O instituto Paraná Pesquisas agitou o noticiário da política na Bahia, esta quarta-feira, com o resultado de mais uma sondagem, ao eleitorado, sobre os postulantes ao Governo do Estado. Os números seguem favoráveis ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, do União Brasil. Ele detém 47,8% das intenções de voto, contra 38,7% do atual governador, Jerônimo Rodrigues, que busca sua permanência no Palácio de Ondina e, mais que isto, manter o PT no poder por seis eleições consecutivas. Branco/nulo, 6,8% e não sabe/não opinou, 4,9%. O candidato da oposição estaria, neste momento, conforme a avaliação, 9,1 pontos percentuais à frente.
Em 31 de julho de 2025, Paraná Pesquisas apresentava um cenário bem diferente, com ACM Neto em uma margem bem superior à atual: 59,4% x 30,8%. Frente de 28,6%. Não sabem/não opinaram, 4,6% e nenhum/brancos/nulos, 6,4%. Esses números revelam que Jerônimo reduziu, significativamente, a vantagem do seu adversário, nesse período de aproximadamente 10 meses entre as duas sondagens, de acordo com os dados do instituto.
Fiz uma busca na internet (santo Google!) para ver como o mesmo Paraná Pesquisas avaliava os candidatos no primeiro semestre de 2022, em uma época próxima da atual. Encontrei uma simulação, também para primeiro turno, feita em 25 de abril daquele ano. Naquela época, o candidato da oposição aparecia com 55,4%, diante de 16,1% de Jerônimo. Não sabe/não respondeu 7,2% e nenhum/branco/nulo, 9,5%. A diferença em favor de ACM Neto, naquele momento, ante o então desconhecido Jerônimo, era de 39,3%.
Também fiz comparação com os números do Genial/Quaest. Em pesquisa feita entre os dias 13 e 16 de maio de 2022, ACM Neto liderava, disparado, com 67%, enquanto Jerônimo se apresentava bem atrás, com 6%. Brancos somavam 12% e os indecisos, 8%. Recentemente, em 29 de abril de 2026, o mesmo instituto apontou ACM Neto liderando com 41%, contra 37% do petista, por muito pouco não se configurando empate técnico. Votos em branco, nulos/não vai votar somariam 11%.
Para quem entende pouco, ou quase nada, de interpretação das pesquisas e estatísticas, a situação do candidato ACM Neto, agora, seria bem mais complicada, com seus 9,1% de frente, em relação aos confortáveis 39,3% de abril de 2022 ou dos 28,6% registrados em julho do ano passado. Consultamos, então, alguém que conhece da matéria, sobre o que significam esses números comparativos. Em Feira de Santana, Amarildo Gomes, o diretor do instituto local Economic, é uma excelente referência.
"Agora é mais difícil", ele afirma. Mais difícil para o governador, completa, depois de alguns segundos de suspense: "Todo mundo já o conhece. Está com sua imagem consolidada. Mídia todo dia, em todo lugar. Era para estar na frente". Em seu entendimento, "deve haver algo errado" com Jerônimo. "Venceu ACM Neto (em 2022). Seus eleitores, por várias razões, votaram nele. Mas neste momento, não se sentem estimulados a lhe dar a vitória, também por diversos motivos. Pode ter perdido votos".
Questionei-o, então: Mas e o "efeito Lula", não mudará novamente esse quadro? "Sempre haverá (o efeito Lula). Foi o que fez ele ganhar. Se não houvesse Lula, ou se o número dele não fosse 13, certamente não levaria. Há uma conexão. Veja que no Nordeste, o PT não se arrisca com candidatos que não sejam do partido. Talvez, somente em Pernambuco seja diferente".
Para Amarildo Gomes, se o voto (de Jerônimo) está consolidado, há uma parcela que votou nele "e não está votando agora". Pode votar ainda? Ele diz que sim, é possível mudar o cenário, pois os mesmos instrumentos que o fizeram ter maioria dos votos em 22 podem ser utilizados agora: "O grupo é o mesmo, também os mesmos apoios, praticamente, mesma máquina. A preocupação, do lado governista é que os os eleitores podem não estar motivados, como antes, com todos esses fatores. Pode ser que não consiga (virar) desta vez. A campanha de Lula não está tão boa".
A frente de ACM Neto, neste momento, é "concreta e mais perigosa", afirma, do que aquela, muito maior, em meados de 2022. O governador, opina, não conseguiu ampliar, nem mesmo manter os seus votos, conforme quadro que se desenha neste momento. "Lá atrás, o voto dado a Jerônimo era de Rui (o ex-governador Rui Costa, hoje ministro). Agora, é dele e do seu governo".
O quadro guardaria semelhança com o que aconteceu na eleição presidencial de 2022. Avalia o especialista que, ali, o presidente Bolsonaro devia estar à frente de Lula, pois ele já havia consolidado a sua imagem, após quatro anos no poder. No entanto, parte dos eleitores que o consagraram em 2018 não quis acompanhá-lo no pleito seguinte e ele foi derrotado. Agora, a oposição parece estar ameaçando seriamente a reeleição de Lula, entende o diretor do Economic: "Ele tem 49 de reprovação. Se não mudar este quadro, perde".
A relação institucional, mais que isto, fraterna e produtiva, que o prefeito Zé Ronaldo e o governador Jerônimo Rodrigues mantém, desde o ano passado, é algo inédito na Bahia, entre gestores de município e estado que estejam em posições políticas diferentes. Evidentemente, uma proximidade mais acentuada entre políticos é parecido com amizade forte de colegas na faculdade. Pra virar namoro, é "daqui pra ali (prali)", como se diz na zona rural de algo que está prestes a acontecer.
Politicamente, Ronaldo e Jerônimo flertaram, um com o outro. Em algum momento, como ficou provado no final, um deles desejou celebrar a união com o outro para as eleições de outubro deste ano. Ou teriam sido ambos? Bem, como se tornou público, a sondagem objetiva partiu do governador, segundo revelou Ronaldo.
Nada existe de anormal, neste fato, é importante frisar. O governador, ao perceber, naquela altura, que havia uma frustração do prefeito com quem comanda o seu grupo - o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, havia negado a Ronaldo vaga de candidato a vice no pleito de 2022 - decidiu partir para a ofensiva. Qualquer um em seu lugar teria feito o mesmo.
O próprio Ronaldo, com uma postura bem mais agressiva de proximidade com governador adversário que em seus outros mandatos, estimulou, mesmo que indiretamente, o apetite de Jerônimo por conquistar o apoio da maior prefeitura do interior. Não deu para fazer "ciúmes" a Paulo Souto, o ex-governador com quem o prefeito de Feira manteve o melhor relacionamento na história dos seus cinco mandatos. Mas, foi intenso, "caliente", o entendimento com o petista, um pouco acima até do institucional, não resta dúvida.
Feira de Santana, aliás, agradece a Jerônimo, pelo tratamento dado ao prefeito da cidade. Ronaldo administrou esta cidade em outros períodos, em que a Bahia foi governada por Jaques Wagner e Rui Costa. Havia briga entre eles? Não. Sempre se comunicaram com respeito. Mas faltava algo igualmente importante: boa vontade e reciprocidade diante de problemas em que município dependia de estado para solucionar, e vice-versa.
Ronaldo e Jerônimo conseguiram vencer esta barreira. Nenhum vereador, deputado estadual ou federal, conseguiu afastá-los com as intrigas que costumam ser geradas, por diversas razões. Se mantiveram sóbrios, maduros e colaborativos, por todo este tempo, uma postura que rendeu frutos. Com justiça, aplaudida pela sociedade.
Agora, eles se afastam, estrategicamente, diante das eleições que se avizinham. Como aqui mencionado, Jerônimo tentou, mas não conseguiu tirar Ronaldo de onde está. Ambos agiram como se espera de políticos de alto nível. O alvo de um governador é conquistar o prefeito não aliado para o seu grupo. O prefeito vai se quiser. Muitos vão. Ronaldo, bem cortejado, não foi. Evitou a vingança. Preferiu manter a coerência e permanecer onde se encontra desde que iniciou na vida pública.
Mas e agora, o que será desta boa relação? O colega articulista desta Tribuna, César Oliveira, escreve que, há "ruptura", caracterizada pelo distanciamento dos líderes nos três dias da semana anterior em que Jerônimo praticamente sediou o seu governo em Feira de Santana. "Hora da onça beber água", ele diz. Talvez, "ruptura" seja palavra muito forte. Vejo como natural, neste momento, cada um na sua. Vamos aguardar, pra ver como se comportam diante de alguma demanda em que um solicite a colaboração do outro.
Até aqui, estão sabendo preservar a imagem que construíram. Não há notícia de que Jerônimo ou Ronaldo dificulte algo de interesse público. Daqui a pouco, começa a campanha. Os políticos estarão na televisão, internet e rádio. Como vão se portar? O desafio parece simples. Afinal, o adversário direto do governador é ACM Neto, não o prefeito de Feira. Se tiver que esquentar o clima, não precisa ser entre eles.
Ronaldo, é claro, vai aparecer pedindo voto. Pode, e certamente o fará, enaltecer seu candidato, anunciar as mudanças que espera sejam promovidas, criticar políticas públicas. Não deverá, no entanto, atacar Jerônimo ou sua gestão. O governador, por sua vez, fará compromissos com Feira de Santana. Mas não haverá a necessidade de criticar a administração local. Agindo assim, eles vão mais que consolidar a excelente relação governamental que apresentam, mas também continuar servindo de inspiração.
É grande a expectativa, em Feira de Santana, pela retomada da licitação iniciada em 2024, ainda no governo Colbert Filho, para implantação do Estacionamento Rotativo Controlado de Veículos, a Zona Azul. O atual prefeito, Zé Ronaldo, disse a esta coluna, aqui registrado dia 7 último, que pretende publicar nas próximas semanas, no Diário Oficial, o reinício do processo. Voltamos ao tema para fazer algumas observações que preferimos não mencionar no texto anterior torná-lo ainda mais extenso.
Afinal, não devo esquecer, no "jeito moderno" de ler, os escritos devem ser breves, de preferência que não ultrapassem uns dois, três parágrafos. Ou os leitores se afugentam. Muitos tem verdadeira alergia a qualquer nota que lhes imponha uma atenção maior do que um minuto. Qualquer dia, vou me atrever a comentar sobre mais esta mudança de comportamento nas nossas novas gerações. Tenho sérias dúvidas de que isto seja realmente positivo.
Vamos lá. Eu disse, dias atrás, que, embora o regulamento da futura Zona Azul admita que "o sistema poderá ser explorado diretamente pelo Município, por meio da Superintendência de Trânsito", isto serviria apenas para constar, pois o prefeito não vê possibilidade de que em Feira seja dessa forma. Ele diz que, no Brasil inteiro, a experiência de gestão terceirizada é esmagadoramente maioria.
Sua informação é correta. No entanto, esta supremacia de um modelo não deve descartar que se possa fazer diferente, mesmo que provisoriamente. A gestão indireta, diz o regulamento, seria "mediante concessão onerosa de serviço público, precedida de licitação, por conta e risco da concessionária, remunerada exclusivamente por tarifas pagas pelos usuários".
Tudo bem. No Brasil, está consolidado o modelo de terceirização de vários serviços públicos, tendo se iniciado o processo com a telefonia. Lembram da Telebahia? Ela desapareceu junto com outras empresas telefônicas dos diversos estados e, se diz, foi a partir desta medida que as linhas telefônicas se universalizaram e ficaram mais baratas. Depois, veio a energia elétrica, com o fim da Coelba.
Hoje, é a Neoenergia, uma companhia do "cofundó do Judas", que comanda tudo. Nesse caso, o resultado não é tão bom. O serviço é de péssima qualidade, com uma fiação infernal nos postes, quedas constantes de energia, além de muito caro. Já se tentou a privatização do abastecimento de água, mas felizmente, segue sob economia mista - tem investimento privado, mas também do Estado, que é quem manda, ao menos aparentemente.
Questão de honra para Ronaldo, como frisei aqui no artigo passado, a implantação da Zona Azul é uma das maiores frustrações desta cidade. Tentar, ele tentou várias vezes, mas esbarrou em uma reação sistemática de empresas que desejam ganhar a exploração do serviço. Buscam uma brecha, que nunca falta. Aparentemente, a imperfeição dos editais facilita reclamações. Por meio de liminares, um dos concorrentes derrotados impede que o processo seja finalizado.
O prefeito garante que uma comissão especializada, desta vez, fez trabalho de meses para corrigir o que fora observado pelo Tribunal de Justiça da Bahia e pelo Tribunal de Contas dos Municípios no edital de Colbert. Mas e se os que sempre agiram voltarem a implicar? A resposta, ao meu ver, é uma só: deixar de lado esse negócio de exploração terceirizada e, pelo menos temporariamente, mandar a SMT assumir a responsabilidade, até que a licitação seja solucionada.
Contrata-se a tecnologia da venda de créditos em algum lugar deste mundo e de agentes para fiscalização e multas, por tempo determinado - com possibilidade de prorrogação - e mãos à obra. Qual o problema? Se uma empresa qualquer faz este trabalho, a Superintendência de Trânsito, uma vez capacitada, também pode.
A receita é vigorosa. Fiz umas contas, por alto, aqui divulgadas. Se todas as 8 mil vagas forem utilizadas por duas horas diárias a arrecadação mensal é de cerca de R$ 800 mil. Há quem diga que o valor será bem superior a este. A regulamentação prevê que o Município fique apenas com 20% e entregue 80% do dinheiro para a empresa licitada. Com a gestão direta, todo o recurso vai para os cofres públicos, o que seria, supõe-se, mais que suficiente para bancar os custos.
Pois é, prefeito. Desta vez, esperamos, vai ou racha. Com ou sem exploração por concessionária, não dá mais para adiar Zona Azul no centro de Feira de Santana.
O governador Jerônimo Rodrigues praticamente transferiu a gestão, esta semana, para Feira de Santana. Chegou aqui na quinta e deve estar retornando a Salvador hoje. Nestes três dias, inaugurou algumas obras e, principalmente, anunciou muita coisa interessante. Provavelmente, foi a visita mais frutífera dele a esta cidade, de tantas que realizou ao longo destes quatro anos. Faço um resumo das entregas e, em seguida, dos compromissos assumidos com os feirenses.
Na área de segurança, ele esteve na agora denominada "Vila Policial Militar do Portal do Sertão", área do antigo 1º Batalhão, para inaugurar a construção das sedes do Comando de Policiamento da Região Leste, do Batalhão Tático de Policiamento, do 3º Batalhão de Policiamento Rodoviário e da Ronda Maria da Penha/Ronda Escolar. Os acessos a esses equipamentos foram asfaltados.
Apresentou o recém-inaugurado Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Geral Clériston Andrade. Investimento superior a R$ 4,5 milhões em consultórios, auditório, salas de aula e estrutura de simulação realística. Voltada à formação de profissionais da saúde, fortalece a integração entre ensino, pesquisa e assistência na rede estadual.
"O governador, ao lado da secretária de Saúde Roberta Santana e da diretora Cristiana França consolida um avanço e uma mudança de paradigma no modelo docente-assistencial da rede estadual de saúde", elogia o médico do HGCA, César Oliveira. Ele diz: "É evidente que a pesquisa exige alocação de recursos e comitês de ética estruturados, mas, sem dúvida, este é um marco que merece aplausos".
No Centro Industrial do Subaé, Tomba, o governador entregou a primeira etapa das obras de pavimentação e implantação de sistemas de macro e microdrenagem urbana, investimento de R$ 20 milhões.
A Igreja Senhor dos Passos, agora chamada de santuário, teve a obra de restauração de sua imponente fachada entregue pelo governador. O trabalho custou R$ 1,5 milhão.
COMPROMISSOS
- Começar a construção do Hospital Baiano de Oncologia, primeiro do interior para o tratamento de câncer. O Estado vai aportar de imediato R$ 45 milhões do total de R$ 85 milhões do custo da obra física. A unidade terá 224 leitos, sendo 204 de internamento clínico e 20 de UTI, além de centro cirúrgico - inclusive para cirurgias robóticas - pronto-socorro com 12 leitos, 20 poltronas de observação, centro de diagnóstico por imagem com ressonância magnética, tomografia, PET-CT, densitometria óssea, raio-X e ultrassom.
- Iniciar o processo licitatório para construção de Centro Especializado em Reabilitação (CER).
- Reformar o telhado da Unacon da Casa da Misericórdia.
- Finalizar, em três meses, a duplicação de 6 quilômetros da rodovia Feira-Gonçalo. Não é a pista inteira, apenas até o distrito Tapera.
- Recuperar a avenida Sérgio Carneiro, rodovia estadual que corta o bairro Santo Antônio dos Prazeres, principal acesso ao Aeroporto João Durval.
- Publicar edital de licitação, no valor de R$ 22 milhões, para realização da segunda etapa das obras de pavimentação de outro trecho do Centro Industrial do Subaé.
- Abrir licitação para obras de esgotamento sanitário. Promete melhorar o saneamento nos rios Subaé e Paraguaçu. Sem maiores detalhes.
- Construir uma sede para a Polícia Federal nesta cidade, embora o órgão ainda não tenha aqui - inacreditavelmente - uma delegacia.
- Encerrar a obra do Complexo Carro de Boi "até o fim do mês", para, no Início de junho, em ato cultural, "entregar à comunidade".
- Ampliar o pátio do Aeroporto João Durval para receber grandes aeronaves em carga ou descarga: "Estamos fechando o projeto. Em dois meses pretendemos licitar esta obra".
- Realizar estudo para viabilizar "uma outra alternativa de acesso ao aeroporto". Sem maiores detalhes.
- "Tenho dívida pessoal com a Queimadinha", disse o governador. Não deixa de ser um compromisso. Só faltou dizer que dívida é essa, como e quando ele vai quitá-la. Missão para os repórteres locais, em próxima oportunidade.
APÓS O INSTITUCIONAL, A POLÍTICA
Depois de toda esta movimentada agenda, é claro, vem a parte política. Ele tem direito. Realiza neste sábado, no salão de eventos do Cajueiro, um evento relacionado com a sua campanha pela reeleição. O encontro reúne prefeitos, deputados, vereadores e lideranças dos 17 municípios do território - menos Zé Ronaldo, evidentemente.
Esta vigorosa ação do governador em Feira tem um objetivo: reduzir o dano da frustrada tentativa de levar o prefeito local para as hostes governistas. Afinal de contas, esta cidade, estratégica e cobiçada trincheira ronaldista, desperta atenção especial por tudo que representa no Estado.
Política à parte, o governador sabe que é preciso fazer mais por esta terra, que ele adotou como morada, para motivar o eleitorado a atender suas expectativas, conferindo-lhe uma expressiva votação em outubro. O tempo é curto, mas, claro, ainda dá para realizar. Esperamos a concretização dos projetos anunciados e de outros mais que sejam possíveis em segurança, saúde, educação, infraestrutura, mobilidade, cultura, lazer, etc. "Vou cuidar de dar conta dos compromissos com os feirenses", afirmou Jerônimo. Cuide mesmo, professor. Ao final, esteja certo de que o eleitor, atento, vai dizer nas urnas se ficou satisfeito. Ou não.
A avenida Sérgio Carneiro, rodovia estadual, mais importante via pública do bairro Santo Antônio dos Prazeres e principal acesso ao Aeroporto João Durval Carneiro, terá a sua pavimentação recuperada, garantiu hoje o governador Jerônimo Rodrigues, em entrevista ao radialista Dilton Coutinho, do programa Acorda Cidade (Sociedade News). Na boa entrevista comandada pelo experiente âncora e seu repórter Ed Santos, o governador também noticiou a continuação, para breve, da duplicação de parte da rodovia Feira-São Gonçalo dos Campos a BA 502.
Esta obra contemplará apenas 6 quilômetros, do Anel de Contorno até o distrito de Tapera. Está Interrompida há mais de um ano. Segundo Jerônimo, o Estado enfrentou problema de desapropriação de imóvel, superado recentemente na Justiça, através de liminar: " Não era dinheiro. A gente dependia de ordem judicial. Agora vamos pagar em juízo e tocar". Sua expectativa é de que "em dois, três meses, possamos entregar".
O Aeroporto João Durval, que os feirenses reclamam por não operar, foi mais um tema relacionado a infraestrutura e transportes abordado pelo governador. A ampliação da pista, em 300 metros, "está quase pronta", informou. Vai alcançar 1.800 metros, bem menos que os 2.250 metros da pista do aeroporto de Caruaru, em Pernambuco, cidade de menor porte que a nossa e localizada a pouco mais de 100 quilômetros de Recife - quase a mesma distância de Feira a Salvador.
A novidade é a adequação do pátio para receber grandes aeronaves em carga ou descarga: "Estamos fechando o projeto. Em dois meses pretendemos licitar esta obra". Também anunciou, sem maiores detalhes, estudo para viabilizar "uma outra alternativa de acesso ao aeroporto".
O governador entregou nesta manhã a primeira etapa das obras de requalificação - restauração de pavimentação e implantação de sistemas de macro e microdrenagem urbana - do sistema viário do Centro Industrial Subaé (CIS), trecho da avenida Sudene e vias adjacentes, no Tomba. O Estado informa investimento de R$ 20 milhões. Ele autorizou a publicação de edital de licitação, no valor de R$ 22 milhões, para realização da segunda etapa das obras no local, contemplando agora no trecho entre as avenida Probahia e Banco do Brasil.
Questionado sobre o futuro da BR 324, a Feira-Salvador, que continua sendo uma das grandes preocupações da sociedade na região, Jerônimo disse que a nova privatização da rodovia, pós-afastamento da Viabahia, está no Tribunal de Contas da União. Ou seja, situação indefinida. "Esperamos até o fim do ano ter uma empresa (operadora) definida". É apenas um palpite, não nos iludamos.
O petista diz estar solicitando melhorias ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes "em períodos de grande movimento", citando agora o Dia das Mães e a proximidade do período de festejos juninos, que registram um número extraordinário de veículos na rodovia. O leilão para contratação de nova concessionária, de fato, não está ao alcance do governador. Mas pressionar o DNIT, por reparos nas pistas, é sim seu dever.