agora, com
mais uma empresa, vinculada a TAM. O novo concessionário fez investimentos,
ampliou o Terminal, mas o governo do Estado não agiu com a mesma agilidade
alegando disputas jurídicas que travavam a desapropriação. Após o novo governo –
Jerônimo- assumir, há informações que serão feitas desapropriações de 45
hectares (pouco mais de 90 tarefas) ou 450 mil metros.
O fato grave, extremamente grave, é que essa área deveria
ser de 4,318 milhão de metros conforme Decreto Estadual de 2011 do próprio
governo. A referida área representaria apenas dez por cento da necessidade de
ampliação do aeroporto. Aliás, ela não permitiria nem sequer ampliação da pista que tem previsão de ocupar dois
mil e duzentos metros sendo que atualmente é de apenas um mil e quinhentos.
A SEINFRA divulgou em 2012 que seriam 100 propriedades, mas agora só 14 foram
contempladas. A proposta a ser executada diverge do contrato de concessão ,
portanto o governo precisa renovar o Decreto para que essa área não se torne
espaço de construção que inviabilize o equipamento no futuro.
Como aviões não costumam encolher, aliás, ocorre o
contrário, Feira, não vai se conformar com um puxadinho ocupacional que nem
seria digno da ligação do governador com a região- e ele tem se aproximado
bastante da cidade de forma muito correta- , nem do potencial que a segunda
maior cidade do Estado e entreposto comercial tem no cenário baiano.